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Como fotografar tortas

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Tortas fresquinhas de frutas estão na minha lista de coisas preferidas, tanto de comer quando de fotografar. Eu adoro doces que fazem equilíbrio com o azedinho refrescante de alguma fruta.

Como tortas tradicionalmente são cobertas com um trançado de massa, o recheio fica escondido, e nem sempre dá pra dizer do que é a torta só de olhar. Na hora de fotografá-las, fazer uma composição com as frutas ou ingredientes do recheio é legal não apenas pra criar composição interessante e viva de cores, mas também pra mostrar o sabor e passar a ideia de que a torta é fresquinha e feita de ingredientes de verdade.

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Como minhas tortas eram de maçã, usando o círculo cromático que mostrei nesse post aqui, escolhi um guardanapo verdinho florido, combinando com as maçãs vermelhinhas e a receita tropical.

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O dia estava nublado, mas na hora de tratar um pouco as cores tentei fazer com que o dia parecesse ensolarado, e pra isso aumentei um pouco a saturação e o brilho (mas bem pouquinho pra minha foto não ficar artificial demais). Olha a diferença que mexer só nessas duas coisas fez:

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Outra ideia pra usar em fotos desse tipo é usar alguma folhinha, como a de hortelã, por exemplo, reforçando o frescor da torta de frutas. Clique aqui para conferir receitas de tortas deliciosas. Depois é só se aventurar com a câmera e os utensílios na hora de montar a foto perfeita!

Plongée – Foodstyling

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O post de hoje é um post inspirativo sobre um estilo de fotos que eu gosto muito. O nome técnico desse ângulo é Plongée, e o nome é tão bonito quanto o resultado pode ser. São as fotos tiradas de cima, tipo uma ‘vista aérea’ da sua mesa.

Esse plano é usado geralmente pra mostrar várias coisas ao mesmo tempo. Eu acho legal quando a composição das coisas, nesse plano, está meio bagunçada, como se tudo estivesse sendo feito naquele momento, o doce acabado de ficar pronto e agora todos vão comer sem se importar com a foto (mas que foi tudo meticulosamente planejado pra passar essa ideia).

Gosto também de reparar nas bases e mesas usadas, que ficam em bastante evidência nesse tipo de foto. Minhas preferidas são as mesas rústicas, com acabamento ou pintura desgastado. Aqui você confere algumas fotos inspiradoras. Depois disso, é só correr pra cozinha.

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fontes: cookbook 365, maadfoodhouse, tartelette blog, drop dead gorgeous daily, adventures in cooking, aisha.yusaf, honey and jam, bakers royale, sweet paul mag

Ambientação

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Preparar um bom ambiente pra tirar suas fotos sempre lindas requer alguns investimentos. Pra ter sempre cenários diferentes, combinando com cada prato, é legal termos utensílios dos mais diversos tipos. Pra quem, como eu, tem costume de fotografar todas as comidas que saem da sua cozinha, isso acaba virando mais que um hábito, mas um vício mesmo. Cada vez que você entra numa loja de decoração sai de lá com alguma coisinha, já imaginando com que cardápio ela vai combinar perfeitamente.

Claro que não dá pra ter mil jogos de café, toalhas de mesa, talheres e etc (nem haveria espaço pra guardar aqui). Por isso, os meus utensílios de cozinha são todos uma bagunça. Cada um de um tipo. Mas acho que acaba sendo um charme na minha casa, um estilo rústico e próprio.

Eu tenho um costume, que fica aqui como a dica de hoje, de toda vez que passo na frente de uma loja de tecidos ou um armarinhos entrar e buscar por retalhos ou pedaços pequenos de tecidos bonitos. Usando eles você pode variar sempre nas composições, sem sair tão caro. Pode dispô-los na imagem como uma toalha de mesa, como um guardanapo, qualquer coisa. Sem acabamento mesmo, já que ele não precisa aparecer inteiro. Mas opte por estampas delicadas e fofas. Alguma que você usaria de verdade na sua mesa.

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Dá uma olhada nessas fotos que eu tirei dos brigadeiros de Nutella que eu fiz essa semana pra receber meu sobrinho aqui em casa. A receita você encontra aqui 🙂

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Dicas de Preparo

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Quando estamos fotografando alguém, nosso desafio é fazer com que a pessoa fotografada relaxe e se sinta confortável à frente da câmera. Com a comida, por sorte (ao menos que você goste das coisas mais mal-passadas e sua comidinha fale), não precisamos nos preocupar com isso. Mas nosso desafio não é tão diferente assim. Fotografar comida é deixar aquele prato confortável não só aos olhos, mas também ao paladar de quem olha.

Várias vezes quando a gente sai pesquisando sobre foodstyling, descobrimos que existem vários truques estranhos pra deixar a comida mais bonita na foto, alguns que deixam tudo impossível de comer no final. Se, como eu, seu objetivo não é que isso aconteça, existem outras coisinhas em que a gente pode se antenar na hora da preparação e montagem que vão ter efeitos bem positivos também.

Um deles é sempre fotografar seu prato bem fresquinho. Por isso, é bom planejar suas fotos antes mesmo de começar a cozinhar, e registrar tudo assim que estiver pronto. Com sorte, você consegue até capturar o vaporzinho, se for um bolo recém saído do forno.

Buscar sempre os melhores ingredientes, além de deixar tudo mais gostoso, também deixa tudo mais bonito. Carregue com você a informação de quando chegam as frutas novas no mercado municipal, e em qual loja vendem as framboesas mais vermelhinhas. Manter contato com os fornecedores sempre traz vantagens (e os produtos mais bonitos). Faça todo mundo saber que você gosta de fotografar o que cozinha.

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Caprichar na composição dos elementos e ser cuidadoso na hora de posicionar o personagem principal é a última e mais relevante dica do post de hoje. Nem todos os cookies saem iguais e lindinhos do forno (às vezes acontece alguma coisa misteriosa com alguns deles lá dentro do forno), mas a magia da fotografia é a gente poder fingir que sim. Então escolhemos os mais bonitos, colocamos eles no melhor ângulo, e deixamos os mais tortinhos desfocados dando volume lá no fundo.

cookies-foodstyling-catia-farias-ickfd2cookies-foodstyling-catia-farias-ickfdcookies-foodstyling-catia-farias-ickfd3Nesses cookies do post de hoje eu segui essa receita da Fran, mas substituí a macadâmia por nozes e as gotas de morango por gotas de chocolate. Cozinha, criatividade e fotografia sempre se complementam. 🙂

Como fotografar macaron

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Macaron é um dos meus doces preferidos do mundo. E não é nem pelo sabor. O macaron me ganha por ser um dos doces mais lindos e fotogênicos que existem. Por ter cores lindas e variadas e parecer um pedacinho comestível de arco-íris.

Na hora de fotografar esse ou qualquer doce colorido, pratos ou utensílios com cores fortes podem roubar toda a cena. Pro post de hoje eu fotografei macarons e escolhi que as cores fossem rosa e verde claro, que são cores complementares (o que significa que quase sempre vão ficar em harmonia juntas por apresentarem bastante contraste entre si). Pra quem não sabe, existe um ‘mapa’ das cores, um circulo cromático, que você pode usar como um guia quando precisar escolher cores pra alguma composição. As cores complementares são aquelas que ficam exatamente em lados opostos do círculo. Não significa que só se você combinar exatamente essas cores juntas vai ficar bom. A escolha de cores depende muito também de gosto pessoal e, principalmente, bom senso!

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Pra destacar muito bem as cores dos meus macarons e, principalmente, a sua textura inigualável, escolhi uma combinação de pratinho-superfície-acompanhamento de cores bem clarinhas. Pra capturar a textura, tirei umas fotos bem de perto. Fotos assim são chamadas de ‘Macro’, e são usadas pra capturar detalhes, deixando o resto mais desfocado.

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Pra mais uma vez provar que não precisamos de iluminação artificial quando temos a natural, usei só a iluminação de uma janela. É importante que a janela seja grande e que esteja entrando bastante luz por ela. Pra iluminar o outro lado e eliminar aquelas sombras escuras, usei o bom e velho refletor caseiro que eu mostrei aqui no meu primeiro post. Sim! O refletor funciona também em ambientes fechados.

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Agora que você já sabe como fotografar macarons e já tá morrendo de vontade de comer um, clica aqui pra ver a receita dos macarons de framboesa da Dani! 🙂

Refletor Caseiro

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Uma das coisas mais difíceis pra gente que gosta de caprichar na decoração e apresentação de uma receita é a hora de cortar pra servir, não é? Acho que esse é um dos motivos pelos quais a gente gosta tanto de tirar fotos de comidinhas, pra sentir menos pena na hora de destruir tudo. E aí já que a gente não pode compartilhar com todos o sabor daquele docinho, podemos mostrar pra todo mundo como ele ficou lindo!

O meu lema é que a gente deve caprichar tanto na foto quanto caprichamos na preparação, pra não desvalorizar nenhum detalhe. E tirar foto de tudo! Até daquele brigadeiro de colher despretensioso, que era pra ser só uma companhia num dia carente.

Assim como a cozinha, a fotografia também tem uns truquezinhos, que podem ajudar a deixar nossa foto caseira com cara de Pinterest.

O item principal e que a gente mais deve investir numa foto é a iluminação. Ouso dizer que uma boa iluminação é até mais importante que uma boa câmera.

Não precisamos de vários spots de luz pra iluminar uma foto quando temos a melhor fonte de luz do universo de graça todos os dias no nosso quintal: o sol. O problema do sol é que ele é só um, e ter só uma fonte de luz faz só um lado do seu bolinho ficar mais iluminado e causar muita sombra do outro lado. Ou seja, as partes claras da foto ficam claras demais e as partes escuras ficam escuras demais. Esse contraste muito grande na iluminação pode fazer seu doce perder aquela textura bonita na foto, ou esconder os detalhes na claridade ou na escuridão.

O truque pra resolver esse problema é bem mais simples do que pode parecer. Podemos usar a luz do sol dos dois lados do nosso objeto apenas refletindo ela. E pra fazer isso um simples pedaço de isopor branco basta (ou então aqueles protetores de colocar no carro nos dias de sol, sabe? Aqueles prateados. Também funcionam). Assim:

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É só ver a altura em que o sol tá e fazer um ângulo mais ou menos de uns 60 graus entre ele e os objetos da sua foto.

A diferença que faz é bem visível:

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Assim, as sombras ficam mais suaves e a câmera vai registrar melhor todos os detalhes da sua obra :).

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Quando a comida é a estrela

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Ao planejarmos uma sessão de fotos de comida, muitas vezes começamos pensando primeiro na produção. Qual prato iremos usar? De que cor sera o fundo? Vou colocar um talher? Qual e de qual lado? Vou colocar mais algum elemento de produção nesta foto? Um tecido colorido? Liso? Estampado? Claro ou escuro?

Ufa, é tanta coisa pra pensar que muitas vezes acabemos nos esquecendo da estrela principal, a comida. Pois aqui, com dois exemplos de sobremesas bem simples, mostro que é possível sim, fazermos uma bela foto de comida onde a estrela brilha sozinha! Claro, uma foto na mesa da cozinha, com uma luz fria não ficará tão bonita, mas pensando apenas em um bom ângulo , um fundo bonito e uma bela luz, podemos obter belos resultados.

E a receita do cuscuz de tapioca com coco queimado e leite condensado não poderia ser mais simples, nem ao forno vai! A outra receita?! É de um bolo típico croata, feito com nozes pecan. Quando estiver chegando perto do primeiro jogo do Brasil jogo na Copa, eu conto!

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Ingredientes do Cuscus de Tapioca:

  • 1 xícara de chá de COCO QUEIMADO RALADO
  • 1 colher de café de SAL
  • 2 xícaras de ÁGUA morna
  • 5 colheres de sopa de AÇÚCAR
  • ½ xícara de LEITE CONDENSADO
  • 500 gr de FARINHA DE TAPIOCA granulada

Modo de preparo:

  1. Bata o coco ralado com a água no liquidificador
  2. Em uma tigela, adicione o açúcar, o sal  e a tapioca granulada.
  3. Misture bem.
  4. Molhe levemente uma forma de buraco no meio ou de bolo inglês.
  5. Despeje a massa e cubra com um pano.
  6. Espere cerca de 30 minutos até que firme.
  7. Sirva com o leite consesado e decore com côco ralado fresco.

Como fotografar sorvete

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Nestes dias tórridos de verão, nada melhor que um sorvete, não é mesmo?

Tomar sorvete é uma delícia, dá uma boa refrescada! Mas em compensação, fotografar sorvete – que já não é tarefa fácil em dias “normais”, em dias assim fica ainda mais difícil. Em  dias que a temperatura ultrapassa os 30ºC, utlizamos alguns artifícios para que a foto saia como esperado.

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Com a câmera posicionada em um tripé, monte primeiro todo o cenário da foto. Muitas vezes  eu utilizo um mock up, que é um sorvete cenográfico. Caso seja necessário, faço um sorvete falso com gordura e açúcar até chegar na cor e textura do sorvete original.

Às vezes o sorvete fica tão parecido, que nem é necessário substituí-lo pelo sorvete real na hora do clique, porém na maioria das vezes, depois de tudo ajustado, troca-se a bola de sorvete falso por uma do sorvete verdadeiro para dar mais realismo  à foto.

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Eu também gosto de criar novos sabores de sorvete, mas nem sempre os faço desde o começo. Na maioria das vezes, compro um pote de sorvete de creme, e crio sabores novos com esta base.

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O de hoje foi de chá verde, wasabi e saquê.

Fiz apenas a quantidade que iria servir – duas pessoas:

  • 6 bolas de sorvete de creme
  • 2 colheres de sopa de chá verde em pó
  • 1 colher de sobremesa de wasabi
  • 2 colheres de sopa de saquê
  • 1 colher de sobremesa de xarope de açúcar

Misture bem e leve ao freezer até que esteja com a consistência firme.

Fica suave, levemente picante e super refrescante!

Foto Referência

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Muitas vezes, ao participar de trabalhos como foodstylist, recebo fotos referência do cliente e tenho que me virar pra chegar naquele resultado. Nem sempre é tão fácil como parece!

As fotos podem enganar (e muito) e aquele prato tão simples, normalmente, é o mais complicado de se fazer. Dia desses, me deparei com vidros com os ingredientes secos de bolos e cookies em camadas, bastando apenas acrescentar os líquidos e aquecer para chegar ao resultado final. Resolvi tentar fazer em casa!

Vou listar as dificuldades que encontrei:

  • Escolher o vidro;
  • Fazer a receita proporcional ao tamanho do vidro escolhido;
  • Fazer com que a receita funcione mesmo com os ingredientes – líquidos e secos fracionados;
  • Colocar estes ingredientes em camadas, distribuindo-as por igual;
  • Fazer com que o volume calculado caiba no vidro escolhido;

Neste caso, o que valeu mesmo foi a tentativa e erro! Utilizei um funil para colocar os ingredientes no vidro e um socador destes de tempero para compactá-los. Depois limpei camada por camada com um pincel, antes de colocar a próxima camada. Posso afirmar que foi uma terapia – requer um bom tanto de paciência – mas no final valeu a pena!

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Briefing

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Em um dia-a-dia de fotos de gastronomia, é super importante começar uma sessão fotográfica com um bom briefing. Mas o que é um briefing?

O briefing é uma espécie de roteiro do que o cliente quer. Se este for bem feito, vai facilitar e muito a produção das fotos de comida feitas para publicidade. Normalmente, quando participo do desenvolvimento de campanhas publicitárias, recebo o briefing do cliente especificando como ele espera que o trabalho seja feito e qual a expectativa com relação ao resultado final.

Quanto mais específico o briefing, mais fácil o desenvolvimento do trabalho do produtor/foodstylist e, consequentemente, mais fácil atingir as expectativas do cliente. Vamos pegar o exemplo deste tartar de salmão. Primeiro, esbocei grosseiramente como queria meu tartar. Esta é uma etapa importante para visualizarmos qual o resultado queremos obter.

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Depois desta etapa, costumo listar os ingredientes que vou utilizar na receita. Caso vá mostrar os ingredientes, gosto também de escolher a produção e o fundo em que eles serão clicados.

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Depois do prato montado, costumo variar a produção para ver qual fundo e qual cenário funciona melhor com o prato em questão. Olha só que diferença fez neste caso, o tartar em um fundo mais rústico, de madeira, e o mesmo tartar no fundo preto.

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Qual você prefere?

Foodstyling – Maçãs

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Já comentamos que a produção de cena é fundamental para a fotografia. O click de frutas, por exemplo, maçãs, pode fazer toda a diferença de acordo com o contexto em que estão inseridas. Separei algumas maçãs pequenas e opacas, daquelas vendidas em saquinhos nos supermercados, e as coloquei dentro de uma cesta de pães (a qual eu já havia retirado a alça). Por baixo, uma toalha rústica em tecido grosso com um leve movimento sob a mesa, simulando ‘ondas’. Bastou posicionar a cesta com as maças que já era possível fazer uma foto bem simpática delas (diferente do que seria fotografá-las no saco plástico).

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Como as maças eram um tanto quanto opacas, o ideal é lustrá-las com uma flanela (assim como faria se fosse presentear a minha professora anos atrás com a fruta!). Quanto mais você lustrar a maçã, mais brilhante ela vai ficar. Cuidado para não arrancar o cabinho. Ele é o charme da fruta. Se ainda estiverem com aquela folhinha verde, tipo maçã de desenho animado, melhor ainda. Preserve-a!

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Devidamente lustradas, chegou a hora de dar aquele ar de frescor às maçãs. Aquele toque final que fará com que as pessoas olhem a foto e tenham aquela súbita vontade de devorá-las. Como se cada maçã segurasse uma plaquinha de autopromoção: “Coma-me, por favor!” Basta borrifar um pouco de água nelas e pronto! E aí? Bateu aquela vontade de dar uma mordida?

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Foodstyling – Macarrão

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Domingo! Dia livre!! Dia de fazer uma massa! Fotografar e postar!
Parece simples, mas nem sempre sai com o resultado esperado… Dia desses me deparei com um domingo livre, uma vontade de comer massa e fotografá-la, mas sem vontade alguma de ir ao mercado. Busquei ingredientes que tinha na geladeira e na despensa. E parti pra ação.

Um bom mise en place é essencial também na hora da foto! Mise en place? É o termo francês que significa “pôr em ordem, fazer a disposição”. É a etapa inicial para o preparo de qualquer prato, na qual separam-se todos os utensílios e ingredientes necessários para executá-lo.

Comecei pelos ingredientes. Achei meio pacote de massa longa – um linguine, um vidro de funghi secchi fechado, esperando para ser usado, castanhas do Pará e uvas passas já abertas. Duas linguicinhas defumadas que tinha usado pra fazer uns “hot dogs” dias atrás, três tomates e um saquinho de couve de Bruxelas que havia comprado na feira com uma vontade louca de fazer um cozido, mas que até então ainda não tinha se quer sido planejado. Juntei aí pápricas doce e picante, para saltear as linguicinhas, acrescentei um pouco de chilli e também uma lata de creme de leite.

Guardei o caldo do funghi, e já deixei a massa pré-cozida. Tirei a pele e as sementes dos tomates e cortei em cubinhos. Dei uma pré-cozida também nas couves de Bruxelas e depois cortei-as ao meio. Piquei grosseiramente as castanhas do Pará. Meu mise en place para cozinhar estava pronto, mas para fotografar ainda não. Precisava achar onde colocaria todos estes ingredientes. Procurei potinhos dos tamanhos e cores dos ingredientes que eu agora já sabia o quanto renderam.

Todos acomodados, utilizei um fundo de madeira de demolição e fotografei-os de cima.

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Separei os fios de massa em “montinhos” para a montagem do prato para foto, depois posicionei os fios como um ninho no prato, facilitando assim a disposição, podendo regular volume e altura.
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A escolha da louça também é importante. Escolhi neste caso um prato raso, mas poderia ficar bonito também se fosse montado em um prato fundo – aí variaria apenas o ângulo que o prato seria fotografado.
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Fiz o molho “pra comer”, porém guardei um pouco do molho e de cada um dos ingredientes separados para que ficassem visíveis na hora da montagem do prato. Acho importante visualizar os ingredientes quando vemos uma foto de comida. Na hora da foto, utilizei o mesmo fundo para manter uma linguagem visual. É importante também saber qual sensação queremos transmitir com a foto do prato pronto. Uma foto do prato inteiro, sem produção passa uma cena diferente da foto mais ambientada.

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Já com um guardanapo ao lado, talher e um “pé de taça”, mesmo que não esteja cheia (como foi o caso da foto abaixo), pois acredito que cada foto conta uma história, e neste caso, a produção pode fazer toda a diferença!
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