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Comidas de rua das capitais da Europa

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Quando fazemos uma viagem pela Europa, é comum visitarmos muitos países em um espaço curto de tempo. Por isso, na maioria das vezes damos prioridade a conhecer suas capitais! Passamos muito tempo na rua explorando essas grandes cidades e, se você reparar bem, quase todas elas têm uma coisa em comum: a presença de barracas ou quiosques vendendo alguma comida bem característica do lugar.

Em geral, são doces típicos do país. Acabam sendo opções bem mais baratas do que o comércio tradicional e trazem uma forma bem autêntica de saborear o destino. Com certeza, tornam a experiência de viagem mais especial! Separamos alguns destinos e seus quitutes tradicionais para te ajudar a ir direto ao ponto quando você viajar. Aproveite!

Gelato em Roma

Não existe um doce mais característico da Itália do que o gelato! Para aproveitar bem o verão europeu enquanto explora as ruelas de Roma sob altas temperaturas, não tem nada melhor. As gelaterias romanas têm uma variedade incrível de sabores. Nada como a qualidade da versão artesanal e cremosa do produto no seu país de origem!

Clique aqui para conferir um roteiro de gelatos pela Itália - você vai se tornar um especialista no assunto ;D

gelato-latartinegourmande-ickfd-italiaFonte: La tartine gourmande

Crepe em Paris

O que não falta em Paris são quiosques de crepe. O doce é uma das maiores tradições da cozinha popular da França! Nada como comprar um crepe e comer olhando para a Torre Eiffel ou sentada na beirada do Sena. Há muitas opções de recheios, mas a versão com Nutella com certeza é uma das melhores.

Crepecomidas-de-rua-doces-europa-ickfdFonte: Wikimedia Commons

Waffle em Bruxelas

Nada mais típico da Bélgica do que waffle. Ele é um clássico da gastronomia do país e um dos doces mais encontrados pelas ruas das cidades belgas. Normalmente, são polvilhados com açúcar, canela ou acompanhados com chantilly, chocolate ou frutas.

Receita tradicional do waffle de Liège

Receita de waffle churros

Receita de waffle sem glúten/lactose

receita-como-fazer-waffle-belga-paulo-cuenca-dani-noce-ickfd-2Foto: Paulo Cuenca/ICKFD

Pastel de nata em Lisboa

Não é à toa que os pastéis de nata vêm fazendo tanto sucesso aqui no Brasil nos últimos tempos. Ele é o doce mais popular de Portugal, além de ser uma delícia. Você encontra pastéis de nata a cada esquina em qualquer padaria da cidade, mas não pode perder a chance de provar os originais, chamados de Pastéis de Belém. São servidos quentinhos polvilhados com açúcar e canela em pó. Se quiser conferir um lugar imperdível para degustar os quitutes, clique aqui.

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Fonte: Wikimedia Commons

Pretzels em Berlim

O pretzel já é um doce que também marca presença em território brasileiro. Ele é uma massa assada em formato de nó que pode ser coberta com açúcar, canela, chocolate, nozes, etc. Na Alemanha, porém, o mais comum é a versão salgada. Ele é mais conhecido como brezel nas terras germânicas. Dizem que os melhores estão na Baviera,  mas com certeza você também encontra bons pretzels na capital alemã.

Receita de pretzel

Receita de pretzel vegano

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Fonte: Wikimedia Commons

Trdelník em Praga

O que você mais encontra nas praças e mercados de rua de Praga são barraquinhas de trdelník. O doce é um tubo anelado feito com uma massa que lembra o Pretzel que temos aqui no Brasil. Pode ser recheado com Nutella, chocolate, caramelo, coco, geleia ou outras opções.

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Fonte: Wikimedia Commons

Kanelbullar em Estocolmo

O Kanelbullar (ou bolo de canela) é um pão tradicional da Suécia que pode ser facilmente encontrado em qualquer padaria de Estocolmo. É um item bem comum para o café da manhã no país e é feito com uma massa fininha com canela.

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Fonte: Mike Bohle @ Flickr

Kurfürstendamm, Jules Verne e Helmut Newton

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Hoje o destino era Kurfürstendamm e Charlottenburg, e o passeio iria ser extenso, pois as avenidas são longas e haja perna para aguentar os trajetos com a bicicleta. Então, comecei com um reforçado, mas tardio café da manhã no Jules Verne, na Schlüterstrasse 61. O lugar é uma gracinha e a atendente é super agilizada e feliz ( do jeito que eu gosto para começar meu dia), mas isso não é o melhor da festa, pois lá você precisa esperar um pouquinho para que seu croissant seja entregue, isso porque ele é feito e assado na hora. Ainda vem servido com geléia, mel, manteiga e frutas no prato. O Paulo pediu o iogurte batido com açúcar e canela, que também foi um dos melhores iogurtes que eu já experimentei na minha vida, com acidez zero. Estava delicioso.

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Mais do que satisfeita parti para o meu primeiro destino: passar pela praça Savignyplatz, pegar à direita na Grolmanstrasse e à direta de novo na Kurfürstendamm e ir olhando todas as lojas que tem por lá e também fazer umas comprinhas. É uma rua gigante que tem de tudo, desde Chanel e Botega Veneta até lojas de departamento e mini galerias. Continuei descendo a rua e entrei a esquerda na Konstanzerstrasse e aí dá-lhe perna para chegar até a fábrica e loja do Chocolatier Erick Hamann na Brandenburgische Strasse 17. O lugar é deserto e sinistro, a fachada bem como o chocolate, a loja, o design Bauhaus e tudo o que se refere ao senhor Erick Hamann permanece intacto desde 1928. Você encontra desde pralines, até amêndoas e frutas secas envoltas em chocolate, mas aqui é o lugar certo para se comprar a verdadeira barra de chocolate, não estou falando daquela barra de chocolate ao leite, mas sim a verdadeira barra de chocolate amargo! Esse é o ponto alto por aqui e o que vale a pena. Se você não quiser andar tanto quanto eu para ir até a loja original do senhor Hamann, você pode encontrar as barras dele em outras lojas de chocolate por Berlin.

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Continuei meu passeio de bicicleta passando pela Olivaer Platz e pegando a Lietzenburger Strasse em diretação à Wittenbergplatz, onde fui conhecer a giganteca, enorme e monumental loja de departamento KaDeWe. Acho que essa é uma das maiores lojas de departamento do mundo junto com a Galeries Lafayette em Paris e a Harrods em Londres, mas o que realmente impressiona aqui é o sexto andar com uma área gourmet GIGANTESCA. Se você tiver tempo sobrando se perca por esse supermercado enorme e descubra sabores de quase todo o mundo. Eu fiquei simplesmente louca aqui dentro, quase passei mal uhahauhuhauha ;D

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Depois dessa experiência gastronômica tive que tomar um ar. Fui pela Tauentzienstrasse em direção a Igreja Kaiser Wilhelm Gedachtnis, que vale a pena entrar e ficar em silêncio por um tempo dentro desse templo octagonal todo construído com vitrais azul royal. Uma paz de espirito te envolve imediatamente. Não sei por quê, mas essa igreja me lembrou muito a igreja que eu fui batizada em Brasília.

Saindo de lá vi uma banquinha enorme de frutas secas e cristalizadas, que vale uma parada ou pelo menos uma fotom e fui para o Museu da fotografia onde pude observar e admirar fotos incríveis do trabalho de Helmut Newton em tamanhos privelegiados, aos quais eu não estava acostumada, visto que sempre via suas fotos em revistas de moda ou livros. O Museu de fotografia fica na frente do zoológico de Berlin, para quem vai viajar com crianças, pode ser um passeio duplo bem interessante.

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Quase terminando o dia, dei uma passada na Manufactum, na Hardenbergstrasse 4-5, uma loja completamente esquisofrênica mas que fez todo o sentido para mim. Lá você encontra desde objetos de papelaria, bulbos de flores, travessas e talheres, instrumentos para jardinagem, mala, roupa, sapato, mas tudo em linhas retas e funcionais, como todo objeto que se preze verdadeiramente alemão deveria ser! Ao lado tem a Brot & Butter, com queijos, pães, embutidos e um café para você tomar por lá depois das compras ou levar para casa.

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Quase sem saber se iria dar tempo, fui correndo até o Story of Berlin na Kurfürstendamm 207-208. O lugar é um museu sobre a história de Berlin. Vou ser sincera que este é o museu mais esquisito que eu já visitei na minha vida. Começa que ele fica dentro de uma galeria comercial onde você tem que seguir alguns adesivos de calçados pelo chão da galeria para chegar até o museu. Quando você chega lá a situação piora e o lugar que já era estranho fica pior, com um carro antigo bem fake na entrada e uma decoração que beira o duvidoso. No entanto, tinha ido lá por um propósito específico, que era conhecer um verdadeiro bunker e faltava apenas 5 minutos para que o próximo grupo saísse com a guia. Então esperei por ela e fomos todos guiados para fora do prédio, onde descemos por uma entrada lateral até chegarmos em uma escada que daria para o bunker. Quando chegamos lá, ela explicou que o bunker foi construído na época da Guerra Fria para acalmar a população que estava com medo de um ataque atômico. Foram construídos 16 bunkers pela Berlin Ocidental, cada um desses bunkers comportaria aproximadamente 2500 pessoas, o que na época não significava nem 1% da população (imagina hoje). Lá dentro é algo assustador, primeiro porque as pessoas teriam que passar por um corredor trancado (em grupos de 30 pessoas por vez) que só seria aberto para o lado interior depois que a porta exterior fosse trancada e elas tivessem se despido e tomado banho dentro desse mesmo corredor, para evitar que partículas atômicas entrassem dentro do bunker. Lá dentro, essas pessoas teriam um estoque mínimo de água e comida por 14 dias, depois disso, aconteça o que acontecesse elas teriam que voltar para a superfície e continuar suas vidas. Na época, elas ainda não sabiam que as partículas atômicas de um ataque núclear poderia durar por muuuuuito mais tempo no ar do que apenas duas semanas e afetar a saúde de todos. Ao final, ouvimos uma simulação radiofônica da época da guerra fria de como seriam os bombardeios. É assustador, mas felizmente nenhum bunker teve que ser usado.

Voltei para casa e fui jantar em um restaurante alemão com influências internacionais, muito recomendado, principalmente por mudar sua carta todos os dias e só trabalhar com produtos frescos, o Frau Mittenmang na Rodenbergstrasse 37. O restaurante tem um ambiente muito agradável e convidativo, com velas e luz baixa. De entrada pedi uma brusqueta com queijo feta, gotas de limão e pimenta rosa e o Paulo pediu uma sopa alemã tradicional de carne, temperada com noz-moscada, canela e cravo. As duas entradas estavam impecáveis, bem como os pratos principais, que no caso foram: carret de cordeiro com legumes e cuscuzm e para o Paulo ragú cozido no vinho e especiarias servido com repolho e inhoque. Só não vou poder falar bem das sobremesas. Para variar, pedi uma panna cotta feita com alecrim e coberta com compota de maçã, que para mim estava muito dura e gelatinosa, além de um gosto forte de creme. Já o Paulo pediu um crumble de ameixa, que parecia estar muito gostoso, mas veio com a massa sem assar por completo. Então, fica a dica, peça a entrada e o prato principal e deixe um espaço para um drink, uma baladinha no final da noite ou uma sobremesa em outro lugar.

Prenzlauer, Mercados de Pulga e Radiohead

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Cheguei em Berlin no sábado pela manhã, mas estava tão cansada que mal comi uma coisinha pela rua e fui pra casa dormir. Aluguei um apartamento lindinho em Prenzlauer Berg, na parte oriental de Berlin. O apartamento tem móveis e utensílios todos da época do comunismo, são móveis práticos e lindos, todos com linhas retas. Todos os cômodos são simples, com poucos objetos, mas muito interessantes. O mais legal de tudo são os relógios de água quente e fria localizados estrategicamente em dois pontos da casa: um ao lado da pia da cozinha e o outro em cima do vaso no banheiro. Imagino que isso também seja da época do comunismo, onde tudo era racionado e as pessoas não podiam gastar nada, inclusive água, sem saber quanto estavam gastando, mas principalmente sem saber o limite de quanto podiam usar por mês. Achei extremamente interessante, como uma época de racionamento pode se parecer tão pouco com a época em que vivemos hoje, mas que ao mesmo tempo, como seria útil nos dias em que vivemos, em que já sabemos que a água, bem como todos os outros recursos naturais da Terra são limitados e escassos. Na verdade, gostaria muito de ter esses contadores de água hoje em dia em casa e acho que seria muito útil se todos tivessem, pois percebi rapidamente que a cada descarga eu gastava 5 litros de água. Vou repetir: 5 LITROS! Se você não se assustou, eu acho que deve rever os seus conceitos, pois 5 litros para uma simples descarga é muuuuiittaaaa água.

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Depois desse primeiro choque de realidade, acordei no domingo e já tinha lido que as feiras e mercados de pulga, bem como os parques eram um programa muito interessante para uma domingueira ensolarada. E o dia estáva muito bonito. Então fui dar uma volta pelo Mauer Park, onde tinha uma feira com objetos artesanais, bem como coisas de segunda mão e muitas barraquinhas de comida. Comi uma daquelas salsichas tradicionais alemãs – Currywurst – e fui curtir um pouco o balanço que fica no alto do parque e ouvir as diversas apresentações de bandas que estavam acontecendo por lá. Depois dei uma passada na feira da Arkonaplatz, que tem em sua grande maioria objetos de segunda mão de casa, como pratos, talheres e móveis. Achei garfos e colheres incríveis para fazer o foodstyling das fotos do site.

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Em seguida, peguei uma bicicleta e desci em direção a Kreuzberg e fui parar em um maravilhoso e enorme mercado de pulgas, o Arena Flea Market, perto do centro empresarial . O lugar é tão grande e tão irreal que só mesmo um diretor de arte de cinema para aproveitar todas as coisas absurdas que tem por lá. Terminei meu domingo no show do Radiohead em Wuhlheide, uma arena no meio de um parque. Foi o show mais lindo que eu já vi, mesmo com o Thom Yorke morrendo de frio e falando disso o tempo todo auhauhauhaua ;D

Hoje, não consegui acordar cedo por causa do show, então acabei ficando pelo bairro e conhecendo algumas coisas por aqui. O Prenzlauer é um bairro muito arborizado e cheio de barzinhos, restaurantes e lojas para ver. É o bairro que mais tem filhos por habitante de toda a Europa, então você vê carrinhos de bebês e crianças passando por todos os lados o tempo todo.

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Fui almojantar no Zula, um restaurante bem conchegante e super barato que vende um Homus delicioso na Husemannstrasse 10. O pão pita veio quentinho e o homus cheio de acompanhamentos para se ir misturando. O molho de pimenta verde estava na medida também. Depois me deixei levar pelas pequenas ruas em volta da Kollwitzplatz, Kastanienalle e da Oderberger, cheias de lojinhas de papelaria e de louças para casa, tudo que eu preciso para viver :) A Kollwitzplatz é uma praça pequenina, cheia de árvores e crianças brincando, uma delícia para passar a tarde lendo um bom livro.

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Fui até o cemitério judeu na Schonhauser Alle 22 e na igreja de Gethsemani na Stargarder Strass 77, que à época da divisão de Berlimm virou ponto de encontro de oponentes da Alemanha Oriental, mas que acabou tendo em seu clero antigos dissidentes da igreja, que eram a favor da esquerda comunista e que apoiavam e ajudavam esse grupos. Um símbolo de resistência dentro da igreja e de Berlin. Tanto é que até hoje o Prenzlauer ainda é considerado um bairro com um pensamento diferente do resto da antiga Berlin ocidental. Um exemplo disso, é o lugar que tomei o café da manhã no primeiro dia em que cheguei aqui, o Morgenrot (na rua de casa ao lado do squat mais antigo de Berlin, o Ka86) onde você escolhe quanto vai pagar (entre 5 e 9 euros), e essa quantia não depende do quanto você comeu, mas sim de quanto você ganha. Ou seja, se você ganha mais você paga mais para que uma pessoa que ganha menos possa pagar menos e comer também. Além dessa iniciativa mais do que generosa por parte dos donos, o café da manhã é servido em um buffet vegano onde você pode se servir quantas vezes quiser, apenas o suco você deve pagar à parte. Esse é um bairro onde os restaurantes e cafés possuem grandes mesas comunitárias com bancos grandes um de frente para o outro, muito diferente dos cafés e bistrôs parisienses, com suas minúsculas mesas redondas com duas cadeirinhas viradas para a rua, onde as pessoas se sentam e observam os outros passarem ao invés de olhar para a pessoa que está ao seu lado e conversar com ela. Aqui em Prenzlauer, você não fica no café para ver e ser visto, você está no café aproveitando o momento com a pessoa que você escolheu para estar lá com você, dividindo o espaço e compartilhando com o outro. Por fim, dei uma passada na Victoria met Albert, que tem louças e roupas lindas e bem em frente tem a Goldhahn & Sampson, uma loja de especiarias, compotas e docinhos especiais, além de vários com mimos para presentear.