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Vinhos para a Páscoa

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Páscoa chegando, muita gente me perguntando qual melhor vinho para servir com – claro – chocolate e bacalhau! Como comentei nesse post, chocolate “casa” perfeitamente com essa maravilha fortificada, o vinho do Porto… principalmente os Tawnys e Rubys… mas, atualmente, estou na fase de espumantes, então acho que talvez me arriscaria num espumante nacional demi-sec. Bem minha cara começar a falar da sobremesa antes do prato principal, né? rsrsrs

harmonizacao-vinho-bacalhau-pascoa-carolina-araujo-bnpress-ickfdBnpress

Então vamos ao prato principal: o bacalhau! Em um dos meus posts iniciais, comentei que o bacalhau é um dos pouquíssimos (se não o único) peixes que harmonizam com vinho tinto. Porém, trata-se de um prato tão fantástico que também harmoniza perfeitamente com branco! Tudo irá depender da forma como ele foi preparado. Mas antes de começar a sugerir qualquer coisa aqui, vamos relembrar o primeiro “pulo do gato” da harmonização? Quando falamos de bacalhoada, qual país logo nos vem em mente? Portugal, certo? Então sem dúvidas, os vinhos portugueses serão um grande acerto aqui! Não os únicos a harmonizarem, mas eu acredito que um dos melhores 😉

Se sua entrada for um bolinho de bacalhau… hummm… se jogue num espumante brut ou brut rosé! Certeza que você não se arrependerá! Os espumantes “quebram“ a gordura da fritura, e tornam os bolinhos bem mais saborosos! Caso sua opção seja servir uma salada de bacalhau, opte por vinhos jovens e aromáticos, sem presença de madeira. Algumas boas opções de uvas brancas são: Alvarinho, Rabigato, Bical, Encruzado, Antão Vaz. Já para os tintos, sugiro algum vinho Alentejano… Eles são super frutados e de maneira geral têm uma acidez muito equilibrada!

bacalhau-a-bras-jamie-oliver-ickfdBacalhau à Brás do Jamie Oliver

Se for optar por pratos com sabores mais fortes, como aqueles que levam alho, azeitonas e batatas, mergulhado no azeite, prefira tintos mais encorpados, porém com taninos leves e boa acidez. Já, se preferirem o branco, apostem nos mais untuosos, que passaram por carvalho – evite vinhos muito leves e frescos. Eu adoro acompanhar esse prato com o vinho Esporão Reserva Branco, fica simplesmente divino!

Para bacalhoadas cozidas, (algumas levam até mesmo leite de coco), aí eu fugiria um pouco dos portugueses e tentaria um chardonnay chileno, por exemplo, um Viu Manent Gran Reserva é uma boa escolha.

E depois da entrada e do prato principal, bora correr abrir os ovos, bombons, tortas, bolos, ou qualquer que seja sua sobremesa de chocolate, acompanhada com aquela tacinha deliciosa de um bom vinho do porto ou espumante para fechar o almoço do domingo!

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Excelente Páscoa a todos!

Saúde!

Vinhos e Tecnologia

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vinho-colonywine-ickfdFonte: Colony Wine

A indecisão é um problema, principalmente quando se trata de escolher uma boa garrafa de vinho. A novidade é que agora a tecnologia vai funcionar ao favor dos enófilos: duas empresas acabam de criar uma solução para isso. 

A Verve Wine, localiza-se em Nova York e foi criada por Dustin Wilson, Master Sommelier que já foi encarnado no cinema, no filme Somm.

Imagine ir em uma loja física ou on-line, preencher um questionário com as suas preferências de vinho com a ajuda de algoritmos? Incrível , não? Os dados são computados e o resultado fornece características de preferência bem determinadas, como nível de acidez, de taninos e de álcool. Um programa disponibiliza os dados e oferece os rótulos e, para quem quiser resenhá-los, a Verve Wine oferece dados ainda mais certeiros.

vinho-tabua-frios-tinamotta-ickfdFonte: Tina Motta

Já a Vinome confirma suas preferências do destilado pelo seu DNA. Como diz o seu nome, um trocadilho inteligente, entre vinho e genoma. A startup do Vale do Silício, local famoso por seus empreendedores, faz testes genéticos para indicar os rótulos para os clientes.

Os amantes de vinho que se interessarem recebem um kit que deve ser devolvido com uma amostra de saliva. Dessa forma, dez variáveis são analisadas para a montagem do mapa do palato, que cria as indicações da bebida ideal para cada pessoa. O custo para participar é de US$ 199.

vinho-e-tecnologia-julia-sardenberg-site-sonoma-foto-garrafas-de-vinho-enfileiradas-ickfdFonte: Sonoma

Uma nova forma de beber vinho

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uma-nova-forma-de-beber-vinho-paladar-estadao-fonte-de-abruzzo-ickfdFonte: Paladar – Estadão 

Os fãs de vinho devem estar alucinando com a notícia que agora existe uma fonte de vinho que funciona 24 horas por dia, e o melhor, de graça! Sete dias da semana com a bebida à vontade, já imaginou que sonho?! E não é qualquer vinho, mas o vinho italiano da região de Abruzzo, onde fica o Caminho de São Tomé, ou em italiano, Cammino di San Tommaso.

A vinícola responsável por realizar esse sonho é a Dora Sarchese Vini que alerta os consumidores a beberem com moderação. A fonte está localizada na rota entre Roma a Ortona e a vinícola explica na sua página do Facebook que ao contrário do que pode se pensar a ideia da fonte tem a intenção de dar as boas vindas aos peregrinos, não como uma ação de marketing.

uma-nova-forma-de-beber-vinho-artesanalli-vinhos-fechados-ickfdFonte: Artesanalli

A concepção foi inspirada em outra fonte localizada no Caminho de Santiago de Compostela, e alguns já pensam que é uma tentativa de popularizar o Caminho de São Tomé como o de Santiago.  Nos primeiros dias da inauguração o lugar ficou lotado de cidadãos locais e amantes da bebida fermentada. 

uma-nova-forma-de-beber-vinho-revista-exame-vinho-taças-ickfdFonte: Revista Exame

Qual vinho harmoniza com Strudel de Maçã

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Nas minhas andanças parisienses por supermercados repletos de frutas suculentas e deliciosas, resolvi encher minha sacolinha com maçãs verdes que estavam lindas! Instintivamente, meu sentimento patriota despertava: resolvi honrar minhas origens austríacas através de um bonito e delicioso Strudel (clique aqui para conferir a receita completa)!

E nós já sabemos que a sobremesa nunca está completa sem o seu par perfeito. E agora? Qual seria o néctar de Baco eleito?

Gosto de me ater à gostosa regra da origem. Pense no berço do prato e você pode já partir de uma boa pista para escolher o seu vinho!

Strudel, Áustria. Mas a Alemanha tem uma cultura tão parecida e fica tão pertinho, né? E por que não descermos um pouquinho mais em direção ao norte da Itália? Se nada disso for suficiente, não pensem que o Brasil não consegue satisfazer à altura as nossas pretensões… Agora vamos à análise.

Os vinhos austríacos, embora excelentes e tranquilamente disponíveis no mercado por aqui, são de difícil acesso no Brasil. Pensando nisso, elegi como primeira opção um irmãozinho de estilo alemão: o Anselmann Riesling Spätlese Trocken, um vinho de colheita tardia (como o próprio nome Spätlese diz) produzido a partir da casta branca de frio por excelência — Riesling.

harmonizacao-vinho-strudel-andrea-postiga-ickfdlopaImagem lo-pa.com

As uvas são utilizadas para fazer este vinho são coletadas depois de passados alguns dias da época da colheita, justamente para que os níveis de açúcar e de acidez se concentrem ainda mais na uva durante o processo em que ela vira quase uma passa. Seus aromas e sabores de damasco e pêssego, com notas de maçãs assadas formam um conjunto perfeito com o strudel de maçã. Aliás, o nível elevado de acidez neste vinho impede que ele seja demasiado adocicado, oferecendo um equilíbrio perfeito com a sobremesa, que também não é muito doce.

harmonizacao-vinho-strudel-andra-postiga-derweisnob-ickfdImagem der-weinsnob.com

Para os amantes das bolhinhas eu não posso me furtar a indicar o delicado espumante italiano Asti.

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Imagem Decanter

Com o elegante e característico perfume de flores brancas e limão, o Aralica Asti Spumante, um clássico do Piemonte, tem seus traços de mel e frutas verdes ressaltadas pelo sabor do strudel. Acidez na medida certa que também aqui fica muito equilibrada com as características da maçã na sobremesa.

Para os patriotas do Brasil, minha homenagem é feita com muito orgulho através do Moscatel da Casa Perini, também produzido pelo método Asti.

harmonizacao-vinho-strudel-andrea-postiga-casa-perini-ickfdFonte: Casa Perini

Excelente expressão desta tão apreciada variedade de uva, com intensas notas florais e frutadas e um delicado toque de mel e damasco. Forma um belíssimo par com a nossa sobremesa, já que apresenta doçura leve e equilibrada pelos bons níveis de acidez atingidos.

E aí? Depois de tanta informação, já sabe qual vai ser o acompanhamento do seu strudel? Quando escolher, me conta aqui que eu vou adorar saber qual que você gostou mais!

Um beijo e à toute!

Preços médios:

Anselmann Riesling Spätlese, 2012 — R$ 132,00

Espumante Araldica Asti Spumante — R$ 102,00

Espumante Casa Perini Moscatel — R$ 38,00

Qual vinho harmoniza com mil folhas de caramelo

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No sul do país o friozinho já chegou com força total e, para dar as boas-vindas ao inverno brasileiro, nada melhor do que uma doce extravagância!

Ao começar a preparar o mil folhas com caramelo e crocante de nozes já pensava na escolha do par perfeito para ele. A intensidade dos sabores de cada camada é atenuada pela diversidade de texturas, que vai se mesclando do crocante ao cremoso, tudo envolvido por um incrível aroma de nozes caramelizadas.

receita-mil-folhas-creme-caramelo-crocante-ickfd-danielle-noce5Foto: Paulo Cuenca

Costumo dizer que harmonização é sensibilidade e técnica. Gosto sempre de pensar na origem da comida para ter alguma pista da harmonização. Sendo o mil folhas de origem francesa, comecei meu brainstorming por lá.

Logo tive uma tendência a pensar na região da Alsácia, onde são produzidos maravilhosos vinhos a partir das uvas alemãs riesling e gewürztraminer. Uni o frio do inverno ao doce e à Alsácia! Et voilà!

Lembrei do riesling late harvest que tomei em um bar de vinhos na França, mas infelizmente não consegui encontrá-lo aqui. Tentei algo semelhante e não foi difícil! A região é vizinha da Alemanha, de onde vêm os melhores exemplares vinificados destas uvas, com destaque para o Spätlese.

Em alemão, spätlese significa “colheita tardia”, indicando que as uvas usadas na produção são colhidas até uma semana após o final da colheita normal. O resultado é um vinho adocicado e redondo em boca.

Na região de Pfalz, bem pertinho da fronteira com a Alsácia, é produzido o excelente Anselmann Gewürztraminer Spätlese, que traz marcantes traços de baunilha, mel, cravo e frutas secas.

vinho-alsacia-harmonizacao-mil-folhas-langguthshop-ickfdFoto: Langguth Shop – Foto de capa (taça): Schoenggeistig

Bem estruturado, fica muito equilibrado com a baunilha do creme e com o caramelo. As notas de frutas secas combinam com as nozes caramelizadas, sendo um fantástico par.

Para os amantes dos vinhos nacionais, como eu, deixo anotado aqui outro conselho: o vinho Colheita Tardia da Aurora, feito a partir das castas Malvasia Bianca e Semillon, é doce, aveludado e encorpado. Suas notas predominantes de nozes, castanhas e mel resultam em um casamento perfeito com o sabor do mil folhas.

harmonizacao-vinho-mil-folhas-colheita-tardia-aurora-ickfdFoto: Super Adega

Anselmann Gewürztraminer Spätlese, 2013 – Preço médio: R$ 132

Aurora Colheita Tardia – Preço médio: R$ 25

Espero que gostem e se inspirem com estas dicas!

E, para a galera de além-mar, não custa tentar um Riesling late harvest alsaciano!

Um beijo e à toute!

Qual vinho harmoniza com bolo mousse de sorvete

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Pense na tentativa de escolher um prato que agrade a todos em um grupo onde temos, por exemplo, um vegano, um que só come carne e um chato para comer. Se você entendeu esta problemática, vai começar a compreender também o nível de desafio que eu encontrei para escolher o perfect match para a sobremesa que elegi para fechar com chave de ouro o jantar que fiz recentemente para dois casais de amigos.

Eu sabia, desde o momento em que escolhi o Bolo mousse de chocolate branco com sorvete, que a harmonização não era a tarefa mais fácil.

Aliás, se você vier à minha casa, vai ver que eu sou não enochata, mas detalhista. Gosto de ver que o que eu mastigo combina com o que eu bebo. E sou muito otimista: acredito que qualquer pessoa pode sentir a mesma explosão que eu quando uma bebida “fecha” perfeitamente com uma comida.

Isto faz de mim uma eterna apaixonada pela harmonização, pelo wine pairing, pelo accord met, enfim, pela bela combinação que diz “oi” às suas papilas gustativas e pede licença devagar para deslizar redondinho pela sua língua, ativando todas as terminações nervosas da sua boca até que um choque de prazer atinja o seu cérebro.

Sobremesa escolhida, vamos aos elementos que a compõem para entendermos essa ideia de conciliar “veganos, carnívoros e chatos”. É o quebra-cabeça da harmonização. As peças: uma sobremesa; três texturas; um vinho. Encaixar tudo: um desafio.

Bolo de limão.

Mousse de chocolate branco.

Sorvete de morango.

E o vinho?

Bolo de limão, doce e cítrico; mousse de chocolate branco, cremosa e pungente; sorvete de morango, toque de adstringência e acidez. Em suma, várias possibilidades.

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Poderia optar por um licor, como um “limoncello”, um bom licor de amêndoas, ou mesmo um Grand Marnier, de tangerina, mas se o jantar inteiro foi regado a vinho, sigamos no mesmo universo.

Um dos princípios básicos para o sucesso da harmonização é ter sensibilidade para avaliar a intensidade dos sabores e, assim, combiná-los. Pensando nisso, me vieram logo à cabeça os vinhos doces.

Os vinhos tintos e brancos secos em geral brigam com os sabores doces e intensos da sobremesa. É instintivo: os sabores não devem se sobrepor, mas combinar, harmonizar! Esse raciocínio já reduz o nosso leque de escolhas, mas ele ainda segue aberto e nos oferece boas opções.

Pensei primeiro em um vinho fortificado. São aqueles aos quais se acrescenta aguardente vínica para elevar o teor alcoólico da bebida e permitir ao mesmo tempo que seu nível de açúcar natural continue alto. Meus olhos brilharam e salivei ao lembrar dos vinhos de gelo. E não me permiti dispensar a infalível categoria dos vinhos espumantes tradicionais, como o Prosecco.

Um pouco sobre cada um para montar o quebra-cabeça.

O Porto é o exemplo mais conhecido de vinho fortificado, mas não foi nele que pensei: ano passado, em viagem a Portugal, conheci o Moscatel de Setúbal, produzido a partir da uva moscatel, muito aromática e adocicada. O vinho é envelhecido em grandes barricas de carvalho, como estas aqui:

O estágio de dois anos em madeira dá ao vinho aromas que lembram flores, baunilha, mel, tâmaras e compotas. O doce frutado e floral harmoniza com o bolo de limão, enquanto a baunilha e o mel combinam divinamente com a mousse. Para arrematar, ainda cai superbem com as características do morango. Acordo incrível!

vinho-moscatel-sobre-vinho-e-afins-ickfdFoto: Sobre Vinhos e Afins

Meu coração balançou com este vinho de aromas e sabores pungentes que não se sobreporiam ou apagariam as características do doce e ficaria equilibrado com relação ao teor de açúcar.

E os clássicos late harvest, ou “vinhos de colheita tardia”?

Costumo dizer que não tenho vinhos preferidos. São como filhos: deve-se amar cada um do seu jeito. Mas confesso: estes danadinhos me conquistam com um simples gole. São vinhos cujas uvas são colhidas depois da época da colheita. No caso do Icewine, que pertence a esta categoria, além de ser depois, tem que ser quando as uvas já estão congeladas na videira, porque é o gelo que intensifica a concentração de açúcar no fruto.

Sua produção é restrita a poucos países, principalmente Canadá — o pioneiro — e Alemanha (onde se chama Eiswein), por ser necessário um clima muito frio para que as uvas congelem naturalmente no pé.

uvas-congeladas-vinepairFoto: Vinepair

Estes vinhos apresentam características de acidez razoavelmente elevada, resultando em aromas frutados e frescos, como de pêssego, pêra, mel, frutas cítricas e figo, que vão muito bem com o cítrico do bolo, o doce cremoso da mousse e a adstringência e o frescor do sorvete de morango.

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A boa notícia é que, em 2009, foi produzido o primeiro Icewine brasileiro, pela Cave Pericó, vinícola de São Joaquim, Santa Catarina. O vinho é elaborado a partir da casta cabernet sauvignon, e respeita o mesmo processo utilizado nos países produtores. Foi na safra de 2009 que foram obtidas as condições ideais para a colheita e vinificação destas uvas.

icewine-perico-vinho-harmoniza-com-bolo-ickfdFoto: São Joaquim Online

Agora, aquele que realmente é um coringa, é o italiano Prosecco. Originário do Veneto, tem teor alcóolico em torno de 11%. Bebida fresca, com aromas que lembram frutas como maçã, pêra, damasco e pêssego. Opção mais leve e menos doce do que os vinhos de sobremesa, com a vantagem de que, dependendo da entrada e do prato escolhidos, poderá ter acompanhado todo o seu jantar!

Estudados os três elementos principais do nosso bolo sorvetudo moussudo e feito o brainstorming de opções de harmonização, é hora da montagem do quebra-cabeça.

No final das contas, aliei o útil ao agradável: ano passado eu havia sido presenteada com Icewine da Cave Pericó, e andava curiosíssima a respeito. Dito e feito! Lembra daquela explosão que descrevi lá no início? Ela aconteceu! Os intensos aromas de compota de damasco e notas de baunilha atingiram o grau ideal de pungência para potencializar o sabor desta sobremesa. E ainda prestigiamos a coragem dos produtores brasileiros neste desafio. Grata surpresa!

Mas devo confessar: não resisti à garrafa de Moscatel de Setúbal 2011 da Bacalhôa que me olhava da adega. Todos toparam, e fizemos o teste: fantástico! Não atingiu as 5 estrelas do Icewine, mas foi quase. Igualmente recomendadíssimo, excelente combinação!

O quebra cabeça estava montado, colado e emoldurado, pronto para ser pendurado na parede de tão bem encaixado!

vinho-andrea-postiga-ickfd-harmonizacaoFoto: Andréa Postiga

De qualquer modo, garanto que qualquer dos vinhos acima ficará delicioso! Siga também seu instinto, suas preferências, conveniência e custo benefício. Estas foram as minhas escolhas:

Icewine Pericó safra 2009 (15%) — Preço médio: R$ 200

Moscatel de Setúbal Bacalhôa safra 2011 (17,5%) — Preço médio: R$ 90

Prosecco Bottega II (11%) — Preço médio: R$ 62

Um beijo e à toute (até logo)!

Andréa Postiga

Qual vinho harmoniza com manjar de coco

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Depois de alguns meses sumida do site, cá estou novamente (já estava com saudades de escrever)! A partir de hoje, os posts desta coluna serão mais focados na harmonização com sobremesas do ICKFD e, para começar, a receita escolhida foi o Manjar de Coco.

Para acompanhar esse doce cremoso, a dica é optar por um espumante moscatel por dois motivos: o manjar é uma sobremesa muito delicada e receitas delicadas, em geral, se encaixam perfeitamente com espumantes. Segundo, porque a receita do manjar contém leite, e tudo que tem gordura fica bem legal com esse tipo de bebida.

Mas, como sempre digo, em meio a uma dúvida, nada melhor que buscar a opinião de um profissional. Falei com a querida Josi Pieri e ela confirmou minha ideia: segundo ela, o espumante moscatel tem cremosidade, bom colchão de espuma na boca, frescor e doçura compatíveis.

Ah, e essa dica também vale para um pudim de leite condensado! Mas vale lembrar que apesar de espumante ir bem com doce e gordura, dificilmente conseguiremos harmonizá-los com chocolate, que é rico em taninos e apresenta um sabor muito marcante para a leveza dos espumantes. Para o chocolate, dê preferência aos vinhos do porto (você pode ler mais sobre esses vinhos neste post!).

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Então aqui vão duas indicações para deixar aquele manjar de domingo com uma carinha diferente:

Espumante Moscatel Casa Valduga. Casa Valduga, Vale dos vinhedos, Brasil.

Paladar delicado e elegante, que remetem a toques florais e frutas tropicais.

Preço médio: R$ 41.

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Espumante Araldica Asti. Aradilca, Piemonte, Itália.

Paladar muito elegante, suave e cremoso em boca. Aroma de flores brancas, mel e limão siciliano.

Preço médio: R$ 86.

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Gostou das sugestões? Assim que você provar a combinação, conte pra mim o que achou!

Saluti

Foto de capa: Stefanos Cata

Pão e Vinho

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Dia desses, vi um programa sobre pães franceses e me encantei com o preparo, com a paixão que o padeiro falava de sua criação… Como sou muito inquieta, na mesma hora peguei meu computador e “bora lá” viajar por todo mundo sem sair do sofá, à procura da receita do pão perfeito… Já havia provado alguns pães de fermentação natural de uma panificadora da cidade, e nunca sequer me imaginei produzindo um…

Mas como sou uma pessoa que adora desafios, fui fazer minha “pasta madre” para tentar fazer o tal do pão de fermentação natural. E não é que deu certo?! Comecei a vender em minha loja, assim, meio tímida, e em uma semana minhas fornadas já estavam se tornando insuficientes… Isso me fez perceber que os brasileiros vêm se interessando cada dia mais por produtos diferenciados, estão ficando mais exigentes, e querem sair um pouco do tradicional filão (duvido que a gente pare de comer filão com manteiga na chapa, mas estamos começando a conhecer novos sabores! rsrs).

pao-vinho-thefrenchinspiredroomfonte: The french inspired room

Então, numa noite mal dormida, eis que me passa pela cabeça: “se diferentes comidas pedem diferentes pratos, pães, que também são bastante diferentes entre si, também devem pedir vinhos diferentes, não?”. Foi assim que surgiu a ideia do post! Agora, vou dar uma resumida aqui no que eu encontrei… Resumida porque vocês não imaginam a quantidade de artigos, teses, livros, etc que encontrei relacionando essas duas maravilhas: o pão e o vinho!

A “amizade” que rola entre o pão e o vinho não é novidade para ninguém, e não tem nada de moderninha. Afinal, essa dupla já é conhecida há séculos, tanto que é o símbolo do Cristianismo, representando o corpo e o sangue de Cristo. Apesar de o pão ter como ingredientes básicos o trigo, a água e o sal, podem ser tão diferentes que perdemos a conta do número de pães distintos que já comemos, não é?

pao-padaria-vatpanmigle-seykite-paoVatpan/Migle Seytke-foto de capa: Joyus

O vinho: uva fermentada! Simples assim… e tão complexo ao mesmo tempo. Cada taça é uma nova experiência. Mas você pode sim estragar essas duas gostosuras se servir seu lanche com o vinho errado. Então vamos seguir aqui uma das regras básicas da harmonização de vinhos: Pães leves pedem vinhos leves. Pães de corpo médio pedem vinhos de corpo médio. Pães pesados pedem vinhos encorpados. Nada de muito “Óooooo”, né? Essa regra vale não somente para a massa em si do pão, mas principalmente para o recheio. Atenham-se também à harmonização do recheio com o pão. É muito importante que o recheio não “tape” o sabor do pão, eles têm que se complementar de um jeito equilibrado.

Seguem aqui algumas harmonizações que encontrei num estudo fantástico sobre pães e vinhos na internet, mas infelizmente quem postou não deixou o nome do autor. Então, se alguém ao ler esse artigo, reconhecê-lo como parte de seu trabalho, por favor, se pronuncie aqui ;D

Vinhos leves, frescos e frutados, pouco alcoólicos, combinam com comida leve, pouco gordurosa, sem muito condimento, mastigável e digerível, tal como pães tipo ciabatta, ou pão francês, recheados de verduras, queijos brancos, peito de frango ou de peru sauvignon blanc, espumante seco ou chardonnay).

Vinhos de bom corpo combinam com comida de médio peso, como pão sírio recheado com filé ao molho de catupiri (merlot, malbec ou syrah), ou ciabatta recheada de salmão defumado (riesling alemão spätlese ou gewürztraminer).

Vinhos encorpados combinam com comidas pesadas e gordurosas de digestão longa, de repetida mastigação, tais como pães integrais recheados com carnes fortes, como cabrito (nebbiolo barbaresco ou Malbec argentino), cordeiro (cabernet sauvignon Bordeaux, tempranillo rioja reserva espanhol, ou um cabernet do novo mundo), ou carnes de caça (shiraz australiano ou francês, pinot noir francês de cote d’or ou cabernet sauvignon do velho mundo).

Aqui estão apenas algumas dicas, mas a maior intensão desse artigo é que, ao programar um próximo lanche com os amigos, vocês repensem, pesquisem e provem harmonizá-lo ao vinho e ao pão mas apropriado!

Salute!

Due Lune Chardonnay

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Essa semana fui conhecer uma casa especializada em bruschettas, a Duo Bruschetteria e Bottega, localizada no bairro Cambuí, em Campinas (SP). Já havia lido alguns bons comentários sobre o local, comida e o bom gosto para escolha dos vinhos da casa, então fui tirar a prova… E não me arrependi! Antes de olhar a carta de vinhos, preferi escolher as bruschettas para então decidir qual vinho iria harmonizar melhor com nossas escolhas… Inicialmente escolhemos uma de gorgonzola com tomates cerejas gratinados e uma caprese (tomate, muçarela de búfala e pesto – feito por eles mesmo). Achei que seria legal, principalmente por conta do pesto e do gorgonzola, pedir um branco. Eu costumo harmonizar pesto de manjericão com Sauvignon blanc ou Torrontes, mas resolvi arriscar no Chardonnay italiano e deu super certo com ambas bruschettas!

A escolha foi o Due Lune, produzido na região de Chiantti na Itália. Geralmente, quando pensamos em vinho italiano, pensamos em tintos e Prosecco, dificilmente em um branco, né? Tenho que confessar que ao olhar para a carta de vinhos da Bruschetteria fiquei ansiosa em relação ao que esperar de um chardonnay italiano, já que branco italiano eu havia provado (e amado) o A-Mano, feito com uvas Fiano-Greco. Ao abrirmos a garrafa, uma surpresa bem agradável: vinho leve, com aroma de flores e frutas, bem fresquinho, e muito fácil de beber! Ficou absolutamente delicioso com as bruschettas!

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Em seguida, pedimos um bolinho de arroz arbóreo com queijo e presunto de Parma, que também harmonizou bem com o vinho, mas o comentário foi unanime: as bruschettas venceram! Com relação ao local, fomos super bem atendidos, com pessoal muito simpático e prestativo. O ambiente é muito aconchegante, que pode trazer uma atmosfera bastante romântica e, da mesma forma, acolhe muito bem um grupo de amigos que curtem um bom vinho e boa comida.

Agora terei que voltar lá pois não consegui provar a bruschetta de figo com mel e queijo de cabra – já me falaram que é fantástica e eu acredito que esse vinho também vai ficar bem gostoso com ela! Aliás, se você quiser preparar uma noite especial na sua casa, confira essas duas receitas inspiradoras. O vinho você já sabe qual tomar, né?

Torrada de Maçã Verde e Queijo Brie

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Torrada com creme de tofu e azeitona, rúcula e amêndoas em lasca

torrada-creme-de-tofu-e-azeitona-3foto de capa: Infinite Paradox

Jantar harmonizado – da entrada à sobremesa

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Esse final de semana as blogueiras Cris Cipolla e Nat Nardelli do blog de tendências Tips4you ofereceram um jantar para reunir as colunistas e futuras colunistas do blog e me chamaram para preparar e harmonizar o jantar. O encontro foi uma delícia e o bate-papo acompanhado de vinho foi noite afora…

Como entrada, fiz pão italiano integral para acompanhar com camembert com geleia de pimenta e uma caponata de berinjela com pimentão, passas, damasco e castanha de caju. Na harmonização, quis sair do tradicional e arrisquei num drink com o vinho do porto Pink com um mix de frutas vermelhas (clique aqui e confira o post sobre esse vinho). Genteeeee! Ficou fantástico, uma combinação tão delicada, mas tão marcante ao mesmo tempo! Todo mundo aprovou. A receita foi simples: Coloquei o vinho na taça, adicionei morangos, mirtilos, framboesas e amoras congeladas, amassei um pouquinho e adicionei gelo.

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Para o prato principal, fiz risoto de damasco com brie e laranja e servi com Alamos chardonnay. Só posso dizer que o casamento desses dois foi magnífico! O jantar em questão não tinha carne, mas acredito que um presunto de Parma se encaixaria perfeitamente tanto com risoto quanto com o vinho…

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Fechamos a noite com tortinhas de limão cobertas com merengue suíço, servidas com vinho de sobremesa Moscatel de Setúbal Bacalhoa. Ficou bommmm!

Mas hoje a estrela do post é o Alamos-Chardonnay… Acredito ser uma excelente compra com bom custo benefício, uma vez que proporciona ótima experiência por R$55,00. É produzido pela família Catena, uma das principais vinícolas Argentinas! Ele é envelhecido em barrica de carvalho francês por 6 meses, é elegante, encorpado e intenso, e não deve ser guardado por mais de 3 anos, ou seja: é um vinho para ser consumido jovem. Passa por fermentação malolática parcial (70%), o que confere um toque cremoso, mantendo o frescor do vinho. Pode-se também harmonizá-lo com frutos do mar, aves e carnes. Foi o vencedor do Best Value Wine of the Year e também ganhou o troféu Chardonnay do International Wine Challenge. Vale a pena! Só não se esqueça de servi-lo fresquinho… Coloque-o na porta do congelador enquanto prepara o risoto ou num balde com água e gelo 😉

ToastingEssex Resort

Salut!

Livros e Vinho – presente de dia das mães!

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Com o dia das mães chegando, fiquei pensando em um artigo especial para elas. Pensei em vinhos leves, harmonizações com algum prato especial… Mas de repente me veio algo totalmente diferente: uma lista de livros que falem sobre vinhos! Não sei se seria o presente perfeito para todas as mamães, mas se existir alguma mãe por aí que se pareça só um pouquinho comigo, tenho certeza que o presente irá agradar! Ainda mais se o livro vier acompanhado de uma bela garrafa de vinho… rsrsrs

Então aqui vão alguns títulos interessantes, com um valor acessível, e uma breve descrição do conteúdo de cada um deles.

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1. Um Só Vinho – Évelyne Malnic, Odile Pontillo. A partir de R$24,90 na internet.

Esse é um livro bem legal, de leitura leve, que traz 70 rótulos com dicas de harmonizações! O mais legal dele, é que os autores fazem harmonizações de diferentes vinhos desde a entrada até a sobremesa! Acho que em termos de custo benefício é um bom presente! 😉

2. Vinho Para Leigos: Tornando Tudo Mais Fácil! – Ed Mccarthy e Mary Ewing-Mulligan. A partir de R$16,00 na internet.

Não vou dizer que foi um dos meus prediletos, mas é um livro bem básico, para quem realmente está bem no começo da apreciação de vinhos…

3. Vinho Argentino – Laura Catena. A partir de R$63,00 na internet.

Esse livro é adorável! Para quem gosta de vinhos, principalmente o maravilhoso Malbec, e que curte viajar junto com a autora! Laura Catena é uma das maiores produtoras de Malbec e, na minha opinião, produz o melhor Malbec que eu já tomei! Acho que esse vale o investimento um pouquinho maior!

4. Atlas Mundial Do Vinho – Hugh Johnson, Jancis Robinson. A partir de R$72,00 na internet.

Esse é meu livro de cabeceira, porémmmmm não espere encontrar qualquer dica de harmonização. Trata-se de um livro bem técnico, que conta a história dos vinhos, das uvas, de toda a geografia das vinículas, etc. É um livro fantástico, porém, como disse anteriormente, bastante técnico! O mais legal dele, é que os autores não abordam apenas vinhos e produtores mais tradicionais, mas sim vinhos de todo o mundo!

5. Vinhos, o essencial – José Ivan dos Santos. A partir de R$59,42 na internet.

Esse é um livro bem didático, exatamente para quem está se iniciando no assunto. Nele, o autor traz informações sobre os principais vinhos e produtores da América do Sul (Chile, Argentina, Uruguai e Brasil).

6. Comida e Vinho. Harmonização Essencial – José Ivan Santos. A partir de R$41,90 na internet.

Do mesmo autor que o livro aí de cima, este aqui já traz informações sobre as harmonizações entre vinhos e comidas. Mas o autor teve o cuidado de não criar uma ideia de “regras” de harmonização… Ele apenas trabalha ideias, texturas, e aromas! É um livro bem gostoso de ler 🙂

vinho-livros-gabrielle-assaffonte: gabrielle Assaf

 

E é isso pessoal, existem muitos outros livros por aí sobre esse assunto. Nessa seleção escolhi alguns dos mais vendidos e mais acessíveis, não só financeiramente, mas também com leitura mais tranquila e leve, menos técnica! Agora escolha um deles, compre uma boa garrafa de vinho, faça um belo embrulho e um cartão com uma belíssima declaração para a pessoa mais importante desse mundo: sua mãe!

Pink! O Porto com carinha de século XXI

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Há alguns anos, tenho notado que aquele papo de que “vinho é bebida de velho” já está meio caidinho rsrsrs… E pude ter certeza disso no começo desse mês, quando fui convidada para um evento da importadora La Pastina, para inauguração de uma linha de vinhos portugueses cujo público alvo são… OS JOVENS!  Foram apresentados 13 diferentes rótulos por um sommelier bem novinho, porém bastante conhecedor. Ele é a prova viva de como o vinho é coisa de gente jovem sim, moderna e curiosa! Mas vamos aos vinhos.

Com o tempo, falarei sobre cada um dos que degustei em posts distintos, porém, um deles me chamou mais atenção, o “PINK”. Vou ser sincera, não foi o meu predileto dos 13 rótulos degustados, mas gostei demais da ideia que ele traz! Então vamos à descrição do vinho mais bonitinho e cor de rosa da noite…

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O PINK é o primeiro vinho do Porto rosé a ser produzido, e seu método de extração permite que a cor da casca seja extraída, porém sem que se extraiam em excesso os taninos adstringentes, tornando-o um vinho fresco, sem a… podemos chamar “agressividade” dos Portos tradicionais. Porém, uma vez que seu método de produção é similar ao dos demais Portos, ele apresenta um teor alcoólico bem alto: 19.5%. Ele é feito a partir de uvas tintas do Vale do Douro, e fortificado com aguardente vínica, o que o deixa com aquela carinha de Porto! Tem baixa acidez, é um vinho bem equilibrado, aromas de frutas vermelhas maduras, se destacando a framboesa, e uma leve nota floral, e para ficar mais charmoso, o adocicado característico do vinho do Porto.

Bom, como de costume, após a descrição do vinho, venho com uma lista de harmonizações, correto? Nesse caso não, e aí que entra o lance que me chamou a atenção. Esse vinho não foi elaborado para harmonizar com chocolate, gorgonzola ou algum prato super elaborado como de costume (ok, ok… ele harmoniza com amêndoas e azeitonas segundo o site da La Pastina… não resisti e tive que colocar uma notinha de harmonização rsrs). Então, como eu ia dizendo, ele foi elaborado para fazer drinks! OMG! Eu falando em usar vinhos para preparar dinks?!

Gente, não bati a cabeça, não! Realmente pude provar um drink preparado com ele, gelo e rodelas de limão – nada mais -, e estava muito gostoso! Refrescante, delicado, elegante, saboroso, e L.I.N.D.O! Sua cor rosada clarinha deixa a bebida super fofa e já posso falar que essa onda já pegou no Rio de Janeiro. Na degustação, bati um papo com o dono do bar “Usina 47”, que fica na capital carioca, e ele me disse que os drinks feitos com o Pink já viraram os queridinhos do estabelecimento!

croft-pink-cocktails-vinho-ickfdAlguns dos drinks oferecidos pela Croft no site

E quer saber o que mais? A Croft, a produtora do Pink, facilitou minha/nossa vida, e disponibilizou no site deles uma lista de váaaarias receitas de drinks feitos com ele… Tá aqui, ó. O preço dele não é tão docinho quanto o sabor: R$98,00. Massss, por se tratar de um Porto, o preço não está alto não, está dentro do esperado para um Porto de qualidade. Eu acho que vale muito a pena provar, principalmente porque combina bastante com esse calorzão do Brasil!

Agora, vamos torcer para a Dani fazer umas receitinhas de drinks com ele, né?!

vinho-porto-pink-croft-carol-araujo-ickfd-winepredatorFonte: Wine Predator

E para entrar no clima dele, não escreveria em outra língua, acho que o português aqui cairá bem, então: Viva! Saúde! E bora tomar um drink no fds! 😉

foto do topo: Vinho Porto Vintage