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Espresso 2222 – Curitiba

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Oi! Ontem fui visitar um café que abriu há pouco aqui, o Espresso 2222. Para quem passa de carro pela Al. Carlos de Carvalho, do ladinho da Praça da Espanha, ele pode passar despercebido, mas pode ficar de olho e estacionar na primeira vaga que encontrar porque a visita vale à pena. [Quem vai de bike ganha os louros de uma vida saudável através de 10% de desconto no menu ;D]

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O espaço é pequeno, aconchegante e cheio de opções no cardápio das bebidas, sempre cafeinadas e bem tiradas pela barista e sócia-proprietária, Renata Preto. O que mais chamou a atenção foi a rosetta linda do cappuccino, já que eu e o Ju estamos em busca de lugares aqui em Curitiba que façam uma latte art bem feita, hehehe.

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Pedi um “Panini Capri”, feito com mozzarella, cream cheese, tomate e manjericão. O sabor ficou perfeito acompanhado de um café carioca!

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Como o foco do Espresso 2222 é o café, não tem tanta opção de comida, mas a ida vale para um lanchinho rápido e gostoso, que pode ser um pão de queijo (recomendo! estava crocante por fora e super cremoso por dentro), uma empadinha ou mesmo os paninis. Alguém aqui gosta de doce? No menu, tem torradas com 4 opções de cobertura: Nutella, doce de leite, cream cheese ou geleia. Se você quiser, dá pra fazer até uma mistura de sabores, já que o prato vem com duas fatias 😛 Além disso, tem sempre o bolo do dia e cookies enormes pra comer lá ou levar pra casa.

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O Espresso 2222 fica aberto de terça à sexta das 9h às 21h e nos sábados e domingos, das 13h às 21h. Ah! Esqueci de dizer que por lá também rola uma cervejinha e alguns drinks, como caipirinha e mojito.

Se quiser saber mais, acesse http://www.2222cafe.com.br/home

Beijos e até a próxima!

P.S: Não esqueça de recomendar lugares para eu visitar e postar aqui 😛

Almoço na casa da vó – Doce de Cidra

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Você sabe que o lugar é bom quando faz o maior sucesso na cidade poucos meses após a inauguração. Não só isso, Doce de Cidra já é indicação na Veja Comer & Beber como Restaurante Revelação de Curitiba. Uau! Tem mais uma coisinha também. Sou suspeita para falar, mas estava à espera de “conhecer” o lugar desde o final do ano passado, quando a casa estava em reformas. Explico: passei boas tardes da minha adolescência nessa casa de madeira branquinha com detalhes em azul royal, comendo polenta, pipoca e jogando bingo em domingos de sol.

A vó da casa, Dona Anna Luiza, era avó da minha super amiga, Elisa. A vó faleceu há alguns anos, e a família quis evitar a perda das memórias vividas naquela casa tão especial e chegar ao ponto de vendê-la, distribuir a herança e pronto, cada um para o seu lado. Não. Foi aí que a Letícia, uma das netas da primeira geração, resolveu fazer uma reforma sem alterar a estrutura física da casa da vó, construindo um espaço próprio para receber pessoas num almoço ou café. E foi isso! A sala de estar, o antigo quartinho de costura e o hall se tornaram um só: o salão de refeições do Doce de Cidra.

doce de cidra ickfd3doce de cidra ickfd1   O ambiente todo faz você se sentir em casa, desde as poltronas confortáveis ao lado do piano aos quadros que a vó pintava. Sobre a comida, cada dia da semana é um prato especial, sempre acompanhado de uma salada de folhas verdes com tomate, queijo ou palmito. E é assim: você pede a indicação do dia e pode repetir à vontade, tanto a salada quanto o prato principal. Eu e a Elisa pedimos talharim ao molho branco com legumes e já na primeira garfada me se senti envolvida num abraço quente e confortável de sabores que só são possíveis em massas caseiras. O prato veio muito bem servido e o molho, cremoso e suave, fazia o par perfeito com os minipedacinhos de cenoura e abobrinha. Dourado e fresco, o queijo ralado veio para fechar o pacote.

Além disso, dá para pedir o almoço do dia, que vem em panelinhas de barro servidas de arroz, feijão, farofa e salada do dia, com três opções de carne. Tem polenta com frango, quirera com costelinha, massas caseiras com diferentes tipos de molho e sempre uma opção vegetariana ;D

talharim doce de cidraE como tudo no Doce de Cidra tem sabor de feito em casa com amor e carinho, a dica do bem é pedir depois do almoço um chá acompanhado da sobremesa que você quiser: bolo de chocolate, torta de banana, maçã ou limão ou, ainda, um pedaço generoso de torta de requeijão regado com goiabada derretida. Sabores honestos e simples, daqueles bem-vindos a qualquer hora (principalmente a torta de requeijão hehehhe).

torta de maca doce de cidradoce de requeijao ickfd Com frequência, a casa recebe músicos para aquecer o ambiente com o som do piano que, há anos, está na família. Apareça, tome um chá, experimente um cafezinho, se sirva dos doces e fique mais feliz.

  • Facebook do Doce de Cidra
  • Aberto de segunda a sábado, das 11h30 às 19h Rua Cândido Xavier, 521
  • fotos: Elisa Teixeira e Instagram Doce de Cidra

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Caramelodrama confeitaria – Curitiba

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Foi no entardecer de um feriado de sexta-feira que conheci a tão esperada Caramelodrama. Conhecer não é bem a palavra certa, já que a confeitaria estava há alguns anos presente em forma de blog, sempre com dicas de produtos e receitas incríveis (o dia em que fiz o bolo de pistache da Carol vai ficar gravado na memória pra sempre), só esperando o momento certo de ser inaugurada num espaço físico. 

Depois de oito meses de reforma e muito estresse, a chef Carolina Garofani viu seu sonho concretizado na forma de uma casinha cinza da década de 50 com duas janelonas de vidro que dão vista para a Al. Presidente Taunay, bem pertinho da Praça da Espanha. Ao entrar na confeitaria dá vontade de morar lá para sempre e nem dá para imaginar que o lugar estava quase despedaçado, do telhado ao chão, antes da reforma. Mesas de madeira, dois sofás e poltronas confortáveis fazem a gente se sentir em casa, sempre na hora do bolo com café. 

caramelodrama mari mori ickfd1caramelodrama mari mori ickfd2fotos: Marina Mori/Juliano Lamur

A vitrine é enfeitada (enfeitada porque todos os bolos e tortas parecem obras de arte) com bolos como o Mango Mambo, Salsa Caliente e, um dos mais populares, Chocomelodrama. E como nem só de doces vivemos, muitas quiches, empanadas e pães de queijo (servidos com cream cheese ou pesto caseiro, feito com as ervas da horta da confeitaria! <3).

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Se tem uma coisa que torna a Caramelodrama única é a certeza de que você vai consumir os produtos mais frescos feitos com a melhor qualidade possível. A Carol tem isso como lema e não abre mão de fazer tudo do zero, desde os biscoitos que vão na base do cheesecake às geleias e cremes que cobrem os doces. Ah! Falando nisso, é possível comprar vidrinhos de compotas e pacotes de biscoitos, além de vinhos especiais.

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Graças à parceria da confeitaria com a Rause Café + Vinho, a combinação doce-café é perfeita. Minha dica é experimentar o Chocomelodrama com um espresso curto, não tem erro. O bolo, feito de pão-de-ló de chocolate meio amargo com calda de amarena, mousseline de caramelo e cobertura de ganache de chocolate meio amargo é uma mistura de sabores tão delicada e a sensação é de participar de uma festa com a presença intensa do cacau, o espírito acolhedor do caramelo e a sedução da cereja. Divino. Agora, se você está mais para uma explosão de texturas e sabores, o Salsa Caliente vai te fazer sorrir: pão-de-ló de pistache embebido em calda de rum, creme de chocolate, creme de coco, merengue italiano queimado, suspiros de pistache e coco e gelée de manga por cima. Ai, ai, ai. 

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Muito doce? Nem um pouco. A Carol faz questão de que os seus bolos e tortas não tenham muito açúcar, o que é uma coisa ótima. Dá para sentir o sabor único de cada ingrediente sem enjoar. 

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Dicas legais:

Caramelodrama

Segunda à sábado das 10h às 19h

Al. Presidente Taunay, 434 – Batel

tel: (41) 3206-2271

A Prestinaria – Casa de Pães em Curitiba

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Todo mundo tem um “lugar mistério”, seja ele na própria cidade ou em qualquer outra já visitada – brasileiríssima ou gringa. Explico. Lugar mistério é aquele estabelecimento que de algum modo chama a sua atenção pela fachada mas que você passa tão rápido por ela e só dá tempo de pensar “eu preciso entrar lá, preciso conhecer esse cantinho”. Isso, cantinho. Geralmente, meus lugares mistério são bem pequenos e facilmente camufláveis por grandes construções ou verde. No caso da Prestinaria, foi o verde. E o fato de eu sempre passar de carro por lá (e é aí que a filosofia do andar mais a pé ou de bicicleta se aplica – parar de repente é muito mais fácil).

prestinaria curitiba ickfd marina mori2fotos: Juliano Lamur

Cada “passada na frente” da Casa dos Pães, como é conhecida, durava cerca de cinco segundos de carro e eu ficava encantada toda vez. Mas nunca dava tempo de anotar o nome, sei lá. Acontece, né? Acontece também de você namorar uma pessoa, tempos depois da primeira “passada na frente”, que tem o mesmo gosto por lugares mistério e… tchanan! Visita garantida. A gente passou um final de tarde friozinho na Prestinaria e posso dizer que não foi só a varanda decorada com mesas de madeira, sofás baixos e confortáveis ou mesmo o chorão que ganhou espaço para crescer no canto do deck (o toldo tem uma abertura para o tronco ficar livre) que me conquistaram. Foi o cheiro. Dava pra sentir o cheiro de pão fresco do lado de fora, a uns bons passos de distância.

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Lá o atendimento* é no balcão, ou seja, você dá uma olhada no cardápio e escolhe o que quer. Escolhi um croissant com queijo minas tostado, o Juliano pegou uns pães de queijo, uma éclair de baunilha e um folhado com goiabada e creme. A Gabi, minha irmã, foi de quiche de espinafre. Até aí, tudo bem gostoso – meu croissant estava delicieux! Pela foto dá pra ver que não é daqueles enormes e gordinhos, mas não se engane com as aparências. A massa estava bem folhadinha e o queijo minas derretido foi a combinação perfeita.

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Eles têm vários bolos e tortas, mas como era fim de tarde a produção já estava escassa. Fiquei com um pedaço de torta de ricota (que não deu nem tempo de fotografar, perdão) e a Gabi pegou essa torta trufada. Fininha… Mas gostosinha. Acho que o negócio é voltar lá para se garantir só nos doces. E num horário em que tudo esteja bem fresco!

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A história da palavra “prestinaria” é bem interessante. Durante o Império Romano, as pessoas faziam seus pães em casa; depois de um tempo, alguém teve a ideia de abrir um espaço público só para isso e então surgiram as primeiras padarias públicas – as prestinarias, no norte da Itália. Com o tempo, os locais se tornaram ponto de encontro e contavam com diversos produtos além dos sempre deliciosos pães nossos de cada dia. Quando o Império Romano caiu, as prestinarias foram extintas. E foi somente no século XVII, que a França, desta vez, se apoderou (e aprimorou!) da arte da panificação.

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Ah! Todos os sábados, das 7h às 14h, rola um brunch por um preço único – você vai gastar em torno de R$25 a R$30. Parece bem gostoso e eu não vejo a hora de experimentar. E o famosão de lá é o Brownie, mas não tinha mais quando cheguei (estava quase fechando, já.), então fica a dica para a próxima, né?

*Sobre o atendimento: ouvi muita (tipo, muita mesmo) gente reclamando do atendimento demorado, ruim, mau humorado de lá. Bom, nessa minha experiência, apenas uma das atendentes estava, digamos, num estado de humor que não seria definido como o dos melhores e o pedido demorou pra chegar, realmente.  O jeito é tentar ir de novo mais algumas vezes e ver se o problema é esse  mesmo :/

Atendimento:

Segunda a Sexta, das 7h30 às 19h
Sábado das 7h às 15h

Rua Euclides da Cunha, 699 – Bigorrilho
Entre Rua Saldanha Marinho e Rua Carlos de Carvalho
Tel.: (41) 3342-4576 / (41) 3014-4576

Bacio Gelato – Curitiba

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Eu prometi a mim mesma que não escreveria este post até voltar no Bacio outra vez para experimentar mais produtos deles. Droga. Comecei o ano já com uma promessa quebrada mas sei que vai valer a pena, visto que preciso compartilhar com você a experiência de como é sentir na boca a cremosidade gelada desse gelato (sentiu a sonoridade aí?) numa noite quente de verão.

Antes, uma coisa importante. “Gelato não é sorvete e sorvete não é gelato”, já dizem os amantes dessa arte de criar um dos melhores deleites gastronômicos. Segundo o Bacio, a justificativa é simples: “Gelato é muito melhor”. Há controvérsias, eu sei, mas cá entre nós, você sente a diferença já no olhar quando dá de cara com as voltas harmoniosas que a massa faz no pote. E depois, tem o sabor. É como se a fruta, ou as oleaginosas (pistache <3 <3 <3, por exemplo), ou mesmo o chocolate, fossem feitos para a mistura que vai se transformar na felicidade em forma de doce.

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Ouvi falar no Bacio em uma aula de francês, enquanto conversávamos com a professora sobre os melhores sorvetes/gelatos/picolés de Curitiba. Minha colega respondeu sem hesitar: “Bacio! Quando provei, senti o mesmo sabor de quando estive na Itália e é incrível. Vocês precisam experimentar.” Anotei na minha lista-mental-de-lugares-para-ir e segui assistindo à aula. Um mês depois, fui com meus pais à audição de música dos meus irmãos (a Gabi [17] toca piano e o Ike [14], violão), e como o evento foi um sucesso, resolvemos comemorar. Depois de umas pizzas que não precisam nem de comentários – por pizza você já entende que a coisa estava boa -, partimos para a sobremesa. A noite estava muito agradável, fomos até a Praça da Espanha tomar sorvete e ufa… Cumprimos a missão.

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Num período de quase 1h, entramos em três lojas especializadas no assunto e, quando terminamos, achei ter tido uma overdose de sorvete/gelato/picolé. Sério. Por isso, vou falar só sobre o Bacio. Que lugar lindo! A começar pelo cardápio, todo desenhado de um jeito irresistivelmente fofo e com os doces gelados mais lindos que já vi. O maestro gelatiere deles está de parabéns. Essas tortas cheias de frutas e chocolates são tão delicadas que dá até dó de comer. Segundos depois isso passa, não se preocupe, e daí você vai pro sentimento “Ai caramba, qual eu escolho agora?”.

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Dizem que na Itália é comum saborear um gelato enquanto passeia pelas ruas, e é quase tradição presentear pessoas especiais com um ou mesmo servi-lo como sobremesa em jantares. Não fiz nada disso (bom, fui presenteada com um pelos meus pais, então tá valendo), mas tenho certeza que da próxima vez, a parte da caminhada vai ser feita.

Meus gelatos (um de chocolate branco e outro de trufas e licor) estavam muito bons, embora o com licor estivesse um pouco forte demais. Anyway, também vale a pena experimentar o Tartufino, que é uma trufa de chocolate crocante com cobertura especial e recheio de dois sabores de gelato. E, claro, tudo mais que você conseguir! Ainda não estive na Itália, mas posso dizer que já comi um gelato clássico. E delicioso.

Para me redimir por causa da promessa quebrada, vou compartilhar com você minha meta em 2014: experimentar cada item do cardápio. Difícil, né?

bacio sorvete curitiba ickfd3http://www.baciogelatocuritiba.com/

Um bacio pra você e até a próxima!

Degustação de Cervejas – Curitiba

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Antes de entrar na faculdade, eu odiava cerveja. Aí aconteceu aquilo que todo mundo fala quando ouve alguém dizer isso. “Ah, mas quando você entrar na faculdade, vai começar a gostar. Espere pra ver”. Bom, sei lá o que aconteceu, mas foi isso: passei a tomar e, de gole em gole, a gelada me conquistou. O problema é que eu não fazia muita questão da diferença entre as marcas, só sabia que a Heineken era mais amarga, a Skol descia redondo, a Bud era uma das rainhas das cervejas e tinha umas que eu não podia nem dizer o nome, porque pareciam água.

Se eu nem imaginava o que significava pilsen, lager e ale, quem diria saber apreciar uma boa cerveja artesanal. Tá bom, confesso que não sabia disso até semana passada, quando fui a uma degustação combinada com uma rápida palestra – mas muito interessante – sobre harmonização de cervejas. A gente está habituado a associar isso com vinhos, embora este último campo esteja se acostumando a dividir espaço com as bebidas de colarinho. De uns anos pra cá, o mundo das cervejas abriu as portas e entrou, como quem não quer nada, no mundo da gastronomia.

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Em Curitiba, a Gaudenbier começou a produzir cervejas artesanais num bairro italiano e super tradicional – Santa Felicidade –, mas o sucesso foi tão grande que hoje eles nem se consideram produtores de cerveja artesanal, já que distribuem para grandes mercados da cidade. Mesmo assim, a linha de produção se mantém na categoria de microempresa, com 38 mil litros por mês. A palestra foi feita pelo sommelier da Gaudenbier, Allan Cunha, e a harmonização ficou por conta do chef Edson de Moraes, da panificadora Saint Germain Ecoville, local em que o evento foi realizado. Só por ser na Saint Germain dava para imaginar o sucesso que o evento seria, porque esse lugar é simplesmente divino.

Bom, à degustação! Para começar, harmonização é quando dois elementos juntos funcionam melhor do que quando separados, segundo o Allan Cunha. Portanto, é importante experimentar primeiro a cerveja, depois o alimento e, por último, os dois juntos. Tudo isso para perceber que ambos vão funcionar como um só. E daí você vai sentir aquela explosão de sensações, como o ratinho fofo do Ratatouille, sabe? Ele deu uma dica de livro para quem quer aprender mais sobre o sabor de cada ingrediente: The Flavour Bible. Anota aí!

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Começamos com a Lager Natutrübe (4,7% de álcool), ideal para quem está acostumado com as cervejas industriais (tipo eu hehe). Ela não é filtrada, por isso tem um aspecto turvo e cor palha. É bem leve e saborosa, principalmente quando harmonizada com a melhor quiche de camarão que eu já comi.

A segunda foi a Heffe-Weiss (4,2%), uma cerveja de trigo mais encorpada e aromática. O sommelier nos disse para sentirmos o aroma da bebida e tentar reconhecer os que vinham por primeiro. Fiquei bem surpresa quando senti cheiro de cravo na minha cerveja. E foi… bem gostoso. Quando juntei a mozzarela de búfala com tomate e molho pesto (o famoso e sempre delicioso caprese), tudo pareceu estar bem certo na vida. Logo eu, que torcia o nariz só de ouvir falar em cerveja de trigo. É, as coisas mudam.

Bom, as duas últimas harmonizações viraram só degustação para mim, porque não comi nem o salame e nem o carpaccio de pé de porco. Mesmo assim, as cervejas estavam saborosas – e fortes. A Pale Ale tipo Belga (4,7%) era mais amarga por conta do lúpulo Styrian Golding, e tinha uma coloração acobreada. A última foi a Bock e, para fechar com chave de ouro era a mais forte do time, com 6,4% de teor alcoólico. A essa altura não preciso nem comentar que a alegria estava no ponto alto da noite e as bochechas um tanto coradas. De acordo com o sommelier, a Bock é mais indicada para o inverno, por causa do sabor mais denso e marcante no fundo da língua. O aroma de toffee e baunilha é bem pronunciado, mas não vou mentir: eu já nem distinguia muito bem essa parte. O que ficou mais marcado foi que essa cerveja é amarga demais pro meu gosto.

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Aprendi muita coisa que nem vou conseguir expressar aqui, mas fica aí um pouquinho da minha experiência. Espero que se você, como eu, não sabia nada sobre o assunto, tenha aprendido algumas curiosidades! Pelo menos saí de lá sabendo que as Ales são cervejas de alta fermentação, e por isso dá pra sentir mais o amargor, e as Lagers são de baixa fermentação e são melhores para refrescar 😀

Site da Gaudenbier: http://www.gaudenbier.com.br/bier/inicio/idade

Site da Saint Germain: http://www.saintgermain.com.br/curitiba/

As fotos mais bonitas são da fotógrafa Elaine Skowronski.

Sweet Joy Brigaderia – Curitiba

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Esse post é para você. Isso, você mesmo. Porque se você leu a palavra “brigaderia” ali em cima, tenho certeza de estar falando com um verdadeiro fã dessas bolinhas de leite condensado macias e inesquecíveis. Posso dizer também, com muita certeza, que a Sweet Joy é mestre na arte de nos deixar com água na boca por brigadeiros. A loja que visitei fica no Shopping Crystal, mas os shoppings Mueller e Curitiba têm quiosques cheios de doçura e sabores únicos.

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O brigadeiro enrolado é o carro chefe deles, claro. Mesmo assim, um produto que faz sucesso na Sweet Joy é o brownie de quadradinho com cobertura de brigadeiro. Eles também vendem cupcakes, brigadeiro na panelinha (já visualizou a fofura, né? Dispensa comentários.), biscoitos de lata e, pasme: um bolo gigantesco de Kit Kat com M&M’s E MAIS brigadeiro. Agora chega de falar nisso que tô com fome.

Brincadeirinha, vou te contar o que eu comi de bom lá. Escolhi uma caixa com seis brigadeiros variados, ou melhor, cinco, já que eu pedi dois de pistache <3. Não sei se você concorda comigo, mas se uma pessoa/loja/confeitaria manda bem no brigadeiro tradicional, é bem provável que os outros sabores sejam gostosos. Então nada mais justo do que começar pelo “ao leite” e só depois experimentar o de chocolate branco, o de limão siciliano (recomendo sem pensar duas vezes), o de leite ninho (gosto de infância ensolarada) e, por fim, fechar os olhos e sentir a textura do brigadeiro de pistache invadir cada papila gustativa ávida por êxtase gastronômico. Vale a pena experimentar cada um e todos os outros sabores que devem ser tão caprichados quanto os que provei.

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O único ponto negativo disso tudo é que achei meio caro. Cada bolinha custa R$3, mesmo os sabores mais simples. Aí depende… Vale experimentar, mas se você adora tentar reproduzir os sabores em casa, está apoiada! E, cá entre nós, aqui no #ICKFD tem receitas deliciosas de brigadeiros 😉

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Sweet Joy Brigaderia

Site: http://www.sweetjoy.com.br/site/

Facebook: https://www.facebook.com/pages/Sweet-Joy-Brigaderia/290633780988236?fref=ts

The Kettle – Chá com simpatia

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Chá com simpatia. O slogan da The Kettle, uma casa de chá com decoração inspirada na Art Nouveau, se impôs assim que entrei na sala espaçosa e aconchegante. As quase 14 mesas – maior parte delas quadradas – de madeira escura, junto com as cadeiras acolchoadas em tecidos florais ficam dispostas em harmonia no ambiente. O garçom nos atendeu todo sorrisos e indicou uma mesa ao lado da parede, perto de uma estante enfeitada com livros sobre chás, sobremesas e arte. Paixão pelo lugar à primeira vista.

A princípio, tudo na The Kettle me conquistou: as cores claras, a atmosfera suave, o lustre cheio de bules e xícaras brancas penduradas… Uma gracinha! “Parece o lustre da Bela e a Fera né, Ma?”, Gabi, minha irmã, disse. Parece mesmo. Aliás, a casa de chá sugere inúmeras referências – ok, você pode achar meio bobo, mas ah! –. A torta de noz pecan que a Gabi pediu, por exemplo, é muito parecida com a que a Sookie come num episódio de True Blood (hahah falou a viciada na série). E sei lá, o lugar todo parece uma casa de vó grandona e gostosa.

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Logo os outros amigos chegaram e fizemos os pedidos (Doces, doces, doces, por favor!). Fui para provar a famosa torta de semente de papoulas, mas perdi a viagem. “Não temos hoje”, disse a atendente. Ok, ficaremos com a cheesecake de frutas vermelhas, tartelette de maçã, torta de noz pecan e bolo Muckkuchen. Para beber, nada mais justo do que um belo bule de chá. Mas são taaantas opções que foi difícil decidir.

A The Kettle trabalha com uma marca alemã exclusiva de chá, a TeaGschwendner – são mais de 130 lojas espalhadas por quatro continentes, com mais de 300 variedades em cada um! – , e oferece chás pretos, verdes, de frutas e especiais, como os ayurvédicos, indianos e chineses.

Escolhemos o Luigi Amaretto, composto de pedaços de maçã, uvas passas, rooibos, rosa mosqueta e amêndoas. Infelizmente, não estava disponível. Ficamos com o Paraíso de Frutas, um chá azedinho com sabor de morango e damasco. Faz parte do conjunto flores de hibisco, pedaços de maçã, rosa mosqueta, zimbro, casca de laranja e morangos. Uma delícia.

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Sobre o atendimento, não há de que se reclamar. O garçom colocou talheres diferentes para cada doce; um garfo maior para o bolo de chocolate e avelã com cravo e canela, o Muckkuchen; uma colher para a torta pecan com sorvete de creme; garfo e faca pequenos para minha tartellete e um garfo médio para a cheesecake de frutas vermelhas.

Achei esse detalhe super atencioso e delicado. Bem, à sobremesa, então! Tudo estava gostoso e caprichosamente preparado, mas senti falta de mais açúcar em todas as que experimentei. O sabor de cada doce era suave e dava para distinguir os ingredientes facilmente, então talvez essa escolha de não adoçar muito seja para esse fim. E não dá para esquecer que é uma casa de chá, e os ingleses não são muito fãs de comidas açucaradas.

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Tem uma coisa que achei interessante. A The Kettle tem dois tipos de Chá das Cinco disponíveis, o Diana e o Kate, e cada um vem com uma variedade de comidinhas e um bule de chá. E quando estiver indo embora, não esqueça de comprar um pacotinho de TeaGschwendner! Os preços variam de R$35 a R$60 e poucos reais. Falando em preços: a The Kettle é meio cara e talvez a sobremesa não seja o ponto forte de lá, mas a visita vale muito a pena para tomar um chazinho delicioso em companhia agradável e num lugar mais que aconchegante.

Mais uma diquinha! Não hesite e compre um pacotinho de biscoitos redondos com amendoim. Eles são de-li-ci-o-sos e têm uma… hóstia? “É uma hóstia, sim”, disse a atendente. Hum, ok. Espirituoso, vai dizer.

Serviço

The Kettle – Chá com simpatia

Al Prudente de Morais, 836

De segunda a sábado, das 14h às 21h

Telefone: (41)3233-1978

Rause Café + Vinho

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Há tempos que eu vinha querendo fazer um post sobre o Rause. Passava em frente à vitrine e dava uma espiadinha pra dentro do café, que sempre parecia muito aconchegante e convidativo. Finalmente, combinei com uma amiga e nos encontramos no começo da noite. Ao entrar no ambiente, senti aquele calorzinho gostoso me envolver, e o cheiro de café estava divino. Aliás, como diz  o site do Rause: se esse post tivesse cheiro, você viria correndo pra cá.

Mesmo assim, o escolhido da noite foi o vinho. Já vou explicar por que.

O Rause foi idealizado em 2011 pelos amigos Juca e Hida, com o intuito de criar um ambiente para os amigos. Não é a toa que o nome, traduzido do norueguês, significa “generosos”. O espaço não é muito grande (umas cinco mesas, uma bancada de frente para um espelho e um sofazinho formam a mobília), mas a decoração bem planejada faz com que você entre e se sinta acolhido. Todas as mesinhas têm uma vela pequena e, ao lado, um copo com água e um raminho de manjericão.

O maior charme, entretanto, é a parede “de quadro negro” que ocupa toda a extensão do café. Todo o menu é escrito em giz. Eles servem desde café-da-manhã, almoço e lanches que parecem muito bons, com quiches e salgados. Para o inverno (a gente aqui de Curitiba tem que se aquecer, faz frio!), cremes, sopas e risotos. Fiquei tentada a experimentar o Risoto de Abóbora com amêndoas, deve ser sensacional. Uma desculpa para voltar lá rs.

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Todos os dias, das 18h às 20h, acontece a Wine Hour, um happy hour em que você pede uma taça (ou garrafa) de vinho e ganha os aperitivos harmonizados. Perfeito, né? Confesso que não entendo nadica de nada quando se trata de vinhos, mas gosto de experimentar. Escolhi o Ímpetu, um tinto seco chileno que vinha acompanhado de trouxinhas de cogumelos e molho sugo. Adorei os dois! Sobre o vinho, eis a descrição das notas de degustação que achei na internet: “Rubi, com aromas de frutas frescas, especiarias e frutas vermelhas. Na boca, excelente corpo, com taninos suaves e aveludados e sabor aveludado.” Se você entende de vinhos, deixe um comentário aqui embaixo do post para me falar mais sobre o Ímpetu (:

Minha amiga optou pelo Leyda, um vinho branco seco que vinha com dois folhadinhos de gorgonzola. Depois, pediu um hambúrguer de Falafel (vem num pão sírio com pasta de grão de bico, berinjela, abobrinha e queijo branco. Além disso, vem decorado com enroladinho de berinjela e abobrinha. De-li-ci-o-so) muito bem guarnecido. Mas chega de enrolação! Vou falar da estrela da noite, minha sobremesa.

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Acho que uma das mais pedidas da casa é a Delícia de Macadâmia, mas não provei desta vez (segunda desculpa para voltar lá). Escolhi o Brownie de chocolate servido com sorvete de pistache e calda de chocolate meio amargo. Não sei nem como descrever, é o paraíso. Sério.

Na primeira garfada, recomendo você a fechar os olhos e sentir todas as texturas se misturando na boca: o brownie quentinho, a cremosidade e sabor marcante do sorvete – pistache é meu sorvete preferido –, a calda deliciosa… É sensacional. *Ah, o tamanho dá conta da fome da pessoa que vos escreve, viu? (Esse meu estômago parece um saco sem fundo às vezes hahaha)*

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Mais umas coisinhas legais sobre o Rause:

-Perto da bancada dos chás, tem uma garrafa de vidro com água e vários copos ao lado. O recado vem escrito no quadro negro. “H2O filtrada, refrescante, gratuita”. Outra coisa bem interessante é a ideia de deixar um café pago para alguém.

A iniciativa de vários cafés na Europa começou depois do livro The Hanging Coffe, em que o personagem pede um café e deixa pago para outra pessoa desconhecida que não tem condições de comprar um. No dia em que fui ao Rause, havia quatro espressos pagos. Juca disse que as pessoas têm vergonha de pedir. Sei lá… Em Curitiba as pessoas são tímidas. Mesmo assim, a atitude é bonita e, quem sabe, com o tempo vá ganhando mais força.

– Eles oferecem opções de café com leite de soja e baixa lactose. Quase morri de felicidade quando vi isso, já que tenho alergia ao leite e derivados. (Sim, é triste. Mas eu como chocolate mesmo assim hehe)

– Todo mês, há um curso básico de barista, para quem quer aprender os segredos mais gostosos na hora de preparar um café ou capuccino. Além disso, algumas oficinas, como a de Cafés Filtrados. Mais informações você encontra no site, aqui embaixo.

Serviço:

Rause Café + Vinho

Alameda Dr. Carlos de Carvalho, 696
Segunda a Sexta das 9h às 23h – Sábados das 12h às 18h

Site:  http://www.rausecafe.com.br/cafe/

PS: Algumas fotos são minhas, outras peguei no facebook – eles postam fotos que os clientes publicam no Instagram (:

Pertinho da França: Café Babette

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Os cafés da França têm algo de místico. Para quem nunca foi lá, as fotos disponibilizadas na internet cumprem seu papel: nos deixar com muita vontade de sentar nas mesinhas ao ar livre, sentindo a atmosfera parisiense dançar pelas ruas. Contudo, não tem como deixar de elogiar os cafés daqui de Curitiba. Tem um mais lindo e aconchegante que o outro e, por isso, começarei traçando minhas experiências em lugares que merecem ser visitados e contados a vocês.

O Roteiros Gastronômicos da capital paranaense começa com o café Babette, um espaço cultural e “pertinho” da França. Fica ao lado da tradicional Aliança Francesa e, portanto, muitos dos clientes são alunos da escola. Todas as mesas são cobertas por toalhas cor de vinho e dá vontade de ficar lá conversando por horas… O que acontece bastante. Uma vez a cada quinze dias, o Babette é espaço de palestras culturais sobre filosofia, cinema e França, claro. Tudo regado a muito vinho e, no friozinho, sopas e quiches. Ah, o cardápio é bem variado: tem sanduíches, saladas, salgados e sobremesas deliciosas. Então vamos ao que interessa!

Experimentei a Linzer de Damasco, uma tortinha feita com farinha de amêndoas e castanhas, recheada com uma geleia perfeita. É uma boa pedida se você quer comer e sentir o sabor suave a cada garfada. Ela não tem tanto açúcar, portanto não é enjoativa e dá pra aguentar uma inteira. No Babette tem a de Frutas Vermelhas, que deve ser igualmente saborosa. A torta Linzer, mais parecida com um bolo, é tradicional da Áustria e outros países europeus como Hungria, Suíça e Alemanha têm o costume de servi-la no Natal. Ah, curiosidade! Dizem que ela é o bolo mais antigo que se tem conhecimento, com uma receita que data de 1656. Legal, né?

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Apesar de a Linzer ter me conquistado, a dona do café, Railda Marinho Borges, disse que a especialidade da casa é a Barra Babette. Feita com chocolate meio amargo, castanha-do-Pará, damasco, passas e biscoito crocante, o doce em formato de triângulo parece simplesmente delicioso. Para acompanhar, não hesite em pedir um Expresso. O café (o Babette só trabalha com o Orfeu) é delicioso e marcante. Ou, se preferir, pode escolher entre os muitos vinhos à disposição. Os mais populares são o chileno Cabernet Sauvignon Concha y Toro e o francês Calvet Bordeaux.

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Serviço:

Café Babette

Rua Prudente de Morais, 1101 – Centro

Segundas às sextas-feiras das 9h às 21h30 – Sábados até 12h30

Telefone: (41) 3205-0955

Bom, essa foi a primeira dica dos roteiros gastronômicos de Curitiba. Se vocês tiverem qualquer sugestão ou crítica, não hesitem em chamar. Espero que gostem e continuem acompanhando!

Beijos :*