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5 motivos para você tomar mais chá

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Se você já gostava de chá antes de ler este post, vai gostar ainda mais. Se não era muito chegada, duvido que não surja uma vontade de experimentar uma xícara com essa bebida tão saudável e saborosa. Estes são alguns dos inúmeros benefícios do chá à saúde:

1. Teína

Com chá, fico desperta e relaxada. Tudo isso por conta da teína, que atua de forma mais suave no organismo (o corpo leva de 15 a 20 minutos para absorvê-la). Nesse lento processo de absorção do sistema nervoso central, nossos sentidos ficam afinados e nos mantemos despertos. A eliminação desse efeito também é gradual.

Além disso, você pode escolher tomar um chá com mais ou menos teína. O chá branco e o chá verde são os que possuem menos essa substância. O chá preto é o que mais possui, mas ainda assim, uma xícara de chá preto possui 2 vezes menos teína/cafeína que uma xícara de café (e uma xícara de chá verde, até 8 vezes menos). Se preferir um chá sem teína, você pode optar por diversas infusões, como camomila, capim limão, rooibos etc.

cha-itcanbealover-ickfdFoto: It can be a lover (Tumblr)/ Foto de capa: Etsy

2. Dentes brancos, meu amor

O nosso querido chá, Camellia sinensis”, é uma fonte natural de fluorido. Por isso, auxilia na manutenção da saúde bucal, ajuda a fortalecer o esmalte do dente e previne contra cáries e gengivite. Além de gostoso, o chá te deixa ainda mais diva.

matcha-loveandlemons-ickfdFoto: Love and Lemons

3. Cuide do seu… colesterol!

Alguns tipos de chá, como o chá verde, o oolong e o chá escuro (Pu Erh é o mais conhecido), possuem grande quantidade de polissacarídeos, que diminuem o nível de colesterol ruim.

weeteacompany-cha-ickfdFoto: Weetea Company

4. Hidratação com propriedades

Além de te manter hidratada, o chá possui diversas propriedades com efeitos positivos e preventivos no organismo. A lista é imensa: catequinas e teaflavina (polifenois antioxidantes que combatem os radicais livres e inibem o desenvolvimento de células cancerígenas), cálcio, zinco, potássio, magnésio, folato, niacina, pantotenato e vitaminas B1, B2, B6 e B12. Chá é água com ainda mais benefícios! <3

cha-deliciousshots-ickfdFoto: Delicious Shots

5. Fique zen e fique de bem

O melhor de todos os benefícios do chá é que ele é praticamente um terapeuta. Proporciona relaxamento, reduz stress físico e mental. Ao mesmo tempo, é estimulante cardíaco e traz animação quando sua energia está baixa. Por isso, tome chá, fique zen, fique de bem e ajude a manter a paz mundial. 😀

ilustra-cha-ericbird-ickfdFonte: Eric-Bird

Chá Matcha

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Mesmo que seu consumo milenar tenha origem na China, o Matcha tornou-se uma parte importante da cultura japonesa, onde era consumido por monges budistas para ficarem calmos e, ao mesmo tempo, alertas durante as longas horas de meditação.

Apesar de ser amplamente utilizado na Ásia, o Matcha virou o ingrediente queridinho dos confeiteiros.

Feito a partir das folhas da Camellia sinensis, a mesma planta que dá origem ao chá verde e ao chá branco, o que diferencia o Matcha dos seus “irmãos” é o método de preparo de suas folhas. Durante as três últimas semanas antes da colheita, as plantas são cobertas para não ficarem expostas ao sol. Como crescem à sombra, ocorre um aumento na produção de clorofila nas folhas que estão para nascer, o que resulta em uma cor verde brilhante. Para o preparo do Matcha, somente são utilizadas as folhas nascidas nesse período. Depois de colhidas, as folhas são secas e trituradas em um moinho de pedra até ficarem com uma textura ultrafina.

Style: "sfly0919.2"Tuialimentos

Considerado um superalimento, o Matcha é o chá de melhor qualidade nutricional que existe. Uma xícara deste chá oferece 10 vezes mais antioxidantes do que uma xícara de chá normal. Todo este poder é atribuído ao fato de que, ao invés de ser imerso na água, como ocorre com os outros chás, o pó do Matcha é dissolvido na água, fazendo com que seu poder antioxidante seja melhor absorvido pelo organismo.

O Matcha também é rico em cafeína; uma xícara dele contém quase a mesma quantidade de cafeína que uma xícara de café, servindo como um ótimo substituto para aqueles que não gostam de café mas precisam daquela ajudinha para acordar depois do almoço.

Apesar de ser uma bebida tradicionalmente utilizada em rituais budistas, sua preparação é mais simples do que parece. Basta diluir Matcha em pó na água quente (temperatura de 70 graus), misturar muito bem, e se você preferir, pode utilizar o Chasen (batedor de bambu feito especialmente para esta utilidade), e aproveitar os benefícios dessa bebida.

O seu gosto é forte; quem não está acostumado pode estranhar a princípio (na minha opinião, seu gosto lembra o espinafre). Se preferir pode adoçá-lo até se acostumar com o seu gosto peculiar.

chasen-batedor-de-cha-japones-readcereal-matcha-ickfdChasen – foto: Read Cereal

COMO UTILIZAR

Muito versátil, o consumo do Matcha não está restrito somente à forma de chá. Por apresentar uma textura superfina, pode ser facilmente adicionado a diferentes receitas, sejam elas doces ou salgadas.

O Matcha vai bem com quase tudo: smothies, sorvetes, bolos (clique aqui para conferir uma receita de bolo de rolo feita com matcha), macarons, brownies, ganaches, sopas, molho para saladas, etc. Sempre digo: use sua imaginação, o céu é o limite.

Umas das minhas formas preferidas de usar o Matcha é como cobertura para cupcakes. Simplesmente coloco na batedeira o pó com um pouco de açúcar e cream cheese, bato em velocidade média, e está pronta uma deliciosa e diferente cobertura.

bolo-cha-verde-matcha-iamafoodblog-ickfdmatcha-bolo-phoenix-legend-ickfdFontes: I am a food blog/Phoenix-legend.tumblr

COMO CONSERVAR

Para preservar suas propriedades e sua característica cor verde brilhante, é preciso armazená-lo em um recipiente bem fechado e protegido da luz.

ONDE ENCONTRAR

O Matcha pode ser encontrado em supermercados (na seção de alimentos asiáticos), em lojas de produtos naturais e também em lojas virtuais. Mas atenção na hora de comprar: como não é um chá muito barato, se encontrá-lo com preços abaixo da média, isto pode significar que ele não seja de boa qualidade, podendo conter outras substâncias misturadas na sua composição. Por isso, fique atento, sempre leia as informações contidas no rótulo.

CONTRAINDICAÇÕES

Quem tem problemas gástricos ou mesmo prisão de ventre deve evitar o consumo do Matcha, bem como crianças, hipertensos e gestantes.

foto de capa: Nutrition Stripped

Tudo o que você sempre quis saber sobre chocolate

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Amigo de todas as horas, sucesso entre todos os públicos, ingrediente soberano. Embora o chocolate seja capaz de despertar paixões e nossos mais sinceros sorrisos, ele também é o responsável por algumas dúvidas cruéis na confeitaria.

Aqui no ICKFD, já falamos sobre a diferença entre cacau 100%, chocolate em pó e achocolatado, bem como as variedades do cacau em pó (existe o natural e o alcalino). Neste post, respondo algumas perguntas frequentes sobre o assunto, do passo a passo para temperar o chocolate às dicas das melhores marcas. O texto foi baseado nos dois vídeos “Tudo o que você sempre quis saber sobre chocolate mas tinha vergonha de perguntar”, veiculado no canal do YouTube (se você ainda não é inscrito, clique aqui para não perder nenhuma novidade!).

O tema é longo e por isso este é só um recorte das principais dúvidas, mas quem quiser se aprofundar no mundo dos chocolates e aprender mais na prática, recomendo os cursos da chocolatier Simone Izumi. E claro: muito treino!

Vamos às perguntas? (Dica: para acessar as receitas, é só clicar nas fotos)

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Sempre que tento derreter o chocolate em barra ele queima. Por que isso acontece?

A primeira coisa que você precisa fazer é não deixar o fogo muito alto (ou a potência do microondas). Pense no chocolate como algo muito delicado, então o segredo aqui é usá-lo em pedaços pequenos (eu uso em gotas) para que ele derreta homogeneamente.

Outra dica importante é derreter o chocolate em banho-maria: a água da panela não deve encostar na tigela, apenas o vapor quente.

***

Qual marca de chocolate você usa?

Uso os chocolates da Callebaut. Para saber mais sobre a marca, confira o post com as diferentes variedades (em gotas, com mais ou menos cacau, chocolates de origem e por aí vai).

chocolate-callebaut-chips-milkand-ickfdfoto: Milkand/ foto de capa: Benja Kinate

Por que o ovo de Páscoa caseiro fica com bolinhas brancas? E como faz para não ficar esbranquiçado?

Pode ser por vários fatores, como o “sugar bloom”, “fat bloom” ou erro na hora da temperagem. O Fat bloom ocorre quando a manteiga do cacau vai parar na superfície do chocolate e isso pode acontecer tanto na hora da temperagem quanto durante o transporte do ovo pronto. Por conta da variação de temperatura, ele pode esquentar demais e depois resfriar, causando a aparência esbranquiçada no chocolate. No caso do sugar bloom, a mudança drástica na temperatura do chocolate faz com que o açúcar derreta e se cristalize na superfície do chocolate.

De qualquer forma, essas características não indicam que o seu chocolate não pode ser ingerido – ele só vai ficar um pouco feio…

Clique aqui para conferir o post completo do Antonio Nogueira sobre os defeitos no chocolate.

O que é um chocolate de boa qualidade?

É um chocolate que não contém gordura hidrogenada e sim massa de cacau (ou manteiga de cacau, no caso do chocolate branco), açúcar em diferentes proporções (ao leite, meio amargo ou amargo), leite (exceto nos chocolates amargos) emulsificante (lecitina de soja) e algum aromatizante natural (geralmente de baunilha).

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É obrigatório temperar o chocolate para fazer ovos de Páscoa?

Sim. Se você estiver usando um chocolate de boa qualidade, a partir do momento em que ele for derretido a mais de 27˚C a temperagem deve ser feita. Todos os tipos de temperagem e dicas sobre o assunto estão nos posts a seguir:

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A temperagem é o choque térmico?

Quando você dá o choque térmico, o chocolate começa a cristalizar. A molécula que deve se formar no chocolate durante a temperagem é chamada de Número V: ela é capaz de deixar o chocolate brilhante, durinho (lembra do “snap” e perfeito.

O choque térmico é você derreter o chocolate, destruindo os cristais já formados no chocolate antes, e então tentar formar a maior quantidade de novos cristais número V para que o chocolate fique o mais próximo possível do perfeito.

Tem como fazer temperagem sem termômetro?

É quase impossível fazer uma boa temperagem sem o termômetro. Ao contrário dos termômetros de açúcar, que são caros, os de chocolate são acessíveis e valem muito a pena porque também servem para outras preparações, como cremes. Neste post você confere as diferenças e preços médios de cada variedade.

Dá para temperar chocolate belga sem uma sala refrigerada?

Para qualquer chocolate. A temperagem correta precisa ser feita em um local refrigerado entre 18˚C e 21˚C.

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Qual o melhor chocolate para derreter e fazer cobertura?

Um chocolate de boa qualidade tem a indicação de fluidez. Quanto mais fluido, melhor para a cobertura. Se o chocolate derretido estiver muito espesso, é possível utilizar um pouco de manteiga de cacau para balancear a fluidez.

O que fazer com o chocolate temperado que endurece?

Você pode juntá-lo e fazer a temperagem novamente quando precisar. Pode guardar o chocolate num saco ziploc e armazenar no congelador. Depois, na hora de utilizar, basta picar, derreter e temperar.

Às vezes o chocolate fica arenoso quando derreto no microondas. O que isso significa?

Significa que o seu chocolate queimou. Para evitar que isso aconteça, diminua a potência do microondas e pause a cada 30 segundos para misturá-lo.

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Chocolate branco é chocolate mesmo?

Um chocolate branco de boa qualidade contém apenas a manteiga como ingrediente que vem do cacau. De resto, ele é produzido com muito leite, açúcar e emulsificantes. Alguns países não consideram o chocolate branco um chocolate por ele não conter a fibra do cacau (parte escura). A legislação dos EUA, por exemplo, só admite a nomeação do “chocolate branco” se o produto apresentar, no mínimo, 20% de manteiga de cacau.

É certo guardar o chocolate na geladeira?

Um pacote de chocolate já aberto não precisa ser guardado na geladeira, e sim fechado e armazenado em um local seco. Ovos de chocolate e bombons prontos podem ser embalados e armazenados em um local seco e fresco, também. Se os produtos são para venda, o ideal é mantê-los em um ambiente refrigerado entre 18˚C e 21˚C.

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Precisa temperar chocolate fracionado?

Não, mas não significa que isso seja algo bom. Pra começo de conversa, chocolate fracionado não é, de fato, chocolate e sim uma mistura cheia de gordura vegetal hidrogenada com açúcares e outros ingredientes irreconhecíveis. Aqui no blog tem um post completo sobre o assunto, dá uma olhada!

Chocolate branco precisa ser temperado?

Sim, qualquer chocolate precisa ser temperado.

Como colorir o chocolate branco?

Existem corantes específicos para chocolate, encontrados em lojas especializadas em confeitaria. Para conferir a loja mais próxima de você, fizemos uma lista de algumas lojas no Brasil aqui.

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Como fazer para o chocolate não suar na geladeira?

Deixar menos tempo. Quando a temperagem é feita corretamente, o chocolate precisa de poucos minutos na geladeira. Se esse tempo se prolongar, é normal que se formem gotículas de umidade, portanto retire a forma do chocolate assim que ela estiver esbranquiçada.

É possível substituir o chocolate em barra por chocolate em pó ou cacau 100% em uma receita e vice versa?

Depende muito da porcentagem de cacau e do tipo de chocolate que a receita pede. Como o chocolate em pó varia entre 30 e 70% de cacau (o restante é açúcar), seria preciso fazer uma regra de três para tentar reduzir a quantidade de açúcar da receita ou aumentar a quantidade de chocolate em pó, mas mesmo assim a receita nunca vai ficar exatamente certa com essa substituição.

Fermento fresco x Fermento seco: como substituir

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Na hora de fazer pães, a conversa precisa ser certeira. E quando se trata de fermento biológico, então… Não dá pra errar na medida se a gente quiser uma massa beeeem fofinha e grandona, né? 

Se você tem dúvidas sobre a substituição do fermento fresco pelo seco e vice versa, preste atenção na dica para fazer seus Cinnamon Rolls, pães e outras gostosuras de sucesso. O fermento fresco é 3 vezes mais fraco que o fermento seco, por isso toda vez que a receita pedir por fermento fresco e você só tiver o seco em casa, basta usar 1/3 da medida de fermento biológico seco.

Por exemplo: a receita pede 15 gramas de fermento biológico fresco (aquele que vai na geladeira), então você vai usar 5 gramas de fermento biológico seco (aquele que é guardado na latinha, ou pacotinho e parece um farelo).

Vale lembrar também que 1 tablete de fermento fresco (15 g) equivale a 1/2 colher de sopa (5 g) de fermento seco.

Na foto, o da esquerda é o fresco e o da direita, o seco.

sobre-fermentos-seco-fresco-ickfd-massaria palatifoto: Massaria Palati

Sobre os fermentos biológicos

Você sabia que o açúcar é o alimento dos fermentos? O sal, pelo contrário, atrasa o processo de fermentação. Com relação à duração, o seco não necessita de refrigeração e tem validade de aproximadamente 6 meses; já o fresco dura por até 15 dias dentro da geladeira.

Como congelar docinhos de festa

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Festa à vista? Não se preocupe em ter que enrolar centenas de brigadeiros e beijinhos em cima da hora. Você pode preparar os docinhos com semanas de antecedência e congelá-los, sabia? Eles ficam fresquinhos e deliciosos! Confira as dicas de como fazer em casa:

  1. Congele apenas os docinhos feitos com leite condensado e decorados com confeitos do tipo granulado em vez de açúcar cristal, que pode ficar melecado depois de descongelado.
  2. Arrume os docinhos dentro de um pote com tampa em 2 a 3 camadas intercaladas com papel alumínio. Outra opção é congelar as bolinhas fora das forminhas e depois juntá-las em um saco plástico dentro do freezer. Quando quiser servir, é só arrumar cada doce dentro da forminha e esperar descongelar ;D
  3. No dia da festa, retire os docinhos do congelador e não mexa neles até que atinjam a temperatura ambiente. Eles vão ficar suados e vai parecer que deu tudo errado, mas calma! Quando descongelarem por completo você vai ver que estão prontinhos para serem devorados.
  4. Os docinhos podem ser armazenados no freezer por até 3 meses. Fique tranquila, tem tempo de sobra pra fazer vários pra sua festa!

fonte: Dicas para Festeiras

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Agora que você já sabe como se planejar com bastante antecedência para servir brigadeiros e beijinhos incríveis, é hora de testar algumas receitas. Dá uma olhada nessas aqui:

BRIGADEIRO DE LEITE NINHO COM RECHEIO DE NUTELLA

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BRIGADEIRO DE OVOMALTINE

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BRIGADEIRO DE CARAMELO SALGADO

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BRIGADEIRO COM RECHEIO DE BOLO DE CENOURA

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Você já tentou congelar seus docinhos em casa? Se tiver mais alguma dica, comenta aqui embaixo!

Leite de Vaca x Leites Vegetais nas receitas

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Aposto que você já viu uma receita e quis reproduzir mas ficou com receio de substituir alguns ingredientes e tudo dar errado. Acertei? Um dos mais “substituídos” nas sobremesas é o leite. Na maioria dos casos, é utilizado o leite de vaca, mas será que é possível substitui-lo por algum leite vegetal, como os de castanha, arroz e amendoim?

O resultado pode ser um pouco diferente, claro, mas isso não significa que a receita ficará ruim. A maravilha da vida é poder experimentar, não é mesmo?

Existem muitas questões acerca de leites de origem animal (vaca, cabra, búfala e ovelha) e vegetal (soja, coco, amêndoa, arroz). Afinal, os leites de origem vegetal podem ser chamados de leite? Quais as semelhanças e diferenças entre eles? Se você ficou curioso, continue comigo!

Pouring milk in the glass on the background of nature.Fotos: Nairaland / Health Wellness Colorado (topo)

Temos o costume mundial de consumir muito leite de vaca, seja puro ou em preparações. Pensando na questão nutricional, todos os leites têm seus prós e contras, porém as proteínas e cálcio do leite de origem animal são consideradas mais biodisponíveis – isso quer dizer que elas são mais facilmente absorvidas pelo nosso organismo.

Em contrapartida, o leite de vaca tem menos ferro. Existem alguns estudos realizados em universidades conceituadas defendendo que paremos de tomar tanto leite de vaca, uma vez que somos os únicos mamíferos a continuar consumindo-o depois do período da amamentação.

Embora esses estudos ainda estejam em fase de discussão, na minha opinião, tudo em excesso pode ser um problema. Sendo assim, se existem opções e a possibilidade de combinar os tipos de leite, por que não fazê-lo?

Almond milkFoto: Receitas da Net

A maior diferença entre os leites de origem vegetal e os de origem animal é a ausência de lactose (um açúcar presente no leite de vaca, que é quebrado pela lactase, uma enzima, porém algumas pessoas apresentam déficit em sua produção e acabam tendo desconfortos ao ingerir esse tipo de produto, a chamada intolerância à lactose – clique aqui para conferir um post sobre isso. Conforme vamos envelhecendo, passamos a produzir menos lactase, então é comum não se sentir bem ao tomar leite).

Além disso, existe a questão da estrutura das gorduras e proteínas nesses tipos de leite. Em questão de preparação, não são as estruturas o mais importante, mas sim as quantidades. Quando eu era bebê, eu tive uma alergia muito forte à proteína do leite de vaca e meu organismo não conseguia quebrá-la para realizar a digestão. Por isso, fiquei algum tempo sendo alimentada apenas com leite de soja. Com o passar dos anos, o leite de vaca voltou aos poucos para minha dieta e meu organismo, já mais fortalecido e maduro, foi aceitando.

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Fonte: VALSECHI, O. O leite e seus derivados. Universidade Federal de São Carlos – Centro de ciências agrárias. Tecnologia de produtos agrícolas de origem animal. Araras, 2001.

LEITES VEGETAIS

Como os leites de origem vegetal apresentam muito menos gordura e proteínas diferentes, isso influencia principalmente em nossa percepção de sabor e na textura dos alimentos. Eles podem ser usados como uma alternativa na cozinha, mas o resultado é o mesmo se comparado aos leites de origem animal? Não, mas podem resultar em pratos muito saborosos!

A parte positiva que é que esses tipos de leite são bem nutritivos, oferecem uma gama vasta de vitaminas e minerais, como potássio, selênio, cobre, zinco, manganês, magnésio e ferro, e ainda são livres de gordura saturada e colesterol.

No âmbito, principalmente dos doces, falando em cremes maravilhosos, cremosos, “baunilhudos” (como diria a Dane, rsrs), os leites vegetais tendem a ser mais ralos quando frios, mas não se engane: em geral, possuem mais amido, então talvez seja necessário reduzir a quantidade de ingredientes que gelatinizem, como o próprio amido de milho, ou as farinhas nas receitas.

leites-vegetais-substituir-receitas-ickfd-kzdanowska1FotoliaFoto: kzdanowska1Fotolia

PROTEÍNAS E GORDURAS

Voltando ao ponto das proteínas e gordura, é importante entender que existem muitos componentes no leite, sendo as proteínas e gorduras protagonistas na hora de preparar produtos à base de leite. A coagulação e desnaturação das proteínas, que são polarizadas, ocorre com batimento, aquecimento ou alteração do pH com adição de alguma substância como limão, por exemplo.

Esse processo diminui a repulsão entre as partículas, formando o coágulo, que por sua vez é insolúvel em água. Por esse motivo, adicionamos o sal fundente no caso dos queijos, com a intenção de obter um produto homogêneo e maravilhoso! Esse processo é responsável pela textura e, quando somado à emulsificação (clique aqui para conferir o post sobre o assunto) da gordura com a água, o resultado é um produto cremoso e aveludado.

Quando as quantidades desses componentes são reduzidas, você perde em textura e sabor, por isso eu digo que não fica igual com a substituição, mas é bacana educar nosso paladar para todas as possibilidades, ainda mais quando sabemos que será benéfico para nossa saúde, porque como já disse lá em cima, equilíbrio é tudo!

Além disso, você pode adicionar outras fontes de carboidrato e gordura, por exemplo, que vão te ajudar na textura, sem influenciar tanto no sabor, como batata doce, banana, algum espessante como ovos, etc. Vale lembrar que estamos falando sobre substituição de leite e não sobre ser vegano, ok?! É importante frisar que, para algumas receitas, não vai ser possível substituir 100% do leite de origem animal.

Uma boa dica é trabalhar com essas preparações em temperaturas mais baixas. Como elas tendem a ser mais frágeis, se você colocar um pouco na geladeira, fica mais fácil de manusear. Aqui no ICKFD tem várias receitas #lactosefree para você já poder se jogar nesse mundo, dá só uma olhada:

CREME DE CONFEITEIRO COM LEITE DE COCO

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CREME DE CARAMELO SEM LACTOSE

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BOLO GELADO DE COCO SEM LACTOSE

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BOLO CROCANTE DE BANANA

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SEMIFREDDO DE CHOCOLATE E CREME DE AMENDOIM

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SEQUILHOS DE FUBÁ 

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SMOOTHIE DE CHOCOLATE COM LEITE DE AMÊNDOA

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PANNA COTTA COM LEITE DE COCO

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BOLO OREO BRÛLÉE SEM LACTOSE

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Os leites vegetais são fáceis de preparar. Geralmente, consistem em deixar as oleaginosas ou cereais de molho por algum tempo e depois batê-los no liquidificador com água. O resíduo que sobrar é muito rico em fibras, então você pode usar para fazer cookies (clique aqui para conferir uma receita), hambúrgueres e inúmeras outras receitas.

Espero que tenham gostado!

Beijos,

Cella

Como conservar o pistache por mais tempo

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Preste atenção nessa dica de como conservar aqueles pistaches que você comprou mas não vai usar de uma só vez.

Guarde o pistache descascado em um saco plástico bem vedado dentro do congelador e só retire a quantidade necessária na hora de adicioná-lo à receita – como nestes biscoitos maravilhosos. Assim, você garante que o pistache continue fresco e verdinho!

O ideal é mantê-lo congelado por até 3 meses.

pistache-seed-guides-ickfdFotos: Fork In The Kitchen / The Seed Guide

 

Tipos de farinha de trigo

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Podem não existir vários tipos de farinhas no mercado comum, mas posso te garantir que se for às redes atacadistas ou mesmo aos mercados especializados, você encontrará uma quantidade infinita delas! Existem farinhas de arroz, de linhaça, de trigo, de milho, de avelã, de mandioca, enfim, muitos tipos. Cada uma com características específicas, algumas substituíveis e outras não. Por exemplo, imagine preparar um bolo de fubá com farinha de arroz. Seria um desastre, não é mesmo?

O fato é que essas variações de farinha mais óbvias são fáceis de identificar, correto? Espero que sim! Mas me conta uma coisa: você sabia que existem variações da nossa tão famosa, querida e adorada FARINHA DE TRIGO? Sim, existem! E eu vou te contar nesse instante como tirar vantagem disso! Prepare o papel e a caneta ou o bloco de notas aí do computador e leia com atenção 😉

farinha-de-trigo-biscobom-ickfdFonte: Minha Vida – foto de topo: Flavorway

O trigo é um dos grãos mais comuns e resistentes – cresce tranquilamente em diferentes ambientes, com exceção de regiões árticas. Só para você ter uma ideia, cerca de 30% da produção mundial anual é de trigo, seguida do milho e arroz; já a cevada representa apenas 13% da produção.

Existem dois componentes do trigo que, quando associados a outros ingredientes da preparação de massas, fazem toda diferença na textura das preparações: o amido e o glúten. Esse mesmo, o que todo mundo quer evitar a qualquer custo. Uma de suas funções é deixar o bolo bem fofinho e o pão macio. Sem ele, estas massas seriam bem mais parecidas com solas de sapato.

farinha-de-trigo-gluten-nutrisoft-ickfdFonte: Nutrisoft

Quando o glúten é formado, sua estrutura é semelhante a uma rede, que aprisiona os gases liberados durante a fermentação, e isso faz com que as massas cresçam. Esse gás é o dióxido de carbono, ou famoso “pum de levedura”, que se expande sob altas temperaturas.

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A massa precisa ser sovada para a formação glúten, mas com algumas ressalvas. A primeira é que o atrito mecânico deve acontecer até o famoso ponto de véu (ponto em que o glúten já se formou e a massa está elástica a ponto de esticar delicadamente sem que ela se rompa) ou até que a massa esteja com cerca de 27˚C.

Se for um pão e você sovar demais, você vai destruir a rede de glúten e seu pão vai ficar embatumado. Já se for um bolo, se você bater demais, vai acabar formando muito glúten, o que também não é interessante.

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Ponto de véu em massas de panificação. Foto: DB Gikovate

Além disso, existe outro componente que auxilia no crescimento e maciez da massa, que é o amido. Você achou que eu estava me esquecendo dele, né?! O amido é formado por carboidratos, que são alimento para as leveduras, no caso dos pães. Lembre-se que os carboidratos simples são alguns açúcares, e os complexos são quebrados nesses mesmos açúcares, que as leveduras do fermento usam como alimento para proliferar e liberar mais gases para que sua massa cresça.

Já o fermento químico (usado nos bolos e afins) são outros quinhentos. Como o nome diz, ele funciona através de reações químicas, que resultam em CO2, mas isso é assunto para outro post. O amido, no caso dos bolos, vai ajudar através da gelatinização, processo que acontece quando ele é aquecido, fazendo com que a massa fique mais homogênea e macia.

farinha-trigo-mimis-ickfdFonte: Blog da Mimis

Ainda existe mais uma característica que vai te ajudar na hora de fazer um alimento usando farinha de trigo. Existem alguns tipos de cultivo de trigo, mas vamos focar nos que realmente importam. São eles:

TRIGO BRANDO (MOLE): contém entre 8 e 10% de glúten. É o trigo comum, quando alguém te fala em uma receita normal, que precisa de farinha de trigo, pode saber que é essa que você e 99% da população vai comprar para usar. Esse trigo é mais usado para preparar bolachas, bolos, etc.

Esta farinha resulta em uma rede de glúten fraca e com baixa absorção de água.

RECHEIOS E ESPESSANTES PARA ENLATADOS (ENTRE O MOLE E O INTERMEDIÁRIO): tem entre 10 e 12% de glúten.

TRIGO PÃO (DURO): tem entre 12 e 14% de glúten e é usado na produção de pães, pizzas e pastel. A rede de glúten é mais forte, porque assim o produto crescerá mais e ficará mais fofinho.

TRIGO DURUM: tem entre 14 e 16% de glúten e é usado em massas alimentícias, como macarrão. Forma uma rede de glúten mais forte e resistente ao preparo.

TRIGO MELHORADOR: são as mesclas ou blends, usados geralmente nas indústrias. Isso significa, basicamente, pegar duas ou mais variedades de trigo e misturar na proporção que mais funciona para o produto que eles vendem.

TRIGO PARA OUTROS USOS: é usado para fazer ração, dar o corpo para ração. É o subproduto da moagem do grão para produção da farinha branca, geralmente é o farelo, ou seja, a casca do trigo.

farinha-de-trigo-gluten-chillicomtodos-ickfdFonte: Chilli com todos

Como você pode perceber, a diferença entre eles é basicamente a porcentagem de glúten em sua composição. Devemos considerar a quantidade de amido, mas como ela representa a maior parte da composição das farinhas, a sua variação não é tão preocupante quanto a das proteínas. As indústrias costumam fazer inúmeros testes para avaliar a quantidade de glúten e as características reológicas da farinha, garantindo assim a qualidade do produto e sua devida finalidade. Para resumir então, quanto mais fofinha e menos esponjinha e elástica você quiser a massa, menos glúten você precisa.

Existem farinhas para cada tipo de preparação, além de melhoradores ou reforçadores do glúten, como ácido ascórbico, enzimas (as mais famosas são alfa-amilase e beta-amilase) ou emulsificantes (podem ser usados nas massas para deixá-las mais macias e úmidas por vários dias). Todos podem ser encontrados em mercados, algumas vezes é preciso buscar em locais mais especializados.

Saiba que, para qualquer preparação, você estará bem se usar a farinha comum (trigo brando). Mas se quiser obter um produto de melhor qualidade, a dica é buscar as farinhas específicas para cada preparo. Essas não são aquelas farinhas especiais que estão no mercado. As farinhas específicas podem ser identificadas pelo rótulo, onde você vai encontrar a porcentagem de proteínas ou na própria embalagem, onde os produtores descrevem que se trata de uma farinha para pães, ou para macarrão, etc.

Por enquanto é isso, espero que tenha gostado e que a leitura tenha sido útil! Bora lá fazer um bolo e me enviar um pedaço?! 😉

Beijão e até logo!

Chás para aquecer

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O inverno chegou e, com ele, a vontade de tomar bebidas quentinhas para aquecer a alma e o coração.

Alguns tipos de chás e infusões deixam o corpo especialmente aquecido, independentemente da temperatura da bebida. Isso ocorre porque algumas plantas possuem propriedades termogênicas, ou seja, que produzem calor.

As infusões termogênicas são maravilhosas, pois, além de aumentarem a temperatura corporal, auxiliam na queima de calorias. Por isso, o consumo pode ser feito tanto antes de exercícios físicos – para perda de peso – quanto para se aquecer.

cha-inverno-hello-glow-ickfdFoto: Hello Glow – foto de capa: Mija_Mija

Confira o modo de preparo, combine sabores e seja feliz nesse inverno!

HIBISCO

  • 1 colher de sopa de hibisco + 200 ml de água a 100˚C. Infusão por 5 a 10 minutos.

GENGIBRE

  • Um pedacinho de gengibre fresco + 240 ml de água. Ferva por 10 minutos.

CHÁ VERDE

  • 1 colher de chá de chá verde + 200 ml de água a 70˚C/80˚C. Infusão por 3 a 4 minutos.

CANELA*

  • Um pedaço de canela em pau + 240 ml de água. Ferva por 5 a 10 minutos.

*Atenção, grávidas: o consumo de infusão de canela não é recomendado durante a gestação.

CHAI

  • 1 colher de chá de chai + 120 ml de leite + 120 ml de água. Ferva por 5 minutos.

Uma xícara de chá ou infusão de alguma dessas ervas é perfeita para beber antes de sair de casa em um dia gelado. Você vai se sentir superquentinho. Mas cuidado para não subestimar o frio e esquecer o casaco em casa, viu?

Beijos e muito chá quentinho pra vocês!

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Mapa da origem dos alimentos

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Banana, coco, limão, cereja. Alface, aspargos, ervilhas, alcachofras. Mandioca, cacau, mamão, abacaxi. Se você precisar de qualquer um destes alimentos, é só ir ao supermercado mais próximo e pronto! Só que nem sempre foi assim: antes do fácil acesso aos outros continentes, cada um dos grupos citados acima seria encontrado em regiões específicas do planeta. Bananas na Ásia, aspargos na Europa e mandioca na América do Sul.

“Pera. Então quer dizer que a banana e o coco não são nativos do Brasil?!” Isso mesmo. Os alimentos nativos do nosso país são a mandioca, pimenta, cacau, amendoim, erva mate, palmeira (da qual se extrai o óleo de palma), mamão, abacaxi, abóbora, batata doce, baunilha e inhame.

Conforme a tecnologia foi se desenvolvendo e as exportações de alimentos se tornaram mais frequentes, foi possível chegarmos a um ponto em que dá para cultivar várias espécies em solos diferentes da região nativa. É por isso que temos bananas, cocos, abacates e outros frutos em abundância – tanto que, sem querer, nos confundimos ao achar que eles sempre cresceram por aqui!

De acordo com o mapa da Ciat, a Ásia é o continente com a maior variedade de alimentos nativos. Da Ásia Central (com figos, damascos, cebolas e espinafre) à região sul, com bananas, limões, tâmaras, canela e gengibre, o que não falta é diversidade. Alimentos como coco e melão são nativos da região do Pacífico.

Confira o mapa completo:

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Fonte: Orgulho Xepa

A região da Europa é a mais rica nos vegetais verdes, como aspargos, alcachofras, alface, ervilhas, alho poró, etc. A beterraba também é europeia, assim como as avelãs (que, junto com chocolate, formam um creme sensacional cuja receita você pode conferir aqui) e cerejas.

Na América do Norte, os frutos nativos são o mirtilo (vulgo blueberry), cranberries (que em português se chamam oxicoco – sim, eu também fiquei chocada quando descobri e não conseguia parar de falar essa palavra em voz alta), morango, uva, abóbora e girassol.

Abacate, leguminosas, mandioca, pimenta (arriba!) e cacau são alguns dos alimentos nativos da América Central. A baunilha, orquídea cheirosíssima e uma das três especiarias mais caras do mundo (ela divide o posto com o açafrão e cardamomo; o quilo custa cerca de R$ 13 mil), surgiu nas terras calientes desse nosso planeta Terra: México e Caribe. Hoje, assim como todos os outros alimentos, é cultivada em diferentes regiões do mundo, como Madagascar e Uganda, na África, e até mesmo aqui no Brasil.

Na África, a variedade dos alimentos é diferente em cada região. Os mesmos vegetais verdes encontrados na Europa crescem também no norte africano. Ao longo do continente, surgem melões, arroz, melancia, algodão, gergelim e, claro, café (você já deve ter ouvido falar que a Etiópia é a terra que deu origem ao fruto).

Sobre cacau 100%, chocolate em pó e achocolatado

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CACAU EM PÓ

Quando uma receita pede cacau em pó 100%, ela se refere ao cacau puro, sem nenhuma adição de açúcar. Seu sabor é intenso (e bem amargo) e ele As sementes do cacau, depois de secas, torradas e fermentadas, são trituradas – nesse estágio, se transformam em “nibs”. Para obter o cacau, faz-se uma mistura de sólidos e manteiga de cacau para, então, produzir o pó (isento de gorduras e açúcares).

Existem dois tipos de cacau: o natural, mais comum, e o alcalino, conhecido como “dutch cocoa”. Para saber mais sobre essas diferenças, confira este post.

O cacau em pó 100% pode ser facilmente encontrado em supermercados, lojas de produtos naturais – onde é possível comprá-lo a granel –, empórios e lojas especializadas em confeitarias. Estes são alguns rótulos e seus ingredientes:

MÃE TERRA: CONTÉM GLÚTEN. Pode conter traços de soja, castanhas e gergelim.

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GAROTO: Cacau em Pó Solúvel. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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HARALD: Cacau. NÃO CONTÉM GLÚTEN. “ALÉRGICOS: PODE CONTER LEITE E DERIVADO DE SOJA.”

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BARRY CALLEBAUT (importada): cacau em pó. NÃO CONTÉM GLÚTEN

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CHOCOLATE EM PÓ

O chocolate em pó é a combinação de cacau em pó com açúcar, geralmente em proporções equivalentes (50% cacau + 50% açúcar). Em alguns produtos, a porcentagem de cacau pode ser bem menor, pois de acordo com o Ministério da Agricultura os chocolates em pó devem ter, no mínimo, 32% de cacau em pó em sua composição. Há marcas que adicionam aromatizantes, solubilizantes e outros aditivos químicos na mistura. Confira algumas e seus ingredientes:

NESTLÉ: Embalagem dois frades. Cacau em pó solúvel, açúcar e aromatizante. Não Contém Glúten.

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GAROTO: O site não especifica os ingredientes do produto, apenas cita que é “obtido através da combinação do cacau e açúcar.” 

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FLEISCHMANN: Açúcar, pó de cacau lecitinado, aroma sintético idêntico ao natural de baunilha. NÃO CONTÉM GLÚTEN.

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MELKEN: Cacau, açúcar e aromatizante sintético identico ao natural. NÃO CONTÉM GLÚTEN. “ALÉRGICOS: PODE CONTER LEITE E DERIVADO DE SOJA.”

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ACHOCOLATADO

O achocolatado é a opção menos indicada para preparar receitas. Além de conter muito açúcar (muito mesmo – basta você dar uma olhada na coloração do pó; com certeza, é possível identificar grãos de açúcar na mistura), inúmeras outras substâncias são combinadas ao cacau. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o achocolatado em pó instantâneo é obtido pela mistura do cacau em pó, açúcar, maltodextrina e outras substâncias.

TODDY: – Açúcar – Cacau em pó – Extrato de malte – Sal cloreto de sódio – Soro de leite em pó – Leite Desnatado em pó – Vitamina C – Vitamina B3 – Vitamina B2 – Vitamina B6 – Vitamina B1 – Vitamina A – Vitamina D – Lecitina de soja 322 – Aromatizante – Glúten

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NESCAU: Açúcar – Cacau em pó – Minerais – Vitamina B1 – Vitamina B2 – Vitamina B6 – Vitamina B12 – Emulsificante lecitina de soja – Ácido ascórbico – Aromatizante – Aromatizante – Glúten

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OVOMALTINE: Açúcar – Extrato de malte – Glicose – Cacau em pó – Soro de leite em pó – Leite em pó integral – Ovo em pó – Sal cloreto de sódio – Vitamina A – Vitamina D – Vitamina E – Vitamina B1 – Vitamina B2 – Niacina – Vitamina B6 – Ácido fólico – Vitamina B12 – Ácido pantotênico – Cálcio – Ferro – Zinco – Magnésio – Manganês – Iodo – Canela em pó – Antiumectante – Carbonato de Sódio – Emulsificante lecitina de soja – Aromatizante – Glúten

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Horta em Casa

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Herdei de minha família um habito dos que mais amo: plantar. Lembro bem do quintal da minha avó, da casa dos meus padrinhos, entre outras casas onde sempre tinham plantas ornamentais, ervas, frutas e legumes crescendo. Coco, pimenta, acerola, hortelã, mamão, carambola… uma infinidade de variações. Sempre morei em apartamentos e nunca tive muito espaço para muitas plantas. Contudo, já tem um tempinho que venho desenvolvendo minha horta vertical. Aliás, este é um dos temas já bem populares: horta vertical, jardim sobre teto, muro verde, plantio sustentável, cultura de orgânicos, cada um com suas especificações.

horta-vertical-apartamento-casa-decoritFotos: Ikea, Decorist

Algo que não vejo ser muito falado é que plantar traz mais benefícios que simplesmente colher alimentos com mais qualidade. Criar plantas é um exercício de paciência, uma terapia. A casa ganha vida, fica cheirosa, a qualidade do ar melhora e você fica mais atento aos detalhes. E, claro, tem um estoque vivo e bonito, melhor que pacotes de folhas na geladeira.

Comecei plantando hortelã na varanda e fui, aos poucos, adquirindo outras ervas aromáticas. Cheguei a plantar algumas árvores. Sim, plantei abacate e manga rosa e, ao alcançar certa altura, doei para amigos que moram em casa. Hoje, moro em Recife e tenho morango, romã, orégano, sálvia, tomilho, dois tipos de manjericão, hortelã, menta, espinafre, rúcula, alface, cebolinha, alecrim e estou começando a plantar tomate.

horta-em-casa-apartamento-homegoods-ickfdFoto: Homegoods

Fora todos os benefícios funcionais de uma horta orgânica, parte do lixo orgânico que você produz na sua cozinha pode ser usado como adubo, diminuindo os resíduos que produz. Ervas aromáticas colhidas na hora são incomparavelmente mais atraentes e folhas perfeitas finalizam pratos com muito mais beleza (entre outros valores). E mais: não consomem a energia de sua geladeira e não te fazem consumir mais sacolas plásticas.

Será que o motivo terapêutico, estético, alimentício e ecológico não são suficientes para uma mudança de hábitos? O que falta para mais pessoas praticarem o plantio?