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Como conservar o pistache por mais tempo

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Preste atenção nessa dica de como conservar aqueles pistaches que você comprou mas não vai usar de uma só vez.

Guarde o pistache descascado em um saco plástico bem vedado dentro do congelador e só retire a quantidade necessária na hora de adicioná-lo à receita – como nestes biscoitos maravilhosos. Assim, você garante que o pistache continue fresco e verdinho!

O ideal é mantê-lo congelado por até 3 meses.

pistache-seed-guides-ickfdFotos: Fork In The Kitchen / The Seed Guide

 

Tipos de farinha de trigo

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Podem não existir vários tipos de farinhas no mercado comum, mas posso te garantir que se for às redes atacadistas ou mesmo aos mercados especializados, você encontrará uma quantidade infinita delas! Existem farinhas de arroz, de linhaça, de trigo, de milho, de avelã, de mandioca, enfim, muitos tipos. Cada uma com características específicas, algumas substituíveis e outras não. Por exemplo, imagine preparar um bolo de fubá com farinha de arroz. Seria um desastre, não é mesmo?

O fato é que essas variações de farinha mais óbvias são fáceis de identificar, correto? Espero que sim! Mas me conta uma coisa: você sabia que existem variações da nossa tão famosa, querida e adorada FARINHA DE TRIGO? Sim, existem! E eu vou te contar nesse instante como tirar vantagem disso! Prepare o papel e a caneta ou o bloco de notas aí do computador e leia com atenção ;)

farinha-de-trigo-biscobom-ickfdFonte: Minha Vida – foto de topo: Flavorway

O trigo é um dos grãos mais comuns e resistentes – cresce tranquilamente em diferentes ambientes, com exceção de regiões árticas. Só para você ter uma ideia, cerca de 30% da produção mundial anual é de trigo, seguida do milho e arroz; já a cevada representa apenas 13% da produção.

Existem dois componentes do trigo que, quando associados a outros ingredientes da preparação de massas, fazem toda diferença na textura das preparações: o amido e o glúten. Esse mesmo, o que todo mundo quer evitar a qualquer custo. Uma de suas funções é deixar o bolo bem fofinho e o pão macio. Sem ele, estas massas seriam bem mais parecidas com solas de sapato.

farinha-de-trigo-gluten-nutrisoft-ickfdFonte: Nutrisoft

Quando o glúten é formado, sua estrutura é semelhante a uma rede, que aprisiona os gases liberados durante a fermentação, e isso faz com que as massas cresçam. Esse gás é o dióxido de carbono, ou famoso “pum de levedura”, que se expande sob altas temperaturas.

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A massa precisa ser sovada para a formação glúten, mas com algumas ressalvas. A primeira é que o atrito mecânico deve acontecer até o famoso ponto de véu (ponto em que o glúten já se formou e a massa está elástica a ponto de esticar delicadamente sem que ela se rompa) ou até que a massa esteja com cerca de 27˚C.

Se for um pão e você sovar demais, você vai destruir a rede de glúten e seu pão vai ficar embatumado. Já se for um bolo, se você bater demais, vai acabar formando muito glúten, o que também não é interessante.

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Ponto de véu em massas de panificação. Foto: DB Gikovate

Além disso, existe outro componente que auxilia no crescimento e maciez da massa, que é o amido. Você achou que eu estava me esquecendo dele, né?! O amido é formado por carboidratos, que são alimento para as leveduras, no caso dos pães. Lembre-se que os carboidratos simples são alguns açúcares, e os complexos são quebrados nesses mesmos açúcares, que as leveduras do fermento usam como alimento para proliferar e liberar mais gases para que sua massa cresça.

Já o fermento químico (usado nos bolos e afins) são outros quinhentos. Como o nome diz, ele funciona através de reações químicas, que resultam em CO2, mas isso é assunto para outro post. O amido, no caso dos bolos, vai ajudar através da gelatinização, processo que acontece quando ele é aquecido, fazendo com que a massa fique mais homogênea e macia.

farinha-trigo-mimis-ickfdFonte: Blog da Mimis

Ainda existe mais uma característica que vai te ajudar na hora de fazer um alimento usando farinha de trigo. Existem alguns tipos de cultivo de trigo, mas vamos focar nos que realmente importam. São eles:

TRIGO BRANDO (MOLE): contém entre 8 e 10% de glúten. É o trigo comum, quando alguém te fala em uma receita normal, que precisa de farinha de trigo, pode saber que é essa que você e 99% da população vai comprar para usar. Esse trigo é mais usado para preparar bolachas, bolos, etc.

Esta farinha resulta em uma rede de glúten fraca e com baixa absorção de água.

RECHEIOS E ESPESSANTES PARA ENLATADOS (ENTRE O MOLE E O INTERMEDIÁRIO): tem entre 10 e 12% de glúten.

TRIGO PÃO (DURO): tem entre 12 e 14% de glúten e é usado na produção de pães, pizzas e pastel. A rede de glúten é mais forte, porque assim o produto crescerá mais e ficará mais fofinho.

TRIGO DURUM: tem entre 14 e 16% de glúten e é usado em massas alimentícias, como macarrão. Forma uma rede de glúten mais forte e resistente ao preparo.

TRIGO MELHORADOR: são as mesclas ou blends, usados geralmente nas indústrias. Isso significa, basicamente, pegar duas ou mais variedades de trigo e misturar na proporção que mais funciona para o produto que eles vendem.

TRIGO PARA OUTROS USOS: é usado para fazer ração, dar o corpo para ração. É o subproduto da moagem do grão para produção da farinha branca, geralmente é o farelo, ou seja, a casca do trigo.

farinha-de-trigo-gluten-chillicomtodos-ickfdFonte: Chilli com todos

Como você pode perceber, a diferença entre eles é basicamente a porcentagem de glúten em sua composição. Devemos considerar a quantidade de amido, mas como ela representa a maior parte da composição das farinhas, a sua variação não é tão preocupante quanto a das proteínas. As indústrias costumam fazer inúmeros testes para avaliar a quantidade de glúten e as características reológicas da farinha, garantindo assim a qualidade do produto e sua devida finalidade. Para resumir então, quanto mais fofinha e menos esponjinha e elástica você quiser a massa, menos glúten você precisa.

Existem farinhas para cada tipo de preparação, além de melhoradores ou reforçadores do glúten, como ácido ascórbico, enzimas (as mais famosas são alfa-amilase e beta-amilase) ou emulsificantes (podem ser usados nas massas para deixá-las mais macias e úmidas por vários dias). Todos podem ser encontrados em mercados, algumas vezes é preciso buscar em locais mais especializados.

Saiba que, para qualquer preparação, você estará bem se usar a farinha comum (trigo brando). Mas se quiser obter um produto de melhor qualidade, a dica é buscar as farinhas específicas para cada preparo. Essas não são aquelas farinhas especiais que estão no mercado. As farinhas específicas podem ser identificadas pelo rótulo, onde você vai encontrar a porcentagem de proteínas ou na própria embalagem, onde os produtores descrevem que se trata de uma farinha para pães, ou para macarrão, etc.

Por enquanto é isso, espero que tenha gostado e que a leitura tenha sido útil! Bora lá fazer um bolo e me enviar um pedaço?! ;)

Beijão e até logo!

Chás para aquecer

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O inverno chegou e, com ele, a vontade de tomar bebidas quentinhas para aquecer a alma e o coração.

Alguns tipos de chás e infusões deixam o corpo especialmente aquecido, independentemente da temperatura da bebida. Isso ocorre porque algumas plantas possuem propriedades termogênicas, ou seja, que produzem calor.

As infusões termogênicas são maravilhosas, pois, além de aumentarem a temperatura corporal, auxiliam na queima de calorias. Por isso, o consumo pode ser feito tanto antes de exercícios físicos – para perda de peso – quanto para se aquecer.

cha-inverno-hello-glow-ickfdFoto: Hello Glow – foto de capa: Mija_Mija

Confira o modo de preparo, combine sabores e seja feliz nesse inverno!

HIBISCO

  • 1 colher de sopa de hibisco + 200 ml de água a 100˚C. Infusão por 5 a 10 minutos.

GENGIBRE

  • Um pedacinho de gengibre fresco + 240 ml de água. Ferva por 10 minutos.

CHÁ VERDE

  • 1 colher de chá de chá verde + 200 ml de água a 70˚C/80˚C. Infusão por 3 a 4 minutos.

CANELA*

  • Um pedaço de canela em pau + 240 ml de água. Ferva por 5 a 10 minutos.

*Atenção, grávidas: o consumo de infusão de canela não é recomendado durante a gestação.

CHAI

  • 1 colher de chá de chai + 120 ml de leite + 120 ml de água. Ferva por 5 minutos.

Uma xícara de chá ou infusão de alguma dessas ervas é perfeita para beber antes de sair de casa em um dia gelado. Você vai se sentir superquentinho. Mas cuidado para não subestimar o frio e esquecer o casaco em casa, viu?

Beijos e muito chá quentinho pra vocês!

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5 motivos para você tomar mais chá

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Se você já gostava de chá antes de ler este post, vai gostar ainda mais. Se não era muito chegada, duvido que não surja uma vontade de experimentar uma xícara com essa bebida tão saudável e saborosa. Estes são alguns dos inúmeros benefícios do chá à saúde:

1. Teína

Com chá, fico desperta e relaxada. Tudo isso por conta da teína, que atua de forma mais suave no organismo (o corpo leva de 15 a 20 minutos para absorvê-la). Nesse lento processo de absorção do sistema nervoso central, nossos sentidos ficam afinados e nos mantemos despertos. A eliminação desse efeito também é gradual.

Além disso, você pode escolher tomar um chá com mais ou menos teína. O chá branco e o chá verde são os que possuem menos essa substância. O chá preto é o que mais possui, mas ainda assim, uma xícara de chá preto possui 2 vezes menos teína/cafeína que uma xícara de café (e uma xícara de chá verde, até 8 vezes menos). Se preferir um chá sem teína, você pode optar por diversas infusões, como camomila, capim limão, rooibos etc.

cha-itcanbealover-ickfdFoto: It can be a lover (Tumblr)/ Foto de capa: Etsy

2. Dentes brancos, meu amor

O nosso querido chá, Camellia sinensis”, é uma fonte natural de fluorido. Por isso, auxilia na manutenção da saúde bucal, ajuda a fortalecer o esmalte do dente e previne contra cáries e gengivite. Além de gostoso, o chá te deixa ainda mais diva.

matcha-loveandlemons-ickfdFoto: Love and Lemons

3. Cuide do seu… colesterol!

Alguns tipos de chá, como o chá verde, o oolong e o chá escuro (Pu Erh é o mais conhecido), possuem grande quantidade de polissacarídeos, que diminuem o nível de colesterol ruim.

weeteacompany-cha-ickfdFoto: Weetea Company

4. Hidratação com propriedades

Além de te manter hidratada, o chá possui diversas propriedades com efeitos positivos e preventivos no organismo. A lista é imensa: catequinas e teaflavina (polifenois antioxidantes que combatem os radicais livres e inibem o desenvolvimento de células cancerígenas), cálcio, zinco, potássio, magnésio, folato, niacina, pantotenato e vitaminas B1, B2, B6 e B12. Chá é água com ainda mais benefícios! <3

cha-deliciousshots-ickfdFoto: Delicious Shots

5. Fique zen e fique de bem

O melhor de todos os benefícios do chá é que ele é praticamente um terapeuta. Proporciona relaxamento, reduz stress físico e mental. Ao mesmo tempo, é estimulante cardíaco e traz animação quando sua energia está baixa. Por isso, tome chá, fique zen, fique de bem e ajude a manter a paz mundial. :D

ilustra-cha-ericbird-ickfdFonte: Eric-Bird

Mapa da origem dos alimentos

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Banana, coco, limão, cereja. Alface, aspargos, ervilhas, alcachofras. Mandioca, cacau, mamão, abacaxi. Se você precisar de qualquer um destes alimentos, é só ir ao supermercado mais próximo e pronto! Só que nem sempre foi assim: antes do fácil acesso aos outros continentes, cada um dos grupos citados acima seria encontrado em regiões específicas do planeta. Bananas na Ásia, aspargos na Europa e mandioca na América do Sul.

“Pera. Então quer dizer que a banana e o coco não são nativos do Brasil?!” Isso mesmo. Os alimentos nativos do nosso país são a mandioca, pimenta, cacau, amendoim, erva mate, palmeira (da qual se extrai o óleo de palma), mamão, abacaxi, abóbora, batata doce, baunilha e inhame.

Conforme a tecnologia foi se desenvolvendo e as exportações de alimentos se tornaram mais frequentes, foi possível chegarmos a um ponto em que dá para cultivar várias espécies em solos diferentes da região nativa. É por isso que temos bananas, cocos, abacates e outros frutos em abundância – tanto que, sem querer, nos confundimos ao achar que eles sempre cresceram por aqui!

De acordo com o mapa da Ciat, a Ásia é o continente com a maior variedade de alimentos nativos. Da Ásia Central (com figos, damascos, cebolas e espinafre) à região sul, com bananas, limões, tâmaras, canela e gengibre, o que não falta é diversidade. Alimentos como coco e melão são nativos da região do Pacífico.

Confira o mapa completo:

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Fonte: Orgulho Xepa

A região da Europa é a mais rica nos vegetais verdes, como aspargos, alcachofras, alface, ervilhas, alho poró, etc. A beterraba também é europeia, assim como as avelãs (que, junto com chocolate, formam um creme sensacional cuja receita você pode conferir aqui) e cerejas.

Na América do Norte, os frutos nativos são o mirtilo (vulgo blueberry), cranberries (que em português se chamam oxicoco – sim, eu também fiquei chocada quando descobri e não conseguia parar de falar essa palavra em voz alta), morango, uva, abóbora e girassol.

Abacate, leguminosas, mandioca, pimenta (arriba!) e cacau são alguns dos alimentos nativos da América Central. A baunilha, orquídea cheirosíssima e uma das três especiarias mais caras do mundo (ela divide o posto com o açafrão e cardamomo; o quilo custa cerca de R$ 13 mil), surgiu nas terras calientes desse nosso planeta Terra: México e Caribe. Hoje, assim como todos os outros alimentos, é cultivada em diferentes regiões do mundo, como Madagascar e Uganda, na África, e até mesmo aqui no Brasil.

Na África, a variedade dos alimentos é diferente em cada região. Os mesmos vegetais verdes encontrados na Europa crescem também no norte africano. Ao longo do continente, surgem melões, arroz, melancia, algodão, gergelim e, claro, café (você já deve ter ouvido falar que a Etiópia é a terra que deu origem ao fruto).

Tudo o que você sempre quis saber sobre chocolate

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Amigo de todas as horas, sucesso entre todos os públicos, ingrediente soberano. Embora o chocolate seja capaz de despertar paixões e nossos mais sinceros sorrisos, ele também é o responsável por algumas dúvidas cruéis na confeitaria.

Aqui no ICKFD, já falamos sobre a diferença entre cacau 100%, chocolate em pó e achocolatado, bem como as variedades do cacau em pó (existe o natural e o alcalino). Neste post, respondo algumas perguntas frequentes sobre o assunto, do passo a passo para temperar o chocolate às dicas das melhores marcas. O texto foi baseado nos dois vídeos “Tudo o que você sempre quis saber sobre chocolate mas tinha vergonha de perguntar”, veiculado no canal do YouTube (se você ainda não é inscrito, clique aqui para não perder nenhuma novidade!).

O tema é longo e por isso este é só um recorte das principais dúvidas, mas quem quiser se aprofundar no mundo dos chocolates e aprender mais na prática, recomendo os cursos da chocolatier Simone Izumi. E claro: muito treino!

Vamos às perguntas? (Dica: para acessar as receitas, é só clicar nas fotos)

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Sempre que tento derreter o chocolate em barra ele queima. Por que isso acontece?

A primeira coisa que você precisa fazer é não deixar o fogo muito alto (ou a potência do microondas). Pense no chocolate como algo muito delicado, então o segredo aqui é usá-lo em pedaços pequenos (eu uso em gotas) para que ele derreta homogeneamente.

Outra dica importante é derreter o chocolate em banho-maria: a água da panela não deve encostar na tigela, apenas o vapor quente.

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Qual marca de chocolate você usa?

Uso os chocolates da Callebaut. Para saber mais sobre a marca, confira o post com as diferentes variedades (em gotas, com mais ou menos cacau, chocolates de origem e por aí vai).

chocolate-callebaut-chips-milkand-ickfdfoto: Milkand/ foto de capa: Benja Kinate

Por que o ovo de Páscoa caseiro fica com bolinhas brancas? E como faz para não ficar esbranquiçado?

Pode ser por vários fatores, como o “sugar bloom”, “fat bloom” ou erro na hora da temperagem. O Fat bloom ocorre quando a manteiga do cacau vai parar na superfície do chocolate e isso pode acontecer tanto na hora da temperagem quanto durante o transporte do ovo pronto. Por conta da variação de temperatura, ele pode esquentar demais e depois resfriar, causando a aparência esbranquiçada no chocolate. No caso do sugar bloom, a mudança drástica na temperatura do chocolate faz com que o açúcar derreta e se cristalize na superfície do chocolate.

De qualquer forma, essas características não indicam que o seu chocolate não pode ser ingerido – ele só vai ficar um pouco feio…

Clique aqui para conferir o post completo do Antonio Nogueira sobre os defeitos no chocolate.

O que é um chocolate de boa qualidade?

É um chocolate que não contém gordura hidrogenada e sim massa de cacau (ou manteiga de cacau, no caso do chocolate branco), açúcar em diferentes proporções (ao leite, meio amargo ou amargo), leite (exceto nos chocolates amargos) emulsificante (lecitina de soja) e algum aromatizante natural (geralmente de baunilha).

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É obrigatório temperar o chocolate para fazer ovos de Páscoa?

Sim. Se você estiver usando um chocolate de boa qualidade, a partir do momento em que ele for derretido a mais de 27˚C a temperagem deve ser feita. Todos os tipos de temperagem e dicas sobre o assunto estão nos posts a seguir:

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A temperagem é o choque térmico?

Quando você dá o choque térmico, o chocolate começa a cristalizar. A molécula que deve se formar no chocolate durante a temperagem é chamada de Número V: ela é capaz de deixar o chocolate brilhante, durinho (lembra do “snap” e perfeito.

O choque térmico é você derreter o chocolate, destruindo os cristais já formados no chocolate antes, e então tentar formar a maior quantidade de novos cristais número V para que o chocolate fique o mais próximo possível do perfeito.

Tem como fazer temperagem sem termômetro?

É quase impossível fazer uma boa temperagem sem o termômetro. Ao contrário dos termômetros de açúcar, que são caros, os de chocolate são acessíveis e valem muito a pena porque também servem para outras preparações, como cremes. Neste post você confere as diferenças e preços médios de cada variedade.

Dá para temperar chocolate belga sem uma sala refrigerada?

Para qualquer chocolate. A temperagem correta precisa ser feita em um local refrigerado entre 18˚C e 21˚C.

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Qual o melhor chocolate para derreter e fazer cobertura?

Um chocolate de boa qualidade tem a indicação de fluidez. Quanto mais fluido, melhor para a cobertura. Se o chocolate derretido estiver muito espesso, é possível utilizar um pouco de manteiga de cacau para balancear a fluidez.

O que fazer com o chocolate temperado que endurece?

Você pode juntá-lo e fazer a temperagem novamente quando precisar. Pode guardar o chocolate num saco ziploc e armazenar no congelador. Depois, na hora de utilizar, basta picar, derreter e temperar.

Às vezes o chocolate fica arenoso quando derreto no microondas. O que isso significa?

Significa que o seu chocolate queimou. Para evitar que isso aconteça, diminua a potência do microondas e pause a cada 30 segundos para misturá-lo.

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Chocolate branco é chocolate mesmo?

Um chocolate branco de boa qualidade contém apenas a manteiga como ingrediente que vem do cacau. De resto, ele é produzido com muito leite, açúcar e emulsificantes. Alguns países não consideram o chocolate branco um chocolate por ele não conter a fibra do cacau (parte escura). A legislação dos EUA, por exemplo, só admite a nomeação do “chocolate branco” se o produto apresentar, no mínimo, 20% de manteiga de cacau.

É certo guardar o chocolate na geladeira?

Um pacote de chocolate já aberto não precisa ser guardado na geladeira, e sim fechado e armazenado em um local seco. Ovos de chocolate e bombons prontos podem ser embalados e armazenados em um local seco e fresco, também. Se os produtos são para venda, o ideal é mantê-los em um ambiente refrigerado entre 18˚C e 21˚C.

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Precisa temperar chocolate fracionado?

Não, mas não significa que isso seja algo bom. Pra começo de conversa, chocolate fracionado não é, de fato, chocolate e sim uma mistura cheia de gordura vegetal hidrogenada com açúcares e outros ingredientes irreconhecíveis. Aqui no blog tem um post completo sobre o assunto, dá uma olhada!

Chocolate branco precisa ser temperado?

Sim, qualquer chocolate precisa ser temperado.

Como colorir o chocolate branco?

Existem corantes específicos para chocolate, encontrados em lojas especializadas em confeitaria. Para conferir a loja mais próxima de você, fizemos uma lista de algumas lojas no Brasil aqui.

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Como fazer para o chocolate não suar na geladeira?

Deixar menos tempo. Quando a temperagem é feita corretamente, o chocolate precisa de poucos minutos na geladeira. Se esse tempo se prolongar, é normal que se formem gotículas de umidade, portanto retire a forma do chocolate assim que ela estiver esbranquiçada.

É possível substituir o chocolate em barra por chocolate em pó ou cacau 100% em uma receita e vice versa?

Depende muito da porcentagem de cacau e do tipo de chocolate que a receita pede. Como o chocolate em pó varia entre 30 e 70% de cacau (o restante é açúcar), seria preciso fazer uma regra de três para tentar reduzir a quantidade de açúcar da receita ou aumentar a quantidade de chocolate em pó, mas mesmo assim a receita nunca vai ficar exatamente certa com essa substituição.

Sobre cacau 100%, chocolate em pó e achocolatado

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CACAU EM PÓ

Quando uma receita pede cacau em pó 100%, ela se refere ao cacau puro, sem nenhuma adição de açúcar. Seu sabor é intenso (e bem amargo) e ele As sementes do cacau, depois de secas, torradas e fermentadas, são trituradas – nesse estágio, se transformam em “nibs”. Para obter o cacau, faz-se uma mistura de sólidos e manteiga de cacau para, então, produzir o pó (isento de gorduras e açúcares).

Existem dois tipos de cacau: o natural, mais comum, e o alcalino, conhecido como “dutch cocoa”. Para saber mais sobre essas diferenças, confira este post.

O cacau em pó 100% pode ser facilmente encontrado em supermercados, lojas de produtos naturais – onde é possível comprá-lo a granel –, empórios e lojas especializadas em confeitarias. Estes são alguns rótulos e seus ingredientes:

MÃE TERRA: CONTÉM GLÚTEN. Pode conter traços de soja, castanhas e gergelim.

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GAROTO: Cacau em Pó Solúvel. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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HARALD: Cacau. NÃO CONTÉM GLÚTEN. “ALÉRGICOS: PODE CONTER LEITE E DERIVADO DE SOJA.”

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BARRY CALLEBAUT (importada): cacau em pó. NÃO CONTÉM GLÚTEN

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CHOCOLATE EM PÓ

O chocolate em pó é a combinação de cacau em pó com açúcar, geralmente em proporções equivalentes (50% cacau + 50% açúcar). Em alguns produtos, a porcentagem de cacau pode ser bem menor, pois de acordo com o Ministério da Agricultura os chocolates em pó devem ter, no mínimo, 32% de cacau em pó em sua composição. Há marcas que adicionam aromatizantes, solubilizantes e outros aditivos químicos na mistura. Confira algumas e seus ingredientes:

NESTLÉ: Embalagem dois frades. Cacau em pó solúvel, açúcar e aromatizante. Não Contém Glúten.

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GAROTO: O site não especifica os ingredientes do produto, apenas cita que é “obtido através da combinação do cacau e açúcar.” 

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FLEISCHMANN: Açúcar, pó de cacau lecitinado, aroma sintético idêntico ao natural de baunilha. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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MELKEN: Cacau, açúcar e aromatizante sintético identico ao natural. NÃO CONTÉM GLÚTEN. “ALÉRGICOS: PODE CONTER LEITE E DERIVADO DE SOJA.”

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ACHOCOLATADO

O achocolatado é a opção menos indicada para preparar receitas. Além de conter muito açúcar (muito mesmo – basta você dar uma olhada na coloração do pó; com certeza, é possível identificar grãos de açúcar na mistura), inúmeras outras substâncias são combinadas ao cacau. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o achocolatado em pó instantâneo é obtido pela mistura do cacau em pó, açúcar, maltodextrina e outras substâncias.

TODDY: – Açúcar – Cacau em pó – Extrato de malte – Sal cloreto de sódio – Soro de leite em pó – Leite Desnatado em pó – Vitamina C – Vitamina B3 – Vitamina B2 – Vitamina B6 – Vitamina B1 – Vitamina A – Vitamina D – Lecitina de soja 322 – Aromatizante – Glúten

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NESCAU: Açúcar – Cacau em pó – Minerais – Vitamina B1 – Vitamina B2 – Vitamina B6 – Vitamina B12 – Emulsificante lecitina de soja – Ácido ascórbico – Aromatizante – Aromatizante – Glúten

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OVOMALTINE: Açúcar – Extrato de malte – Glicose – Cacau em pó – Soro de leite em pó – Leite em pó integral – Ovo em pó – Sal cloreto de sódio – Vitamina A – Vitamina D – Vitamina E – Vitamina B1 – Vitamina B2 – Niacina – Vitamina B6 – Ácido fólico – Vitamina B12 – Ácido pantotênico – Cálcio – Ferro – Zinco – Magnésio – Manganês – Iodo – Canela em pó – Antiumectante – Carbonato de Sódio – Emulsificante lecitina de soja – Aromatizante – Glúten

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Horta em Casa

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Herdei de minha família um habito dos que mais amo: plantar. Lembro bem do quintal da minha avó, da casa dos meus padrinhos, entre outras casas onde sempre tinham plantas ornamentais, ervas, frutas e legumes crescendo. Coco, pimenta, acerola, hortelã, mamão, carambola… uma infinidade de variações. Sempre morei em apartamentos e nunca tive muito espaço para muitas plantas. Contudo, já tem um tempinho que venho desenvolvendo minha horta vertical. Aliás, este é um dos temas já bem populares: horta vertical, jardim sobre teto, muro verde, plantio sustentável, cultura de orgânicos, cada um com suas especificações.

horta-vertical-apartamento-casa-decoritFotos: Ikea, Decorist

Algo que não vejo ser muito falado é que plantar traz mais benefícios que simplesmente colher alimentos com mais qualidade. Criar plantas é um exercício de paciência, uma terapia. A casa ganha vida, fica cheirosa, a qualidade do ar melhora e você fica mais atento aos detalhes. E, claro, tem um estoque vivo e bonito, melhor que pacotes de folhas na geladeira.

Comecei plantando hortelã na varanda e fui, aos poucos, adquirindo outras ervas aromáticas. Cheguei a plantar algumas árvores. Sim, plantei abacate e manga rosa e, ao alcançar certa altura, doei para amigos que moram em casa. Hoje, moro em Recife e tenho morango, romã, orégano, sálvia, tomilho, dois tipos de manjericão, hortelã, menta, espinafre, rúcula, alface, cebolinha, alecrim e estou começando a plantar tomate.

horta-em-casa-apartamento-homegoods-ickfdFoto: Homegoods

Fora todos os benefícios funcionais de uma horta orgânica, parte do lixo orgânico que você produz na sua cozinha pode ser usado como adubo, diminuindo os resíduos que produz. Ervas aromáticas colhidas na hora são incomparavelmente mais atraentes e folhas perfeitas finalizam pratos com muito mais beleza (entre outros valores). E mais: não consomem a energia de sua geladeira e não te fazem consumir mais sacolas plásticas.

Será que o motivo terapêutico, estético, alimentício e ecológico não são suficientes para uma mudança de hábitos? O que falta para mais pessoas praticarem o plantio?

Receitas para aproveitar as frutas de fevereiro

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Assim como as paisagens, as frutas também se adaptam de um jeito diferente em cada estação. Umas gostam de mais calor, outras de clima mais ameno e por isso é comum encontrar certas espécies em maior quantidade dependendo da época do ano. A tecnologia evoluiu e hoje conseguirmos comprar a maioria das frutas em qualquer época do ano, mas uma fruta que foi colhida na “estação certa” tem suas vantagens: é mais barata, saborosa e nutritiva, além de não precisar de tantos agrotóxicos para crescer, já que o clima é perfeito para ela.

Isso vale para todos os alimentos cultivados na agricultura e aqui é possível conferir a melhor época para cada um deles. Nesta tabela você confere a sazonalidade de diversas as frutas e, abaixo, sugestões de receitas para valorizar as mais populares de fevereiro. Aproveite!

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ABACATE

Combina com doce e salgado. Tá num clima mais caliente? Pique tomates, cebolas e junte um pouco de abacate amassado: guacamole pronta! Clique aqui para conferir a receita que a Dani fez com a Helô Dela Rosa. Pra quem gosta de mousse de chocolate mas não pode consumir leite, te damos uma alternativa saudável com a fruta. O resultado é uma mousse bem cremosa – clique aqui para aprender a receita da Paula Lumi.

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AMÊNDOA

Embora não sejam frutas, as amêndoas merecem aplausos apenas por existirem. São nutritivas, gostosas e rendem doces incríveis! Clique aqui para conferir as inúmeras receitas do ICKFD com essas oleaginosas. Tem pra todos os gostos: biscoitos com farinha de amêndoas (versão tradicionalversão sem glúten/leite e versão vegana), brigadeiro de copinho, cupcake de amêndoa com cacau, naked cake com mirtilos (versão fit) e muito mais. Se você prefere saborear a semente por si só, vai adorar essa receita de amêndoas caramelizadas. Sucesso garantido.

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COCO VERDE

A gente não está muito habituado a preparar receitas com a polpa do coco verde, mas existem várias opções deliciosas por aí. Você pode preparar um milkshake de coco com morango, por exemplo, e aproveitar o verão enquanto se refresca.

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FIGO

Se você não costuma comer figos com frequência, é bem possível que repense essa decisão depois de experimentar alguma dessas receitas. Para começar, temos macaron de figo e framboesa – a dupla também pode ser feita na versão geleia (e fica perfeita acompanhada de uma panna cotta). Agora, esses figos assados com tomilho e mel são simplesmente inesquecíveis. Apenas faça.

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MAÇÃ

Tem torta folhada de maçã e frangipane (que, aliás, é feito com amêndoas!), tem bolo integral de maçã e passas, tem strudel de maçã… Tem praticamente um pomar de receitas esperando por você ;D

Torta de maçã americana – A clássica! Capaz de perfumar a casa toda e fazer os vizinhos salivarem de vontade. Você não vai se arrepender.

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Tortinha de maçã – essa tortinha é muito delicada e não tem segredo na hora do preparo.

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Apple Rings – Esses snacks são perfeitos para compartilhar com gente querida. Imagine a cena: um sofá confortável, filminho passando e um pote cheio de anéis crocantes de maçã com açúcar e canela. Nada mal.

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PERA

Prima da maçã, a pera também é rica em fibras, minerais e vitaminas. Como seu sabor é delicado, combina com diversas preparações na cozinha e no ICKFD o que não falta é opção de receita.  Dá só uma olhada:

Bolo de chocolate com pera sem glúten

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Bolo de pera com cardamomo e amêndoas (opa, dois ingredientes em alta!)

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Picolé de pera com caramelo – aqui a refrescância é garantida!

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Galette integral de peras ao mel, gouda e cebolas roxas caramelizadas  – sou suspeita, mas vou falar: já perdi a conta de quantas vezes fiz essa receita. É simplesmente inacreditável de tão gostosa.

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MANGA PALMER

Você precisa fazer esse sorbet. O único ingrediente dele é manga e fica simplesmente delicioso.

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Gostou das dicas? Me conta qual a sua fruta preferida e vamos todos fazer uma mistura bem colorida e refrescante!

Beijo e até a próxima ;D

Fermento fresco x Fermento seco: como substituir

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Na hora de fazer pães, a conversa precisa ser certeira. E quando se trata de fermento biológico, então… Não dá pra errar na medida se a gente quiser uma massa beeeem fofinha e grandona, né? 

Se você tem dúvidas sobre a substituição do fermento fresco pelo seco e vice versa, preste atenção na dica para fazer seus Cinnamon Rolls, pães e outras gostosuras de sucesso. Como o fermento fresco é 3 vezes mais fraco que o fermento seco, toda vez que a receita pedir por ele e você só tiver o seco em casa, basta usar 1/3 da medida de fermento biológico seco.

Por exemplo: a receita pede 15g de fermento biológico fresco (aquele que vai na geladeira), então você vai usar 5g de fermento biológico seco (aquele que é guardado na latinha).

Vale lembrar também que 1 tablete de fermento fresco (15g) equivale a 1/2 colher de sopa (5g) de fermento seco.

Na foto, o da esquerda é o fresco e o da direita, o seco.

sobre-fermentos-seco-fresco-ickfd-massaria palatifoto: Massaria Palati

Sobre os fermentos biológicos

Você sabia que o açúcar é o alimento dos fermentos? O sal, pelo contrário, atrasa o processo de fermentação. Com relação à duração, o seco não necessita de refrigeração e tem validade de aproximadamente 6 meses; já o fresco dura por até 15 dias dentro da geladeira.

Como fazer açúcar impalpável

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Image courtesy of Alanna Taylor Tobin | The Bojon Gourmet

O nome parece um pouco confuso, mas não tem nenhum segredo. O açúcar impalpável nada mais é do que uma mistura de açúcar de confeiteiro e algum tipo de amido – o mais utilizado é o de milho -, o que o torna menos doce. Como a Dani sempre diz, a proporção desses dois ingredientes deveria vir descrita nas embalagens desse produto, mas não é o que acontece. O ideal para fazer macaron, por exemplo, seria um açúcar impalpável com 4% de amido.

Neste post sobre diferentes tipos de açúcar, a Joyce Galvão explica um pouco sobre a questão da nomenclatura. “A confusão entre esse açúcar e o açúcar de confeiteiro é que os americanos dão o mesmo nome para ambos os açúcares, e aqui no Brasil diferenciamos através da presença ou não de amido. Para esse açúcar também podemos encontrar nomes como açúcar gelado – entretanto o açúcar gelado, feito a partir da dextrose, contém outros ingredientes que dão essa característica ‘geladinha’ do açúcar”.

Como fica um pouco difícil descobrir qual seria a melhor marca a ser utilizada, o ideal é preparar o seu próprio açúcar impalpável. É simples e você só precisa de uma balança de precisão, açúcar de confeiteiro e amido de milho.

Misture 96 gramas de açúcar de confeiteiro com 4 gramas de amido de milho e pronto! Você terá um açúcar impalpável perfeito para fazer macarons e glacês.

Este macaron de chocolate com ganache trufada e surpresa de cereja é perfeito para datas comemorativas. Clique aqui para a receita.

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foto de capa: Bojon Gourmet

Ingredientes asiáticos: wasabi

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O wasabi, aquela pastinha verde servida junto com sushi e sashimi já é um velho conhecido dos amantes da culinária japonesa. Porém para alguns ele passa batido: tem fama de perigoso.

De cor verde brilhante e um sabor que lembra grama, o wasabi é muito picante e deve ser utilizado com cautela. Mas também tem suas vantagens. Ele faz muito bem à saúde por ser um alimento antibacteriano, estimula o apetite e ajuda na digestão. Um pouco de wasabi na comida vai não só realçar os sabores como ainda trazer benefícios para sua saúde. Legal, né?

steamykitchenrecipes-wasabi-ickfdFonte: Steamy Kitchen Recipes/Cattons Ville Gourmet (foto de capa)

O verdadeiro wasabi é muito difícil de ser cultivado e requer um clima específico para o seu desenvolvimento. Ele é uma planta de crescimento lento e que só se desenvolve nas regiões montanhosas do Japão.

Depois de transformado em pasta, deve consumido rapidamente, pois perde suas propriedades picantes e seu sabor em pouco tempo. Por isso, alguns restaurantes japoneses mais tradicionais levam um pedaço da raiz e o ralador à mesa, onde os clientes podem fazer sua própria pasta. Segundo a tradição, utiliza-se um ralador feito de pele seca de tubarão.

Mesmo que você seja um frequentador assíduo de restaurantes japoneses, é bem provável que você nunca tenha provado o autêntico Wasabi. Além de requerer um clima específico para crescer, o wasabi também tem uma validade muito curta. Por causa disso, ele precisa ser exportado sob refrigeração, o que dificulta e encarece a sua compra.

Para economizar, alguns restaurantes de culinária japonesa no Ocidente, utilizam uma mistura de Horseradish (uma raiz forte, da família dos rabanetes) mostarda em pó e corante verde. O resultado dessa mistura se aproxima bastante do sabor do autêntico wasabi.

COMO USAR

Apesar de amplamente utilizado como condimento na culinária japonesa, ele também vem sendo bastante usado por confeiteiros. Pode até soar estranho, mas o wasabi combina muito bem com pratos doces, principalmente com chocolates e frutas oleaginosas (amêndoas, amendoim, avelã). Um pouco já é o suficiente para acrescentar seu sabor a qualquer receita de sorvete, macaron, bolo, cheesecake, iogurte, mousse.

chocolate-wasabi-daydreamerdesserts-ickfdchocolate-com-wasabi-yankeekitchenninja-ickfddoce-wasabi-zeroincucina-ickfdFontes: Daydreamer Desserts/Yankee Kitchen Ninja/Zero in Cucina

ONDE ENCONTRAR

O wasabi pode ser encontrado na versão natural, em pó e em pasta. A versão natural, além de ser difícil de ser encontrada, é muito cara. Se você comprar o pó ou a pasta, esteja ciente que provavelmente não estará comprando o verdadeiro wasabi, pois essas versões, mesmo que indiquem conter wasabi, quando contém, é em pequena porcentagem. O wasabi em pó e em pasta podem ser encontrados nos supermercados asiáticos.