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Um tour pela gastronomia russa

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A Rússia é um país incrível que garante uma ótima viagem para qualquer pessoa que esteja interessada em história, artes, cultura e arquitetura. E, claro, gastronomia também! Enquanto Moscou é mais cosmopolita e com ar de cidade grande, São Petersburgo tem uma arquitetura mais imperial e um estilo de vida mais calmo.

Há muitas galerias de arte interessantes, igrejas lindíssimas, bons resturantes, lugares legais para compras, a incrível fortaleza do Kremlin e seus museus, além de praças históricas famosas que merecem ser visitadas em Moscou. Ela ainda conta com uma série de atrações muito legais, como o famoso museu Hermitage (um dos maiores e mais importantes do mundo), o museu Fabergé e o lindo palácio de Petehof (nos arredores da cidade).

culinaria-russa-marianamartins-st-basils-cathedralSt Basili’s Cathedral

culinaria-russa-marianamartins-museu-hermitageMuseu Hermitage – Fotos: Mariana Martins (www.mariandthecity.com.br)

No quesito gastronômico, Moscou tem um cenário bem vibrante de qualidade elevada com uma variedade impressionante de sabores tanto de culinária internacional quanto de especialidades regionais. A gastronomia do país é bem marcante e vale a pena conhecer alguns dos seus pratos famosos. Borsch é uma sopa que é considerada um dos itens gastronômicos mais conhecidos do país, e eu diria que também é indispensável provar nosso famoso estrogonofe na sua terra de origem.

culinaria-russa-marianamartins-borschtculinaria-russa-marianamartins-estrogonofe-ickfdFotos: Wikimedia Commons

Como acabo de voltar de uma viagem pela Rússia, claro que não pude deixar de prestar atenção em algumas sobremesas típicas do país também! Entre elas, os blins e o bolo medovik. O blin é a versão russa do crepe francês. Acho que a maior diferença em relação ao doce da França está mesmo nos acompanhantes que vem com a massa do blin. No geral, pode ser salmão defumado, creme de cogumelos, geleias ou leite condensado. As versões mais sofisticadas do blin, porém, vem acompanhadas por salmão vermelho ou caviar.

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A sobremesa russa conhecida como bolo medovik vai agradar muito a quem gosta de mel. Ele é muito comum na Rússia e faz sucesso em festas de aniversário. É um bolo formado por diversas camadas muito finas de uma espécie de pão de ló à base de mel alternadas com um creme de caramelo. O toque final é jogar uma camada de nozes trituradas sobre ele.

culinaria-russa-marianamartins-bolo-medovikFotos: Wikimedia Commons

Gostou das curiosidades? Qual desses pratos você provaria primeiro?

Cuidados para a massa folhada

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Nada como um mil folhas, um salgado folhado, uma torta folhada, não é? Preparações à base de massa folhada são sempre muito deliciosas e populares entre os amigos e a família! Porém, quantas vezes você já comprou algum “folhado”, que não estava folhado? Que não tinha aquela crocância característica necessária?

A massa folhada nada mais é do que uma massa feita com muitas e muitas camadas de alguma gordura, tradicionalmente manteiga, que é a responsável pela sua crocância e sabor.

FOTO: Paulo Cuenca – Instagram: @paulocuenca

Um forno muito frio geralmente é o responsável por uma massa folhada pesada, compacta e sem as lâminas. Sempre cheque a temperatura necessária e, se possível, providencie um termômetro de forno para controlar bem a temperatura do mesmo.

Durante todo o processo, a temperatura da massa deve estar sempre sempre fria! O ideal seria não passar de 14˚C. Evite fazer a massa folhada em dias muito quentes.

Se estiver trabalhando uma grande quantidade de massa, trabalhe com ela aos poucos, deixando o restante envolto em filme plástico dentro da geladeira, para assim evitar que a manteiga derreta. Se a manteiga derreter, a massa não irá folhar.

Os recheios da massa folhada devem estar em temperatura ambiente, pois assim você evita que as camadas de manteiga murchem e a sua massa não folhe.

Clique aqui para aprender a fazer uma massa folhada infalível!

Qual vinho harmoniza com mil folhas de caramelo

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No sul do país o friozinho já chegou com força total e, para dar as boas-vindas ao inverno brasileiro, nada melhor do que uma doce extravagância!

Ao começar a preparar o mil folhas com caramelo e crocante de nozes já pensava na escolha do par perfeito para ele. A intensidade dos sabores de cada camada é atenuada pela diversidade de texturas, que vai se mesclando do crocante ao cremoso, tudo envolvido por um incrível aroma de nozes caramelizadas.

receita-mil-folhas-creme-caramelo-crocante-ickfd-danielle-noce5Foto: Paulo Cuenca

Costumo dizer que harmonização é sensibilidade e técnica. Gosto sempre de pensar na origem da comida para ter alguma pista da harmonização. Sendo o mil folhas de origem francesa, comecei meu brainstorming por lá.

Logo tive uma tendência a pensar na região da Alsácia, onde são produzidos maravilhosos vinhos a partir das uvas alemãs riesling e gewürztraminer. Uni o frio do inverno ao doce e à Alsácia! Et voilà!

Lembrei do riesling late harvest que tomei em um bar de vinhos na França, mas infelizmente não consegui encontrá-lo aqui. Tentei algo semelhante e não foi difícil! A região é vizinha da Alemanha, de onde vêm os melhores exemplares vinificados destas uvas, com destaque para o Spätlese.

Em alemão, spätlese significa “colheita tardia”, indicando que as uvas usadas na produção são colhidas até uma semana após o final da colheita normal. O resultado é um vinho adocicado e redondo em boca.

Na região de Pfalz, bem pertinho da fronteira com a Alsácia, é produzido o excelente Anselmann Gewürztraminer Spätlese, que traz marcantes traços de baunilha, mel, cravo e frutas secas.

vinho-alsacia-harmonizacao-mil-folhas-langguthshop-ickfdFoto: Langguth Shop – Foto de capa (taça): Schoenggeistig

Bem estruturado, fica muito equilibrado com a baunilha do creme e com o caramelo. As notas de frutas secas combinam com as nozes caramelizadas, sendo um fantástico par.

Para os amantes dos vinhos nacionais, como eu, deixo anotado aqui outro conselho: o vinho Colheita Tardia da Aurora, feito a partir das castas Malvasia Bianca e Semillon, é doce, aveludado e encorpado. Suas notas predominantes de nozes, castanhas e mel resultam em um casamento perfeito com o sabor do mil folhas.

harmonizacao-vinho-mil-folhas-colheita-tardia-aurora-ickfdFoto: Super Adega

Anselmann Gewürztraminer Spätlese, 2013 – Preço médio: R$ 132

Aurora Colheita Tardia – Preço médio: R$ 25

Espero que gostem e se inspirem com estas dicas!

E, para a galera de além-mar, não custa tentar um Riesling late harvest alsaciano!

Um beijo e à toute!

Tipografia com comida – para você se inspirar

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Antes de devorar um pedaço de bolo ou uma fatia de torta, a gente come com os olhos. Se o doce for bonito, parece que nosso cérebro se prepara para receber uma dose de boas sensações com apenas um olhar, né? Ao lado de bolos e tortas apetitosas, é mais ou menos esse o objetivo da tipografia.

Fontes e detalhes bem desenhados formam um conjunto atrativo utilizando recursos gráficos, sempre com a função de atrair o leitor. Bom, você já deve ter visto muitos exemplos de tipografia na internet – parece que a moda voltou com força (quem adivinha a tribo que a trouxe de volta direto dos anos 50?). Acho muito legal a forma como os designers criam frases e palavras e, assim que vi umas referências feitas com comida, fiquei doida pra compartilhar com vocês!

A equipe do Bored Panda resolveu brincar com ingredientes do cotidiano e transformá-los em palavras deliciosas. O resultado foi esse:

tipografia-com-comida-mel-boredpanda-ickfd1tipografia-com-comida-cafe-boredpanda-ickfd2tipografia-com-comida-anchovas-boredpanda-ickfd3tipografia-com-comida-chorizo-boredpanda-ickfd6tipografia-com-comida-horseradish-boredpanda-ickfd5tipografia-com-comida-chocolate-boredpanda-ickfd7

Bonito, né? Aqui tem outras inspirações:

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“I don’t carrot all” é uma brincadeira com a palavra “cenoura” e a expressão “I don’t care at all”, que significa “eu não me importo mesmo”. Fonte: Etapes
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“I’m going to the gym later so I deserve a treat” (Vou para a academia depois, então eu mereço um doce) – Fonte: Abduzido
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tipografia-com-comida-pao-toasted-inspirationgrid-ickfdFonte: Inspiration Grid

tipografia-com-comida-geleia-marmaladebleue-ickfd2tipografia-com-comida-geleia-marmaladebleue-ickfd-1“This is my jam” (Essa é minha geleia) – Fonte: MarmaladeBleue – foto de topo (Type Gang)
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E aí, se animou para aprender um pouco mais sobre tipografia? Eu sim! ;D

Do cacau ao chocolate: entenda todo o processo

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chocolate-lascas-raspas-dessertsforbreakfast-ickfdFoto: Desserts For Breakfast

Todo mundo sabe que o chocolate vem do cacau. Mas antes de chegar às prateleiras, os grãos ainda passam por um largo processo. Hoje você entenderá o que acontece desde a colheita até o momento em que essa delícia é embalada, tintim por tintim! Que tal abrir aquela barra e deliciar-se enquanto aprende mais sobre a origem do chocolate?

A primeira parte dessa aventura começa nas plantações. O cacau se dá principalmente em regiões tropicais, de clima quente e úmido. Desde o momento em que são plantadas, as árvores de cacau demoram em média 3 ou 4 anos para tornarem-se furtíferas. Passado esse tempo, começam a nascer flores, das quais apenas algumas sofrem fecundação e desenvolvem frutos.

cacau-fruta-chocolate-james-mollison-ickfdflor-do-cacau-newspsu-ickfdFotos: James Mollison/News Psu

A colheita de cacau acontece duas vezes ao ano, a cada cinco ou seis meses. Após colhidos, os frutos são cortados ao meio cuidadosamente para não danificar as sementes, que estão presas na polpa e devem ser retiradas uma a uma manualmente. Cada fruto contém entre 20 e 40 sementes (mais ou menos do tamanho de uma amêndoa).

semente-de-cacau-thewellingtonchocolatevoyage-ickfdFoto: The Wellington Chocolate Voyage

Depois disso, é feita a fermentação: as sementes são colocadas no chão e cobertas sobre folhas de bananeira ou em caixas de madeira com buracos que permitem que o excesso de líquido escorra. Esse processo, que pode demorar até 8 dias, tem como objetivo evitar a germinação e remover os resíduos da polpa que ficam presos na semente. Concluída esta parte, a cor das sementes muda de bege para roxo e sua acidez é reduzida.

fermentacao-cacau-onthecocoatrail-ickfdFoto: On the cocoa trail

Depois da fermentação, os grãos de cacau ainda estão bastante úmidos. Antes de serem enviados aos fabricantes de chocolate, os grãos devem passar pelo processo de secagem. Normalmente, os grãos (também chamados de amêndoas) são espalhados pelo chão e secam com o calor do sol. Depois de secas, as amêndoas são separadas por tamanho e qualidade – critérios importantes na hora da venda. Logo, são guardadas em sacos e enviadas aos fabricantes de chocolate.

Em geral, os fabricantes de chocolate guardam alguns segredos sobre seus produtos, como a qualidade, tipo dos grãos utilizados e fórmulas especiais de produção. Digamos que existem vários caminhos para chegar até o chocolate, mas cada fabricante tem sua própria trilha.

Ao chegarem às mãos do fabricante, algumas amostras dos grãos passam por testes, onde são analizadas suas características e peculiaridades. Depois, para remover qualquer pedrinha ou restos de terra indesejados, os grãos passam por um processo de limpeza.

sementes-secas-cacau-thewellingtonchocolatevoyage-ickfdFoto: The Wellington Chocolate Voyage

É então que uma máquina separa as cascas dos “nibs” do cacau (sementes trituradas), deixando estes últimos prontos para serem torrados. Em seguida, os nibs são moídos e aquecidos. Por terem em sua composição cerca de 53% de manteiga de cacau, os nibs atingem uma textura líquida durante o processo e se transformam no que é conhecido como “licor de cacau”.

O licor de cacau já pode ser usado para fazer chocolate, transformado em cacau em pó ou ter sua manteiga de cacau extraída para outro propósito. Porém, alguns fabricantes mais exigentes incluem na sua lista mais um processo conhecido como “conching”, que reduz um pouco da acidez do chocolate e faz com que o produto derreta na boca mais facilmente.

licor-do-cacau-static1squarespace-ickfdFonte: Static1 Square Space

Neste caso, a máquina de conching amassa e mistura o licor de cacau e os demais ingredientes (açúcar e leite, no caso do chocolate ao leite) até chegar na textura desejada. Esse processo pode levar horas ou dias, dependendo da qualidade que o fabricante quer atingir.

Por último, o chocolate é temperado e moldado em barras ou em outra forma desejada pelo fabricante. Depois, o produto é embalado e está pronto para chegar às prateleiras.

barra-chocolate-headerhands-ickfdFoto: Heather Hands

Gostou? Pronto para plantar uma árvore de cacau no seu pátio e fazer seu próprio chocolate? Hum… Que delícia!

Fonte: EcoleChocolat.com e Callebaut.com