Vídeos e Receitas de Sobremesas | I COULD KILL FOR DESSERT

Siga o ICKFD nas redes sociais

Padarias na Europa que você precisa conhecer

Publicado em:

inslee-ilustracao-aquarela-ickfdFonte: Inslee

Por mais que muita gente associe aquelas vitrines lindas com docinhos enfeitados a Paris, há muitos outros lugares da Europa que também têm seus doces típicos dispostos de um jeito lindo ao longo de suas padarias. Aliás, confeitaria é com certeza um dos pontos fortes do velho continente: dos pastéis de nata em Lisboa à Sachertorte de Viena, há muita coisa a ser explorada. Vamos, então, ao crème de la crème das padarias na Europa!

Du Pain et Des Idées, em Paris

Por mais que seja difícil escolher uma entre tantas opções de boulangeries em Paris, a Du Pain et Des Idées é uma ótima representante para a capital francesa por ter um dos melhores croissants da cidade!

croissant-du-pain-et-des-idees-padarias-europa-ickfd-thewallstreetjournalFonte: The Wall Street Journal

Pasticceria Marchesi, em Milão

Criada em 1824, a Pasticceria Marchesi é uma boa pedida para quem não fica sem bons chocolates e outros produtos artesanais. Seus brioches são simplesmente deliciosos!

Pasticceria_Marchesi_foto_Agostino_Osio-padarias-europa-ickfdFonte: Agostino Osio/Klat Magazine

Pastéis de Belém, em Lisboa

Quem planeja uma viagem a Lisboa, já deve saber que passar na tradicional confeitaria dos Pastéis de Belém é um item indispensável de qualquer roteiro. Os pastéis de nata são os doces mais característicos da culinária portuguesa e podem ser encontrados em vários lugares ao redor do mundo, mas nada como provar a receita original na confeitaria que é famosa justamente por produzir essas delícias…

comidas-de-rua-doces-europa-pastel-nata-ickfdFonte: Tudo Receitas

Demel, em Viena

Se Viena é famosa por seus cafés elegantes, a Demel é um endereço mais do que recomendado para quem está atrás de doces. Você pode encontrar várias maravilhas da confeitaria local por ali! As tortas de chocolate são um dos seus destaques. Se estiver viajando a Viena no inverno, não perca a chance de tomar o melhor chocolate quente da cidade na Demel!

demel-padaria-europa-jetsetroam-ickfdFonte: Jet Set Roam

Konditori La Glace, em Copenhagen

Dizem que a Conditori La Glace é a padaria mais antiga de Copenhagen. Então você pode imaginar que eles mantêm cada receita como uma obra de arte para simbolizar toda essa tradição. O destaque aqui fica por conta das tortas!

konditori-de-la-glace-lifehacklane-padarias-europa-ickfdFonte: Lifehacklane

Conditorei Schober, em Zurique

Lugarzinho muito popular em Zurique, a Conditorei Schober é uma mistura de café e padaria. No tempo do frio, nada como parar por lá para alguns doces e chocolate quente…

conditorei-zurique-padaria-europa-ickfdFonte: Eat, Explore, Enjoy

Café Savoy, em Praga

Praga é cheia de cafés onde as pessoas se escondem do frio. Se quiser fazer isso também, nada melhor do que ir até o Café Savoy e provar a torta que leva o nome da casa!

cafe-savoy-praga-padarias-europa-ickfdFonte: Prague.eu

St John Doughnuts, em Londres

Como uma gigantesca metrópole, Londres tem uma quantidade enorme de padarias por todos os lados. A St. Johns Doughnuts é uma ótima alternativa para quem está em busca de doces. Vale a pena conhecê-la pelos seus donuts dos mais variados sabores!

st-johns-bakery-doughnuts-threeteaspoons-padarias-europa-ickfdFonte: Three Teaspoons

As melhores lojas de chocolate em Paris

Publicado em:

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-site-la-maison-du-chocolat-e-architect-patrick-roger-e-la-maison-du-chocolat-entradas-ickfd

A Suíça e a Bélgica podem ter tradição imbatível quando o assunto é sobre chocolates, mas Paris também não deixa nada a desejar nesse quesito! Com todo tipo de variedade, a capital francesa conta com muitas lojinhas de chocolates finos em formatos de trufas, barras de chocolate, bombons, entre outros. Só observar as suas vitrines já é maravilhoso! Pensando nisso, veja onde encontrar os melhores chocolates em Paris para deixar a sua viagem bem doce!

Jacques Génin

O famoso Jacques Génin faz muito bem tanto caramelos e chocolates quanto outros clássicos da confeitaria francesa. Esses dois itens, porém, são mesmo os grandes responsáveis pela sua fama em Paris! Seus chocolates são delicados e feitos com todo cuidado. Além de terem ganhado diversos prêmios da indústria.

Endereço: 133 rue de turenne – paris 3ème

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-orgyness-jacques-génin-entrada-ickfd

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-trotter-mag-chocolates-de-jacques-genin-ickfdFonte: OrgynessTrotter Mag

Patrick Roger

Nas lojinhas de Patrick Roger, você sempre pode esperar encontrar algo que vai te surpreender. Patrick cria vitrines maravilhosas e esculturas de chocolates mais lindas ainda! Em bombons e outros formatos do produto, ele consegue criar sabores tanto refinados quanto os mais exóticos. É muita criatividade para trabalhar com chocolate.

Endereço: 108 Boulevard Saint-Germain, 75006, Paris

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-e-architect-patrick-roger-entrada-ickfd

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-paris-by-the-glass-patrick-roger-chocolates-estantes-ickfdFonte: E- Architect  – Paris by The Glass

La Maison du Chocolat

La Maison Du Chocolat é um lugar que até dispensa maiores apresentações. Ela já ganhou reconhecimento internacional e conta com unidades espalhadas por todo o mundo, mas nada como provar seus chocolates autenticamente franceses enquanto estiver andando por Paris!

Endereço: 225 rue du Faubourg Saint Honoré 75008, Paris

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-site-la-maison-du-chocolat-entrada-ickfd

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-la-maison-phil-roeder-flickr-du-chocolat-caixa-com-doces-ickfdFonte: La Maison du Chocolat SitePhil Roeder @ Flickr

A la Mère de Famille

Com um ar retrô irresistível, a decoração do local parece que consegue nos transportar ao passado. Fundada em 1761, À la Mère de Famille definitivamente tem muita tradição na fabricação de balas, biscoitos e chocolates. Com várias lojinhas espalhadas por Paris, é um lugar que não dá para deixar de ir se você ama chocolates!

Endereço: 35 Rue du Faubourg-Montmartre, Paris

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-wikimedia-commons-a-la-mere-de-famille-paris-ickfd

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-1aixoise-doces-da-a-la-mere-de-famille-ickfd

Fonte: Wikimedia Commons – 1Aixoise WordPress

Jean-Charles Rochoux

Jean-Charles Rochoux mostra suas criações de chocolate em uma lojinha pequena, mas muito charmosa. As opções de bombons, ganaches, pralinés e trufas são muitas! Além de tudo, ele faz esculturas de chocolate lindas em formato de figurinos e animais.

Endereço: 16 Rue d’Assas, 75006 Paris

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-shopikon-jean-charles-rochoux-entrada-ickfd

as-melhores-lojas-de-chocolate-em-paris-mariana-martins-mariandthecity-luxeat-jean-charles-rochoux-escultura-gato-ickfd

Fonte: Shopikon – Luxeat

Onde encontrar os melhores soufflés de Paris

Publicado em:

souffle de chocolate ickfd giovana ferrarezi 6

Tendo se popularizado pelo mundo, o soufflé é uma das especialidades gastronômicas francesas mais conhecidas internacionalmente. Seja na versão salgada como prato principal ou na versão doce como sobremesa (esse aí de cima é o de chocolate com café! Clique aqui para conferir a receita), viajar para a França é uma ótima oportunidade de provar esse prato no seu país de origem. Aliás, Paris tem alguns restaurantes especializados em soufflé que oferecem muitas variações de sabores desse prato em seus cardápios. Se estiver afim de prová-lo na sua terra de origem, veja aqui onde encontrar os melhores restaurantes para comer soufflé em Paris. Para as mais viciadas em doces, não esquecer de provar os sabores de caramelo salgado e chocolate!

Le Cigale Récamier

Em uma ruazinha de pedestres em Saint Germain bem perto do Le Bon Marché, esse restaurante é sinônimo de soufflé para a maioria dos parisienses mesmo que ele também sirva outros pratos! Em suas versões salgadas ou doces, muitos consideram que este seja o melhor soufflé da cidade. As variações doces de caramel au beurre salé e chocolate são um verdadeiro sucesso e, como opções salgadas, temos desde o tradicional quatro queijos até alternativas mais diferentes como o de ervas aromáticas e escargots.

le-cigale-recamier-restoaparis-ickfd-marianamartinsparis-souffle-le-cigale-recamier-firstlookthencook-ickfd-mariana-martinsFontes: Le Resto a Paris / First Look Than Cook

La Fermette Marbeuf

No 8º arrondissement, não muito distante do Arco do Triunfo, o La Fermette Marbeuf tem um ambiente incrível em Art Nouveau com um teto de vidro maravilhoso! Seu cardápio conta com todos aqueles pratos que são a cara da França: foie gras, salmão defumado, profiteroles de chocolate, crème brûlée, etc. Para coroar tudo isso, o Grand Garnier soufflé faz a fama da casa! Se quiser um rendez-vous gastronômico bem à la française, não precisa pensar duas vezes para ir até lá!

souffles-sufles-paris-la-fermette-marbeuf-grand-marnier-ickfd-marianamartinssouffle-la-fermette-marbeuf-hungrygames-ickfdFontes: La Fermette Marbeuf / Hungry Games

Le Soufflé

O fato desse restaurante ser muito premiado e minúsculo faz obviamente o lugar ser superconcorrido. Quase sempre está cheio! Para quem estiver cumprindo um itinerário turístico pela cidade, o restaurante não fica muito longe do Louvre! Está localizado no 1º arrondissement entre as Places Vendôme, Madeleine e Concorde. Há uma grande variedade de soufflés e o cardápio é renovado a cada estação. 

souffle-sufle-paris-ickfd-marianamartins-thefashionhallsufle-souffle-paris-oceuazuldeparis-ickfd-marianamartinsFontes: The Fashion Hall / O Céu Azul de Paris

Gostou? Além de provar estes quitutes na cidade luz, você também pode fazer em casa!

  • CLIQUE AQUI para conferir a receita de suflê de chocolate com extrato de café
  • CLIQUE AQUI para conferir a receita de suflê de limão sem glúten/leite

Comidas de rua das capitais da Europa

Publicado em:

Quando fazemos uma viagem pela Europa, é comum visitarmos muitos países em um espaço curto de tempo. Por isso, na maioria das vezes damos prioridade a conhecer suas capitais! Passamos muito tempo na rua explorando essas grandes cidades e, se você reparar bem, quase todas elas têm uma coisa em comum: a presença de barracas ou quiosques vendendo alguma comida bem característica do lugar.

Em geral, são doces típicos do país. Acabam sendo opções bem mais baratas do que o comércio tradicional e trazem uma forma bem autêntica de saborear o destino. Com certeza, tornam a experiência de viagem mais especial! Separamos alguns destinos e seus quitutes tradicionais para te ajudar a ir direto ao ponto quando você viajar. Aproveite!

Gelato em Roma

Não existe um doce mais característico da Itália do que o gelato! Para aproveitar bem o verão europeu enquanto explora as ruelas de Roma sob altas temperaturas, não tem nada melhor. As gelaterias romanas têm uma variedade incrível de sabores. Nada como a qualidade da versão artesanal e cremosa do produto no seu país de origem!

Clique aqui para conferir um roteiro de gelatos pela Itália - você vai se tornar um especialista no assunto ;D

gelato-latartinegourmande-ickfd-italiaFonte: La tartine gourmande

Crepe em Paris

O que não falta em Paris são quiosques de crepe. O doce é uma das maiores tradições da cozinha popular da França! Nada como comprar um crepe e comer olhando para a Torre Eiffel ou sentada na beirada do Sena. Há muitas opções de recheios, mas a versão com Nutella com certeza é uma das melhores.

Crepecomidas-de-rua-doces-europa-ickfdFonte: Wikimedia Commons

Waffle em Bruxelas

Nada mais típico da Bélgica do que waffle. Ele é um clássico da gastronomia do país e um dos doces mais encontrados pelas ruas das cidades belgas. Normalmente, são polvilhados com açúcar, canela ou acompanhados com chantilly, chocolate ou frutas.

Receita tradicional do waffle de Liège

Receita de waffle churros

Receita de waffle sem glúten/lactose

receita-como-fazer-waffle-belga-paulo-cuenca-dani-noce-ickfd-2Foto: Paulo Cuenca/ICKFD

Pastel de nata em Lisboa

Não é à toa que os pastéis de nata vêm fazendo tanto sucesso aqui no Brasil nos últimos tempos. Ele é o doce mais popular de Portugal, além de ser uma delícia. Você encontra pastéis de nata a cada esquina em qualquer padaria da cidade, mas não pode perder a chance de provar os originais, chamados de Pastéis de Belém. São servidos quentinhos polvilhados com açúcar e canela em pó. Se quiser conferir um lugar imperdível para degustar os quitutes, clique aqui.

comidas-de-rua-doces-europa-pastel-nata-ickfd

Fonte: Wikimedia Commons

Pretzels em Berlim

O pretzel já é um doce que também marca presença em território brasileiro. Ele é uma massa assada em formato de nó que pode ser coberta com açúcar, canela, chocolate, nozes, etc. Na Alemanha, porém, o mais comum é a versão salgada. Ele é mais conhecido como brezel nas terras germânicas. Dizem que os melhores estão na Baviera,  mas com certeza você também encontra bons pretzels na capital alemã.

Receita de pretzel

Receita de pretzel vegano

Pretzelcomidas-de-rua-doces-europa-ickfd

Fonte: Wikimedia Commons

Trdelník em Praga

O que você mais encontra nas praças e mercados de rua de Praga são barraquinhas de trdelník. O doce é um tubo anelado feito com uma massa que lembra o Pretzel que temos aqui no Brasil. Pode ser recheado com Nutella, chocolate, caramelo, coco, geleia ou outras opções.

comidas-de-rua-doces-europa-trdelnik-ickfd

Fonte: Wikimedia Commons

Kanelbullar em Estocolmo

O Kanelbullar (ou bolo de canela) é um pão tradicional da Suécia que pode ser facilmente encontrado em qualquer padaria de Estocolmo. É um item bem comum para o café da manhã no país e é feito com uma massa fininha com canela.

Kanelbullarcomidas-de-rua-doces-europa-ickfd

Fonte: Mike Bohle @ Flickr

Itinerário de Pâtisséries dia 01 – Paris

Publicado em:

Paris é um dos amores da minha vida. Em 2008, morei lá. Era au pair – ou all poor –, que é aquele tipo de intercâmbio em que você estuda um idioma estrangeiro e cuida de criancinhas fofinhas, ou não. Paris é apaixonante para todos – menos para os que sofrem alguma grosseria de algum parisiense.

00 Paris01 Paris

Não voltava pra lá desde então. Lá fui eu, pra Paris, cinco anos depois, com um pouco mais de dinheiro e FOME por doces. Fui com apenas um objetivo: comer doces e tomar chá. Puxa, que objetivo ruim, né! Tracei 5 dias de itinerário, passando por algumas das principais e melhores pâtisseries de Paris, da França e – ouso dizer – mundo!

Para situar vocês, esse foi o começo de uma viagem chamada Caminho do Chá. Foi uma viagem de pesquisa sobre chás, que durou 9 meses pelo mundo afora (Europa, Ásia e África). O resultado é uma casa de chás com chás, doces e pães dos quatro cantos do planeta. Está quase pronta pra abrir! Leia mais aqui.

03 Dani at Ninguo China

Essa sou eu colhendo chá verde selvagem em Ningguo, no interior da China.  Essa foi uma das três plantações de chá em que trabalhei nessa jornada. Durante os nove meses de viagem, tive o lado mais roots e o lado mais fancy, que foram as semanas que passei peregrinando por confeitarias e casas de chá em Paris e em Londres.

Inspiração é o que fui buscar e o que encontrei em Paris. (Sacanagem, estou escrevendo esse post às 6:55 de um sábado, antes de tomar café da manhã). Antes de ir, pesquisei termos como “melhores pâtisseries de Paris”, “melhor brioche de Paris”, “melhores casas de chá em Paris”. Mas pesquisei em francês. Então, a quantidade de resultados foi incrível, linda e abriu meu apetite – por comer e por viajar. <3

Agora conto pra vocês como foram esses meus dias maravilhosos. Pequeno lembrete: não faça seu roteiro gastronômico em agosto. Muitos lugares fecham em Paris. É verão, 35ºC, 40ºC, todo mundo vai pra praia. E eu, ali, tomando chá quente. Tudo pelo amor à profissão!

04 Agosto em Paris

“O salão de chá Queen Anne fechará de sábado, 13 de julho, a domingo, 25 de agosto. Reabertura na terça-feira, 27 de agosto.” 

Outro detalhe: prepare seu bolso. Não é novidade dizer que os doces de Paris são caros para nós , brasileiros que ganham em real. Masss, os chás acompanham essa moda chicarésima.

Dia 1 (Região do Jardim de Luxemburgo, quartier latin)

Distância: entre 5km e 6,5km, dependendo da estação de metrô em que você parar

M: Para chegar, venha até o metrô Saint–Michel, ou Cluny- La Sorbonne, ou Hôtel de Ville (se parar nesse, você vai cruzar com a catedral de Notre Dame no caminho <3)

06 Itinerario Paris Dia 1

Descrição: Aqui está a trajetória que você vai fazer nesse itinerário. Vem comigo! Você também pode abrir o mapa no google aqui.

1ª Parada: DALLOYAU

Começo o dia passando pelo meu parque favorito em Paris: o Jardim de Luxemburgo. Adoro as cadeirinhas espalhada pelo parque – especialmente as cadeiras inclinadas, raríssimas de encontrar. A Dalloyau foi a primeira parada (2, place Edmond Rostand). Comi uma tradicional torta Ópera e tomei um Earl Grey da marca Dammann Frères.

07 Dalloyau Torta e Cha

O chá era delicioso. O Earl Grey é um blend muito popular do nosso lado do mundo. Cada marca tem sua receita de Earl Grey. Mas a receita básica é diferentes tipos de chás pretos e aroma de bergamota. O Earl Grey da Dammann é uma delícia. A base de chás pretos com um sabor bem completo, com o amarguinho do chá preto bem equilibrado, levemente adocicado. E, no retrogosto, o sutil sabor da bergamota.

Agora, a Opera! Uh-la-la! Você sabia que essa tradicional torta francesa foi criada por essa confeitaria? (Ou pelo menos, é o que eles dizem! Hehe) É uma criação de 1955. É claro que os caras são experts em fazer a receita! A torta era incrível. Camadas de: biscuit, creme de café, biscuit, ganache, biscuit, creme de café et chocolat. Amo tortas Óperas, com todas as suas camadas. Quando como doces com camadas, gosto de fazer o seguinte exercício: ir mordendo a torta bem devagar, com meus dentes rompendo cada uma da camada. A cada camada, me concentro no sabor, na consistência. Depois de provar todos os “andares” juntos, provo o sabor de cada uma das camadas separadamente. No caso da Ópera, essa parte é difícil, porque as camadas são beeem fininhas! Mas você pode conseguir com um palito de dente! Haha

08 Dalloyau Meu Diario 01

Meu diário de viagem! <3 Sou praticamente uma desenhista.

09 Dalloyau Meu Diario 02

Veja meu lindo desenho para entender melhor a deliciosidade das camadas intercaladas. Detalhe pro comentário da pessoa sofrendo com os 40ºC de Paris “O chá é bem bom, mas deve ficar ainda melhor no inverno.” haha 

Essa deliciosa torta tem uma mistura de consistências diferentes. A perfeita combinação entre o amargor do café e do chocolate com o doce do biscuit e do creme de café. Não só o sabor era uma delícia. A apresentação também merece parabéns! Achei as louças lindas. As vitrines eram de babar, como todas as vitrines de doces de Paris. <3 Doce €7. Chá: €6,70. Total à payer : €13,70.

10 Dalloyau Xicara e Bule

2ª Parada: SADAHARU AOKI

Cruzei o Jardim de Luxemburgo, dei um oizinho pras estátuas, suspirei e saí pela porta dos fundos do jardim, que era a próxima rua do meu itinerário. Sadaharu Aoki (35, rue Du Vaugirard). É uma pâtisserie japonesa para comprar no balcão, sem lugar pra sentar. Depois de comer uma Ópera, pedi outra… Ópera! Massss, essa tinha chá verde (matcha, aquele chá japonês em pó, lindo e delicioso, ótimo para cozinhar) no lugar do café! Uauuu!

11 Sadaharu Expositor

Não me deixaram tirar foto dentro da loja. Mas, nessas horas eu finjo que não falo francês nem inglês, e respondo tudo em português. ;) Uma fotinho não mata, vai! Olha o merchan aqui, senhorinha!

Notei diferença no biscuit, que nessa pâtisserie estava mais para um pãozinho de ló. Essa troca diminuiu um pouco da sensação de diferentes consistências, porque tirou a crocância da torta. Ainda assim: INCROYABLE! Trocar o café pelo matcha foi uma decisão que deu certo. Eu sou meio suspeita para falar sobre doces e comidas que levam chá (porque amo e faço comidas com chá!). Mas estava mesmo uma delícia. Pena que a atendente não era muito simpática.

12 Sadaharu Opera de Matcha

Tive que tirar a foto do meu doce fora da loja, dentro da caixinha, apoiada em uma janela, no meio da rua!

3ª parada: TNATURE

Essa foi uma surpresa super agradável que surgiu no meu caminho. <3 Virei na rue de l’Abbé Grégoire atrás de uma lojinha de cupcakes com chá, que estava… FECHADA! Superei minha decepção e continuei caminhando. Duas lojas depois – enorme “coincidência” – passei na frente a uma lojinha de chás! Era a TNature.

13 TNature Bules

Era uma loja incrível e cheeeeeinha de chás do mundo inteiro. Fui atendida pela queridíssima Vanessa Domenichini, uma italiana que trabalha nessa loja desde 2001. Ela passou mais de uma hora me fazendo provar chás, sentir o aroma de chás e me contando a história de muitos deles. Escrevi um post gigantão sobre essa loja, esses chás e a Vanessa aqui.

14 TNature Potes Cha15 TNature Caixa importada

Resumindo, essa loja era da marca “Le Palais de Thé”, mas deixaram de ser e agora têm sua própria linha de produtos importados. Aí, você pode comprar chás do mundo inteiro de €4,50 a €40/100g! Vale a pena a visita para comprar chás excelentes e ter um logo bate-papo com a Vanessa!

16 TNature The aux trois fleurs

Esse foi o chá gelado que a Vanessa serviu ao me receber na loja! “Thé aux trois fleurs”, que significa Chá de Três Flores. As flores eram jasmim, flor de laranjeira e rosa vermelha. Um sabor delicioso. Docinho, docinho, refrescante. Apesar de ser um chá frio, tinha muito aroma! Claro, com essas três flores cheirosíssimas! <3

17 TNature Tai ping

Esse é o Tai Ping Hou Kui, que é o chá dos macacos. Conta a lenda que esse chá, da província de Annui, na China, era colhido por macacos. Isso porque crescia no alto de uma montanha muito difícil de subir. Por isso, os chineses adestravam os macacos para pegar as folhas. Não duvido! Independente da lenda ser verdade ou não, o chá era maravilhoso. Ohhhhh myyyy Gooood! Um cheiro incrível, fresco até não poder mais! Mas claro, esse que provei é da colheita da primavera. O sabor era tão maravilhoso e equilibrado que me deu até frio na barriga. Suave, fresco, leve, levemente azedinho, pouco adstringente.

18 TNature Fleurs de bleuet

Esse é o Les Monts Bleus, ou Montes Azuis.É um chá preto da China aromatizado na Europa. Leva mel, lavanda, ruibarbo, morango e pétalas de centáurea azul. Um chá bem docinho e frutado, com aroma de flores. 

4ª parada: ARTHÉBIO (39, Rue Du Cherche-Midi)

Mais uma lojinha fofa de chás que encontrei “por acaso”. Na Arthébio, eles trabalham apenas com produtos orgânicos. Isso é muito bacana! A verdade é que um chá orgânico é muito mais saudável que um chá cultivado com agrotóxicos. Mas, infelizmente, essa ainda é a realidade de poucos produtores de chá. Se você está na onda do orgânico, vale conferir! ☺

19 Arthe Estante20 Arthe Pourquoi

 “Como o chá nunca foi lavado durante seu processo de fabricação, a escolha de chás orgânicos se faz necessária. Dessa forma, você aproveita os benefícios naturais do chá (pu-erh, chá verde…), sem alteração de suas propriedades. Você toma chá sem “aditivos” e se beneficia unicamente de suas próprias virtudes.”

Aqui eles não servem chá, apenas vendem. Por isso, não pude provar nenhum de seus chás orgânicos! Não comprei chás! Viajante na estrada tem que manter a mochila leve. E esse era apenas o começo da minha jornada pelo mundo em busca de chás.

21 Arthe mugs

5ª parada: LA PÂTISSERIE DES RÊVES (93, Rue du Bac)

Que lugar mais lindinho! Amei a disposição das tortas pela loja, e o visual super moderno, com domas de vidro vindo do teto para cobrir cada docinho. Vitrines individuais causam ainda mais fascinação por cada doce.

23 PdesReves Vitrines

Mas, eu fui direto ao ponto: tinha lido que a La Pâtisserie dês Rêves (que, em português, significa A Confeitaria dos Sonhos) tem a melhor tarte au citron (torta de limão) de Paris. Fui com fome ao pote. Comprei a minha, to go (sem lugar pra sentar aqui, babes), e segui meu caminho do chá. <3

24 PdesReves Tarte au citron

Comi minha tortinha super deli enquanto caminhava. Primeira impressão: o beijo doce que dei na pâte sucrée perfeitamente equilibrada. Crocantinha no ponto, docinha no ponto. A segunda impressão veio com o bigode de merengue que eu fiquei. E que merengue! Consistência perfeita, 100% liso, bem aeradinho, como deve ser. A impressão de estar comendo uma nuvem. Fechei os olhos para curtir minha nuvem. E, de repente, acordei com o azedinho-doce perfeito desse recheio incrível. A consistência também bem lisa e cremosa. Equilíbrio acertadíssimo. Torta perfeita. É mesmo a Pâtisserie des Rêves (A Confeitaria dos Sonhos). <3

25 PdesReves Close Tarte au citron

The perfect lemon pie! <3

6ª parada : PYLONES (98 Rue du Bac)

Mais uma surpresinha que encontrei no meu caminho! Essa lojinha tem tudo o que é tipo de utilidades que, além de serem muito úteis (hehe) são também lindíssimas.

26 Pylones loja

Mas me chamou a atenção porque tem diversos utensílindos de cozinha e diversos tipos de canecas e infusores de chá. O preço é meio salgadinnho. Mas, se eu ganhasse na loteria, rapava a loja inteirinha. Nada para degustar aqui. Bom, degustação visual, vai! ☺

infusores-cha-paris-ickfd

7ª parada : BUBBLE NOVA (21, Rue Saint Jacques)

Bubble Tea virou febre na Europa. No Brasil, ainda está começando. E vocês logo logo vão poder provar essa deliciosa e refrescante bebida na Caminho do Chá! No final dessa mesma viagem de pesquisa de chás, fui até Taiwan e visitei a casa de chá que inventou essa bebida. Aprendi a receita e logo começo a servir na casa de chá da Caminho do Chá! ;)

30 Bubble Tea

Eis que lhes apresento: Bubble Tea! Essas bolinhas pretas são as bubbles, também conhecidas como tapioca pearls. São pérolas de tapioca! <3

34 Bubble Nova Detalhe Copo

Pra resumir, bubble tea é uma bebida gelada à base de chá (pode ser preto, verde ou outros), xarope de fruta (os da Caminho do Chá são naturais) e bubbles! As bubbles, também conhecidas como tapioca pearls, ou pérolas de tapioca, são bolinhas redondas, menores que bolinhas de gude, com consistência de gelatina, mas mais chewy. Essas bolinhas são colocadas dentro da mistura de chá gelado e xarope de fruta. Então, você usa um canudo bem grosso, desses de milk-shake, pra sair pela rua passeando com seu bubble tea na mão. Tá em alta! :D

32 Bubble Nova Quadro

Na Bubble Nova, tinha todas essas opções de sabor. Que delícia! Refrescaaaante! Agora, sim, um chá gelado pra ornar com os 40ºC de Paris em agosto! Hehe

Paris está cheinha de lojinhas de bubble tea por suas lindas ruas! As lojinhas são sempre bem pequenininhas, quase sempre com apenas um balcão. Essa tinha um barzinho com bancos altos para sentar e apreciar seu bubble tea. Mas eu peguei o meu e saí feliz, pelas ruas de Paris, caminhando e dancing with myself. <3

31 Bubble Nova33 Bubble Nova Ilustrinhas

Aqui, servem de forma bem tradicional, que nem na Ásia. Eles usam uma maquininha seladora para selar esse plástico com desenhinhos de Taiwan. Depois, colocam o copo selado em uma outra maquininha que chacoalha a mistura. É bem assim na Ásia também! :D

8ª parada: THE TEA CADDY (14, Rue Saint Julien Le Pauvre)

A notinha que guardei dessa fofíssima casa de chá marca 18:37. Essa foi o horário que eu almocei, ALMOCEI!

35 Tea Caddy Quadro

Quando tracei meu itinerário, achei que a maioria das casas de chá e pâtisseries teriam um lugarzinho pra sentar, comer, dar uma relaxada. Mas, não. A maioria tem só o comptoir (balcão). Prepare as pernocas! Comi a maioria dos doces caminhando de um lugar pro outro! Mas, enfim, cheguei no The Tea Caddy, sentei nas mesinhas da calçada e comi uma deliciosa torta salgada de abobrinha e queijo, feita com massa filo, acompanhando saladinha e uma água Perrier (phyna). Bom gostosinha a torta! Leve e nutritiva! E eu, que ando em uma onda em que quase não consigo comer carne (não por opção, meu corpo não tem mais muita vontade!) adoro quando encontro opções deliciosas e sem carne. Afinal, pra uma comida ser gostosa não precisa ter, né! ☺

36 Tea Caddy Almoco

Pedi a torta salgada do dia que, nesse dia, era de abobrinha e queijo. Yummy! Acompanhando uma aguinha Perrier que tomei em quase um gole só!

37 Tea Caddy Mesinhas38 Tea Caddy Janelas e Praca

De sobremesa, tomei um chazinho! Pedi um chá “Bonne Humeur”, que significa Bom Humor. Acho que com tanto cansaço, eu tava precisando! Hehe É um chá da marca La Maison dês Trois Thés. É feito com chá verde com casquinhas de laranja e pétalas de rosa, de calêndula e de centáurea azul. Suuuuper docinho, delicado e gostosinho. Fui embora de bom humor!

39 Tea Caddy Cha

Joguinho de chá mais fofo! Aqui, eles não usam infusor, mas colocam todo o chá no bule e levam uma peneirinha chic pra você peneirar seu chazinho!

Bom, esse foi o meu primeiro dia. Mas, confesso que foi bem exaustivo! E isso que minha bateria é que nem de coelhinho da Duracell! Então, se quiser ir num ritmo mais tranquilo, você pode escolher alguns dos locais, ou dividir esse itinerário em dois dias. ☺

No próximo post com itinerários, vou contar sobre meu segundo dia desse itinerário gourmet em Paris! No segundo dia, fiquei no bairro Le Marais, comi falafel, macarron, Misty Island (o melhor doce que já comi na minha vida, sério) e tomei muito mais chá! Beijos e espero vocês no próximo post! Beijos e muito chá!

KB Café – Paris

Publicado em:

Um dos grandes prazeres parisienses é sem dúvida matar o tempo numa “terrasse” (nas mesinhas que ficam na calçada) de um café. No começo eu ficava impressionada com a quantidade de gente desocupada que via, sempre com as cadeiras dispostas de face para a rua (nunca nunca de costas!),  com seus computadores, cigarros e seus espressos duplos. Na verdade, tudo não passa de um verdadeiro paredão de fuzilamento fashion, disfarçado de “dolce far niente”.

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd2KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd

Sim, amigos, existem cafés bem tirados em Paris, apesar do que dizem os turistas. E aqui, gostaria de fazer um parênteses importante. Existem duas “Paris”: a dos turistas e a dos parisienses. A dos turistas é mágica, brilhante, dourada, poética, mas cheia de armadilhas. Tenho a impressão que os turistas não conseguirão nunca disfrutar dos pequenos bistrôs escondidos em bairros mais distantes da impressionante Opéra e do incontornável Louvre. Uma pena, pois gentileza e serviço atencioso não faz parte do vocabulário dessa galera. E além de tudo, os restaurantes “indicados” em seus guias acabam sendo sempre aqueles tradicionais. Até aí, tudo bem… já que estamos nas França, comeremos seus brioches, certo? Mas o que me chateia é que esses restaurantes têm servido comida congelada a preços exorbitantes e um café mais ácido do que caipirinha de fim de festa.

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd9

A Paris dos parisienses é caótica, agressiva e extremamente exclusivista. Após dois anos morando nessa capital, eu finalmente começo a fazer parte deste clube de VIP’s complexos que são os parisienses (eles só te respeitam quando você aprende a gritar no mesmo tom deles “é a tua mãe”!). E aos poucos, estão me revelando os seus endereços secretos. Uma das minhas descobertas preferidas é um pequeno café que se chama KB Café, e fica na região hoje conhecida como “Sud Pigalle”. Pra quem não conhece Paris, Pigalle é a região dos bordéis, sex shops e muita, mas muita gente esquisita. Porém, já faz alguns anos que a região tem passado por uma revitalização, com a abertura de bares, cafés, restaurantes, lojas, etc, mais moderninhas. Digamos que é quase a mesma coisa que acontece na região da Rua Augusta em São Paulo.

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd5

E é no meio desse caos todo, na nova-burguesinha Rue des Martyrs, que me apresentaram o Kooka Boora Café, ou para os íntimos, o KB. Amei logo de cara, pois me fez pensar em uma música do John Vanderslice que se chama “KookaBurra” e que vivo cantarolando sozinha. E segundo, porque quando entrei no café, recebi, aos invés dos habituais olhares de desprezo e indiferença parisiense, sorrisos e “bonjours” dos baristas. Meu coração (e carteira) já era deles. O dono do local é um francês (surpresa surpresa!) que morou na Austrália (aaaaahhhh tá explicado…) e aprendeu como ser gentil , a tirar um café decente, não, espera… aprendeu a arte de apreciar e servir um bom café quando trabalhou como barista em Sydney.

O resultado é um ambiente descontraído, com carinha de co-working, com muitos sofás e mesas cheias de tomadas para os parisienses ligarem seus computadores enquanto estudam/trabalham degustando um latte, ou o bom e velho, CAFÉ COM LEITE, num copo grande de vidro (aí é muito amor…), com aquela espuma densa perfeita e sempre um lindo coraçãozinho decorando.

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd7KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd4

Você pode sentar do lado de dentro do café, que tem uma janelona de vidro, uma vitrine digamos, que não te deixa se concentrar no seu trabalho pra chamar a atenção para todos os tipos curiosos e estilosos que passam nessa rua do bairro do 9ème. Sem falar na música ambiente, estou sempre como uma doida com o Shazam do telefone querendo toda a playlist deles. Mas quando sai uma pontinha de sol nessa capital cinzenta, é a “terrasse” que é disputada. Prainha de parisiense!

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd3

Pra acompanhar, fico muito feliz em precisar que tudo que é servido no local é feito no local. Ou como dizem por aqui “fait maison” e isso faz toda a diferença (é… acho que já tem muito tempo que estou por aqui e estou começando a perder a referência). Sanduíches, saladinhas, sopas (no inverno), cookies e bolinhos. O meu preferido, e que faz meu coração amolecer de saudades do meu Brasil, é o bolo de banana. Pronto, fui transportada novamente para São Paulo, me imaginando sentada em algum café ou boteco da Rua Augusta, tomando um café com leite, comendo um bolinho de banana enquanto reclamo do governador, do racionamento de água, do trânsito…

KB-cafe-paris-talitta-albuquerque-ickfd6

Mas bom, de volta à Paris com meus “bonjours”, “mercis”, “pardons” e malcriações em francês… e fica aí o convite para me encontrarem no KB se quiserem mais anedotas da cidade luz, acompanhadas de um café que honre a sua beleza e complexidade.

O KB Café fica na:

53 Avenue Trudaine, esquina com a Rue des Martyrs, 75009

Metrô Pigalle ou Anvers

Para alegrar, a tal música de John Vanderslice:

Il Brigante – Paris

Publicado em:

Foi assim. Num dia chuvoso, eu fiquei de encontrar um amigo numa pizzaria perto da casa dele no 18eme, no metrô Lamarck-Caulaincourt. Era uma pizzaria minúscula, que eu sempre passava na frente e vivia abarrotada de gente. E como pra comida eu sou total Maria vai com as outras, quando vejo um lugar lotado eu-preciso-comer-lá-também. Gente, nunca falha: se tá lotado, é bom (é… geralmente…).

Bom, combinamos de chegar cedo no lugar, porque ninguém nunca lembra de ligar pra lugar nenhum pra fazer reserva. Estava aquele toró em Paris. Desci as escadas de Lamarck e entrei de supetão, ensopada e descabelada na mini-pizzaria. O chefe, dois pizzaiolos e um barman estavam numa rodinha com uma bandeja de shots de alguma birita e no mesmo momento olharam pra mim. Eu fiz aquela cara de “desculpe interromper”, mas na hora me acolheram e me ofereceram um dos shots da bandeja. Todos disseram “Santé”, “Salut”, “Tchim”, e eu, pra conferir um toque de “exotismo” no brinde falei “Saúde!”. Claro que na hora, foi aquela comoção “BRASILEEEEEEEEIRA!”. Acontece que é bacana ser brasileiro em Paris.

il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque2il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque6

Pra variar, a pizzaria estava lotada, todos os seus 20 lugares reservados, mas como eu sou brasileeeeeeeeira, dei aquele sorriso e fiz uma carinha de dó de “ai moço, mais eu já vim aqui 3 vezes e tá chovendo lá fora… não me bota na rua na chuva…”, e me arrumou dois lugares na ponta da mesa de alguém (!).

Tipo assim meu, eu sou paulista. E desculpaê, paulista conhece pizza. Paulista conhece muita coisa, mas pizza é o nosso “truc”, como dizem aqui. E achar uma pizza decente aqui em Paris, não é para os fracos. Francês é tão francês, que eles só conhecem macarrão cozido passado do ponto, risoto com creme de leite (traumatizante) e pizza congelada. Restaurante italiano é muito desaforo aqui. Não que faça aquela falta para eles, afinal, coisa boa pra comer aqui não é problema. Mas eu ainda sou paulista, meu. E eu quero minha pizza de sexta à noite.

Meu amigo estava atrasado, pra variar. Então eu sentei e fiquei observando um pouco o ambiente, italiano por excelência. O chefe, carcamano da Calábria, que também bota a mão na massa, cumprimentava todas as pessoas que chegavam na porta com um sorriso enorme e um “Buonasera!” e fazia questão de apertar a mão das pessoas ainda, a dele, toda enfarinhada. E voltava a fazer pizza. Na cara dos parisienses, aquele nojinho e estranhamento com um sorriso tão aberto.  O local é pequeno, a cozinha é aberta e não tem vidro separando os pizzaiolos dos comensais, como estamos acostumados a ver em Sampa. Tipo, eles cantam, gritam e jogam farinha em todos os cantos. As garçonetes são duas italianas impacientes, que falam bem alto, com as mãos (pleonasmo, pleonasmo, pleonasmo) e com sotaque bem marcado.  O barulho naquele espacinho era enlouquecedor. E eu achando tudo lindo e poético.

il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque

O amigo chega,  ensopado, descabelado e de supetão, ignora o chefe e sua mão enfarinhada, e me manda “Por que é que temos que sentar aqui na ponta da mesa?”. Aquele mau-humor parisiense ordinário. A garçonete traz o cardápio: uma folha de sulfite amassada e manchada de vinho (eu ri), pedimos a pizza Roma, e uma taça de vinho da casa. Nota rápida: o “vinho da casa” aqui é sempre uma escolha meio duvidosa: pode ser muito bom, pode ser vinho de garrafão. A verdade é que ninguém se importa, é vinho. Ponto. E aqui é servido em copo de pingado (é muito amor!).

il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque5

As pizzas são todas individuais e enormes e o amigo era muito copião pra me ajudar e pedir uma outra pizza pra eu escrever sobre aqui pra vocês. Copião, invejoso! Eu dei aquela olhada de ódio pra bixa, mas ele só me desprezou e reafirmou sua escolha. Eu nunca aguento comer minha pizza inteira sozinha, mas tudo bem, no máximo ia pedir pra embalar e levar pra casa.

il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque3

E agora, a poesia: a pizza Roma tinha mozzarela, mas não aquela mozzarela cachorra, era “A” mozzarela. Presunto, mas não uma presuntadinha: presunto curado. Alcachofra, enorme, tenra. E um gorgonzola hiper suave, que não dominava a cena, simplesmente a completava. E tudo isso junto tinha um gostinho de paraíso, de infância, de comida-da-boa, de saudade de casa. Foram tantos sentimentos a cada mordida que rolou um olhinho cheio de lágrima. E a massa tão fina, mas tão fina que… Ai ai ai… comi uma pizza (tipo, uma grande, normal, paulista), sozinha, inteira e fiquei de olho na do amigo pra ver se ele ia comer tudo sozinho, pra tentar roubar. Quando acabou, fiquei com aquele sorriso meio débil na cara, de quem tinha ido até a Móoca ou Bixiga, dado um “Oi” pros amigos, e voltado.

il-brigante-ickfd-talitta-albuquerque4

Quando chegou a hora da sobremesa, pedi uma Pannacotta com calda de caramelo salgado, em homenagem a Dani (que é fã confessa de pannacottas), pois o 18eme era o seu bairro.

“E pro monsieur?”

“Eu também vou querer uma panna…”

Talitta: “Monsieur vai querer um tiramisù, s’il vous plaît”. 

Novo olhar de desprezo. Mas dessa vez eu ganhei. E mandamos super bem, pois a Pannacota e o Tiramisù estavam deliciosos, e vinham em tamanho GGG, do tipo que você come, tá bom, tá muito bom isso, fica satisfeita, come mais um pouco e só para quando sente raiva de si mesma. Passada a crise de consciência, fica ainda aquele sorrisinho de satisfação e saudosismo e aquela vontade de dar mais uma raspadinha no prato pra ver se sai mais um pouquinho.

Na saída, o chefe vai até a porta te dar tchau, dizendo “Grazie mille! Ciao, bella!”. 

E eu, muito emocionada com a experiência toda, respondi “Eeerrrr… Muchas gracias!”. 

“En espagnol, Talitta? Mais, vraiment?”. (Em espanhol? Sério?).

Ai, desculpem… foi a emoção.

Ah, a mítica pizzaria é a seguinte:

Il Brigante

14 Rue de Ruisseau

75018, Paris

Tel: 0144927215  (pra quem quiser desafiar as garçonetes a atenderem o telefone…).

Abóbora branca?

Publicado em:

Você conhece o patisson? Eu não conhecia! Domingo passado fui fazer compras na feira de Versailles e me deparei com essa abóbora branca que mais parecia um disco voador. Eu nunca tinha visto isso na minha vida, então perguntei para a menina da banca o que era e ela com um ar meio esnobe disse que não sabia. Ainda bem que existem pessoas melhores pelo mundo (até mesmo na França) e a senhora que estava na fila na minha frente me disse que se chamava patisson e que era muito gostoso para usar em saladas ou fazer sopa.

Fiquei olhando para aquele vegetal curiosíssimo e resolvi trazer para casa. Como hoje deu uma esfriadinha por aqui e eu ia fazer os breadsticks de espelette da Fernanda Flaiban, acabei fazendo a sopinha para não engordar muito.

patisson2

Quando parti o patisson percebi que ele tinha um certo cheiro de melão, mas como se o melão tivesse virado um vegetal. O gosto lembra um pouco uma alcachofra mais adocicada e mais aguada. Fiz a sopinha que ficou uma delícia e muito leve. Segue a receita:

 

INGREDIENTES:

 

  • 1 litro de ÁGUA
  • 500 gramas de PATISSON descascado, sem as sementes e cortado em pedaços pequenos
  • 200 gramas de BATATAS descascadas
  • 80 gramas de ALHO-PORÓ
  • 1 CEBOLA MÉDIA cortada em quatro
  • 1 dente de ALHO
  • 3 gramas de FOLHINHAS DE TOMINHO FRESCO
  • SAL, NOZ-MOSCADA ralada e PIMENTA DO REINO a gosto
  • 100 gramas de QUEIJO FETA cortado em cubinhos pequenos
  • folhinhas de MANJERICÃO FRESCO para decorar

MODO DE FAZER

  1. Coloque o patisson, as batatas, a cebola, o alho-poró e o alho na água para cozinhar até amolecerem.
  2. Processe tudo com o mixer ou no liquidificador.
  3. Acrescente o tomilho, o sal, a pimenta e a noz-moscada. Deixe que engrosse um pouco em fogo baixo.
  4. Sirva em um bowl, acrescente os quadradinhos de queijo feta e folhinhas de manjericão para decorar.

sopa

Au Relais

Publicado em:

Ontem fui almoçar em um restaurante aqui perto de casa e que já fazia tempo que queríamos ir, por ser um restaurante de esquina com várias mesas para fora e também porque o clima agora está uma delícia por aqui. Então nada mais perfeito do que sentar em uma mesinha com o seu amor e seu cãozinho e ficar saboreando um bom vinho antes do almoço.

Eu pedi um Cheeseburguer com cheddar e o Paulo um porco caramelizado, todos dois estavam ótimos e no ponto.au relais2au relaisMas o destaque foram as sobremesas: um crepe de nutella e um tiramissu de framboesa com pistache que estava impecável e de uma leveza ímpar.

au relais1Amei o lugar e vamos voltar com certeza!

 

Ahhh, o cappuccino no copo também é muito bom!

au relais4Se você quiser ver mais sobre o Au Relais, clique aqui, e assista ao vídeo que eu gravei lá ;D

 

Au Relais fica na 48, Rue Lamarck – Paris.

 

www.aurelaismontmartre.com/

Auberge des Trois J

Publicado em:

Durante a primeira vez que vim visitar Paris eu tive a oportunidade também de conhecer um pedacinho do interior, mais precisamente a região da baixa Normandia. Lógico que não conheci tudo, mas achei impressionante a quantidade de pequenos vilarejos muito bem cuidados, com casinhas e castelos do século XVI e XVII que eu encontrei pelo caminho. Os lugares são tão lindos que parecem mais cidades cenográficas. Ainda não me entrou na cabeça como podem existir locais tão lindos onde as pessoas realmente vivem. Vilarejos de no máximo 200 habitantes e que mesmo assim possuem um centro comercial, com ótimas pâtisseries, boulangeries e boucheries disponíveis. Não interessa o quanto isolado seja o lugar, francês que é francês precisa comer bem sempre!

Além das pâtisseries, boulangeries, boucheries e pequenos castelos medievais, esses vilarejos guardam ainda outros tesouros. Tesouros aliás muito bem escondidos de turistas, que não constam em guias moderninhos ainda. São aqueles locais que você precisa conhecer alguém, que conhece alguém que conheça o lugar. E foi assim que eu conheci o Auberge des Trois J.

Este restaurante fica justamente em uma dessas pequenas vilas de casas medievais, chamada Nocé, na baixa Normandia, e que mesmo não tendo nem um semáforo, ela tem um restaurante com um cozinha e chef dignos de grandes metrópoles! E pode procurar o restaurante no Google que você não vai encontrar muita informação, além de alguns poucos comentários no Trip Advisor e outros sites que mencionam o nome, endereço e telefone do local. Bom, ao menos você conseguirá fazer uma reserva, que é primordial! Foi o meu namorado que insistiu em me levar e ele, num nível de chatísse e exigência absurda para com restaurantes (coisa de gente da área), teceu muitos elogios sobre o lugar. Contou inclusive que parece que o chef do local “recusou” as estrelas do guia Michelin que ofereceram a ele. Ele era muito “cool” para ter o seu restaurante em um guia assim… tão comercial. Tem como não amar esses franceses?

Ao chegar no restaurante, que faz parte de um pequeno hotel da região, você será recebido por uma hostess bastante gentil que te conduzirá à sua mesa, sem demoras. O local tem uma atmosfera tranquila, com aquela luz indireta e meio baixa, onde as pessoas quase sussuram para falar umas com as outras. A decoração é minimalista e elegante, e de fato, não acho que precisava de mais nada.

São várias as opções de pratos no cardápio mas, como ter opções variadas é algo que me gera um certo pânico, me enchi de coragem e pedi o menu degustação. Ultimamente eu tenho tinho uma preguiça absurda de escolher pratos em restaurantes, pois sempre quero mais de um prato e é claro que não aguento comer mais de um. Sem contar que por vezes não gosto do que escolhi e fica aquele “Ah! Deveria ter pego o outro…”. O chef pergunta se existe algo que você não goste de comer, se tem alguma alergia, e ele te apresentará um menu surpresa! Foi um amuse bouche, uma entrada, dois “pratos principais”, um prato de queijos, sobremesas e mais umas “firulinhas”, como dizem meus amigos aí, para acompanhar o café. De bebida, entrei no clima e pedimos para que o chef harmonizasse os pratos com vinhos em taça de sua escolha.

O amuse bouche aqui é o nosso “couvert” e cada um recebeu um pratinho com uma salada microscópica, um camarão empanado e uma manteiga de ervas em uma colherinha de chá, não se esquecendo dos pães caseiros para acompanhar. Ah sim, me fizeram o grande favor de pedir um vinho do Porto branco como aperitivo.auberge entradaA entrada foi a mais francesa o possível: um delicioso foie gras com trufas negras e farofinha de castanha de cajú, harmonizado com um ótimo Jurançon. Para quem ainda não teve o prazer de provar, foie gras é tradicionalmente servido com algum vinho de sobremesa, geralmente um Sauternes, mas este Jurançon estava excelente (mas para o pavor do namorado, estava “muito gelado”; a brasileira agradece!). Aos que tem pavor de foie gras por questões ambientais ou políticas, peço desculpas (peço nada), mas não resisto nunca a um bom foie gras! Este prato faz parte da cultura e patrimônio franceses da mesma forma que fazem parte o Louvre, Victor Hugo e Napoleão. E podem fazer o barulho que quiserem, não serão abolidos nunca.

auberge foie grasO primeiro “prato principal” que veio foi um filé de pescada branca, coberto por um leve molho de alho poró, amparada por uma massa folhada crocante e camarões salteados. No prato ainda tinha duas quenelles de purê de cenoura. Tudo com uma delicadeza ímpar. Era um daqueles pratos que você fecha os olhos durante a primeira garfada. E durante a segunda, a terceira, a quarta… Ah sim, um delicioso Chardonnay para acompanhar!

 

Em seguinda, um filet mignon de cordeiro com molho de hortelã, legumes grelhados, saladinha de rúcula com presunto cru e uma massinha folhada no meio. Confesso que achei a massa folhada um elemento redundante, considerando que no prato anterior também teve. De qualquer forma, a carne estava rosadíssima e o prato muito bem executado para acompanhar a nossa taça de Bordeaux.

 

O serviço do local é daqueles super bem treinados para serem discretos, que você nem percebeu que o seu garçom esteve lá, que você não sabe onde é que ele se esconde mas assim que você pensa em pedir alguma coisa, ele brota do teu lado. Prefiro isso mil vezes aos sombras bajuladores.

 

Nessa parte do jantar eu já estava bastante satisfeita quando, acho que por não ter entendido direito o que disse, me pediram mais uma taça de Bordeaux e um prato de queijos. Dos queijos, todos lindamente bizarros e fedidos, do jeito que eu amo, só consegui dar uma garfadinha pois eu ainda precisava, e sim, precisava, comer a sobremesa.

 

A sobremesa veio perfeita: uma mini versão de tudo que tinha no cardápio! Um brownie bem fofinho com sorvete de creme de amêndoas, uma tartelette de maçã, uma quenelle de sorbet de maracujá, uma trufa de chocolate frita e uma tacinha de mandarines com creme de pistache e Chantilly.

 

auberge sobremesaInfelizmente o meu torpor momentâneo me fez esquecer de tirar uma foto da fachada do local, mas foi só para contribuir com essa atmosfera misteriosa do Auberge de Trois J. O endereço e telefone eu faço questão de deixar para vocês… mas se quiserem ver mais, vão precisar ir até lá!

E eu já estou aqui sonhando com o dia que eu vou voltar lá!

Auberge de Trois J

1 Place du Dr. Paul Gireaux, 61340 Nocé

Tel: +33 02 3373 4103

Bird

Publicado em:

Na sexta pela manhã terminamos de editar o primeiro programa da A+PEDIDA e estávamos exaustos, mas tínhamos que ir andar com o Don, pois já eram 7 da manhã e ele já estava a toda.

Como cada dia fazemos um caminho diferente para ele não se acostumar, acabamos passando por uma rua nunca antes caminhada (ficou bonito isso hein? kkkkkk ;D)

E não é que nessa ruazinha encontramos um espresso bar com uma carinha de Berlin? Pequenino, aconchegante e com muffins que iam terminar de assar em 5 minutos. Não tinha como não esperar né?

Aliás foi uma ótima oportunidade para ensinar o Don a deitar, pois ficamos um bom tempo ali, saboreando uma quiche, que apesar de eu ter achado a massa um pouco mole estava com um recheio encorpado e delicioso.

bird1bird2Também comemos muffin de caramelo com maçã e de pêra com gotas de chocolate. O de maçã estava menos doce e consequentemente mais gostoso e condizente com o horário matutino.

 

Amei o lugar e super recomendo.

 

Você pode conferir um pouco mais sobre a BIRD nesse vídeo que gravamos por lá http://bit.ly/12zSdxv

 

Espero que gostem e conheçam quando vierem à Paris.

 

A BIRD fica na 3 bis rue Carpeaux – 18ème – Paris

 

Bonton

Publicado em:

Hoje vou sair um pouco das dicas de roteiros gastronômicos de Paris (quer dizer, mais ou menos) para apresentar para vocês uma loja muito graciosa chamada Bonton.

Essa é na verdade uma loja para crianças. Nela você vai encontrar roupas infantis, brinquedos, cabines fotográficas, um salão de beleza infantil e tudo o que você precisa para fazer uma festa pro seu pimpolho, e é ai que eu me encontro.

Sempre que o Paulo vai procurar algum equipamento fotográfico no Boulevard Beaumarchais, é na Bonton que eu fico esperando por ele e me divertindo com os pratinhos, copos, guardanapos, velas e tudo o que você imaginar para decorar mesas infantis, ou no meu caso, usar para tirar algumas fotos de docinhos para vocês.

Adoro essa loja de paixão e vale a pena vocês darem uma passada quando estiverem por paris.

Beijocas ;D

bonton4 bonton5 bonton6 bonton7 bonton1 bonton2 bonton3