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Filme – Sem Reservas

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resenha-filme-sem-reservas-julia-sardenberg-sabores-da-isy-capa-do-filme-ickfdFonte: Sabores da Isy

O longa é um daqueles sessão da tarde que não vivemos sem! ;D Se está procurando um filminho relaxante e bonito para o domingão esse é uma ótima opção. Com um elenco de primeira com Catherine Zeta-Jones (Chicago) como protagonista, a pequena Abigail Breslin (Pequena Miss Sunshine) e Aaron Eckhart (Obrigado por Fumar) como Nick.

Catherine é Kate, uma chef de cozinha de mão cheia, perfeccionista, metódica que vive pela sua carreira. Depois de perder sua irmã em um acidente de carro, a protagonista recebe a custódia de sua única sobrinha, Zoe. A vida da chef vira de cabeça para baixo, quando encontra em uma cena um homem cantando ópera na cozinha do restaurante sofisticado em que trabalha. O cantor é Nick, chef contratado para substituí-la enquanto a chef se adapta ao novo cotidiano com uma criança morando em sua casa.

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Ao longo do filme a relação de Nick com Kate se torna um romance aos poucos com o colega criando uma amizade com a garota que começa a acompanhar a tia ao seu trabalho e aprendendo as habilidades culinárias. A construção do relacionamento entre as personagens começa quando a protagonista ao esquecer a menina na escola lhe concede um desejo. Em seguida, a garota pede que o colega de cozinha antes tão odiado vá cozinhar no apartamento de sua tia. Nesta cena podemos ver como o relacionamento e a construção de uma família nova para Zoe pode dar certo.

O aprendizado da menina na escola fica prejudicado por conta das noitadas no restaurante com a chef. Uma funcionária da escola alerta Kate dizendo que se ela não parar de levá-la ao restaurante a escola terá que avisar o juizado de menores e a garota poderia ser levada para um orfanato. Zoe para de acompanhá-la e a sua tia percebendo a tristeza da garotinha tira alguns dias de folga do restaurante. Quando volta a trabalhar encontra um ambiente diferente do que deixou, a dona do restaurante e clientes começam a reportar dúvidas, sugestões e elogios ao seu substituto. Além disso, a dona do local oferece o cargo de chef para Nick que recusa.

resenha-filme-sem-reservas-julia-sardenberg-dicas-de-filme-pela-scheila-nick-e-kate-na-cozinha-ickfdFonte: Dicas de Filme pela Scheila

A mulher que antes era solitária e isolada agora tem um relacionamento amoroso e família. Mas percebe que tudo está a ponto de ruir quando descobre que a dona do estabelecimento ofereceu seu cargo ao seu colega. O sub-chef recebe a oferta para chef executivo em um restaurante em Chicago. Kate ao saber da verdade vai até sua casa contrariando suas regras e seu medo de relacionamentos pedindo para Nick ficar.

Em uma das cenas deliciosas do filme vemos o tiramissú de Nick que é de arrancar suspiros e fazer qualquer um tomar coragem de correr para cozinhar e se aventurar! A obra é interessante para quem tem curiosidade de ver a dinâmica dentro de uma cozinha refinada. Sem falar, que em algumas cenas vemos pratos maravilhosos e como o funcionamento de um restaurante é regrado e um trabalho totalmente em equipe.

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O crescimento da personagem de Zeta-Jones de uma mulher bloqueada emocionalmente, que não aceita palpites ou críticas para uma pessoa mais aberta, amorosa e menos regrada fica claro ao final da obra. Um longa delicado e interessante por colocar uma mulher forte, moderna e com uma carreira sólida é um prato cheio para quem procura personagens mais complexas e que façam o espectador se identificar e embarcar no roteiro de corpo, alma e até mesmo estômago! ;D Além disso, o longa-metragem é uma refilmagem de um filme alemão chamado “Simplesmente Martha“.

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O filme mostra uma Catherine Zeta-Jones mais madura depois de sua ascensão no filme Chicago em 2003. Para se preparar para o papel de chef, Zeta-Jones disfarçada trabalhou durante um dia no restaurante Fiamma Osteria, de Nova York. E alguns clientes chegaram a desconfiar e mencionar sua semelhança com a atriz. 

Ficha Técnica: 

No Reservations

Ano: 2007

Direção: Scott Hicks

Duração: 103 minutos

Elenco: Catherine Zeta-Jones, Aaron Eckhart, Abigail Breslin, Bob Balaban, Zoe Kravitz e Patricia Clarckson

Filme: Tomates Verdes Fritos

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A dona de casa Evelyn, interpretada pela atriz renomada, Kathy Bates, vive insatisfeita com o seu casamento e em uma visita a sua tia Vesta em uma casa de repouso para idosos com seu marido Ed conhece uma velinha, viúva de 83 anos, chamada Ninny Threadgoode (Jessica Tandy). A senhora adorava contar histórias e ao decorrer do longa, a dona de casa começa uma amizade com Ninny ao ouvir todos os seus relatos. 

resenha-filme-tomates-verdes-fritos-julia-sardenberg-cozinha-brilhante-ninny-e-evelyn-ickfdFonte: Cozinha Brilhante

O roteiro do filme se passa durante as décadas de 90 e 30, com duas narrativas diferentes. Cleo conta a vida de sua parente Idgie Threadgoode nos anos 20, uma mulher que fugia dos padrôes, um espírito livre que pensava a frente de seu tempo e é a heroína da história. A velinha conta como a personagem tornou-se essa figura forte e heróica. Como perdeu o seu irmão Buddy quando era criança ao lado de Ruth, filha de uma amiga da família. As duas viram o jovem ser atropelado por um trem ao ficar preso nos trilhos.

resenha-filme-tomates-verdes-fritos-julia-sardenberg-mercado-livre-ruth-jamison-ickfdFonte: Mercado Livre

Buddy era a única pessoa que entendia a irmã que desde pequena tinha uma personalidade forte e única. Com o seu falecimento a menina isola-se de sua família e cresce indo para a cidade jogar pôquer, pescar e beber. Idgie torna-se adulta, reencontra Ruth Jamison na casa de sua mãe e as duas iniciam uma amizade. Cada uma com personalidades opostas, uma é livre, independente e não se importa com as opiniões alheias. E a outra introspectiva, devota a igreja e vista como uma dama.

resenha-filme-tomates-verdes-fritos-julia-sardenberg-blog-ao-natural-buddy-threadgoode-ickfdFonte: Blog – Ao Natural

No fim do verão, Jamison casa-se com Frank Bennet e vai morar com o marido. Idgie promete a si mesma nunca mais rever a amiga mas recebe a incubência da mãe de entregar uma torta para o jovem casal, ao chegar a casa descobre que Frank bate em sua esposa covardemente e que ela está grávida.

Com o falecimento da mãe de Ruth, as amigas se reencontram na casa da jovem esposa e confrontam Bennet que é ameaçado por Big George, um homem que trabalha e cuida de Threadgoode desde pequena. As personagens conseguem fugir e recebem um generoso empréstimo para abrir um café na cidade, o Whistle Stop Coffee. As coisas começam a ir bem no café.

As jovens mulheres criam a receita que dá nome ao filme os famosos tomates verdes fritos. Mas a felicidade dura pouco porque Frank tenta sequestrar Buddy Jr, acaba não conseguindo e desaparece. Com o sumiço do homem, um investigador visita o local e começa a suspeitar das donas e Big George. O caminhão de Bennet é encontrado nos arredores do Whistle Stop e a culpa recai nos ombros da moça e seu amigo fiel. Os dois são levados ao tribunal mas como não existiam provas para condená-los o caso é encerrado.

Ao ouvir essa história Evelyn, começa a se inspirar nela e tentar mudar a sua auto-imagem e forma de se comportar com o marido. A senhora de meia-idade que antes vivia para servir o marido começa a seguir os conselhos de Ninny, arranja um trabalho e começa a se exercitar.

resenha-filme-tomates-verdes-fritos-julia-sardenberg-rtve-es-elenco-ickfdFonte: RTVE.es

Idge é o tipo de personagem que gera adoração, em uma das cenas do filme a moça demonstra uma coragem surreal quando se dirige a uma árvore cheia de abelhas, coloca sua mão dentro do tronco e colhe mel fresco em meio a várias abelhas voando. Nesse momento é como se o caos das abelhas acalmasse o caos dentro dela.

O filme recebeu 2 indicações ao Oscar, nas categorias de Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Roteiro Adaptado. A história é essencialmente sobre amizade, coragem e os maravilhosos tomates verdes fritos que nos fazem salivar a cada cena! Com uma história sublime, sensível e carregada de reflexões no âmbito das relações humanas e do papel da mulher na sociedade esse é um longa para ver nas horas de falta de inspiração. Mas prepare-se para experimentar essa receita excêntrica com os olhos e desejar estar dentro do filme desfrutando dessa maravilha!

Ficha Técnica:

Tomates Verdes Fritos

Direção: John Avnet

Ano: 1991

Duração: 2h17 – 130 minutos

Elenco: Kathy Bates, Jessica Tandy, Mary Stuart Masterson, Mary-Louise Parker, Cicely Tyson e Chris O’donnell.

Filme: Ratatouille

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resenha-filme-ratatouille-julia-sardenberg-cinema-e-comida-blog-mistura-net-capas-gratis-capa-do-filme-ickfdFonte: Mistura Net Capas Grátis

O longa conta a história de uma amizade improvável. A amizade entre um homem e um rato. Na primeira cena conhecemos Remy, um roedor com sentidos altamente desenvolvidos e amante da culinária de Auguste Gusteau, chef de cozinha francês. O enredo tem como cenário a Cidade da Luz, Paris. E para realizar o filme foram tiradas mais de 4.500 fotos da cidade para serem usadas como referência durante as filmagens.

Auguste Gusteau, acreditava que qualquer um consegue cozinhar. E essa crença fica muito clara durante todo o longa. O ratinho Remy que morava escondido com a sua família na casa de uma senhora é descoberto e expulso com a sua família. O animalzinho acaba se perdendo da família durante a fuga, rouba o livro de Gusteau e em seu imaginário começa a conversar com o cozinheiro.

resenha-filme-ratatouille-julia-sardenberg-cinema-e-comida-royal-albert-hall-remy-e-emile-ickfdFonte: Royal Albert Hall

A ilustração do chef que toma vida é a sua única companhia até o ratinho encontrar o restaurante Gusteau’s e acidentalmente entrar na cozinha. Remy, que encontra Alfredo Linguini, um jovem desastrado e recém-empregado, tenta ajudá-lo a temperar uma sopa que o rapaz sem conhecimento algum sobre alta gastronomia acaba estragando. O ratinho então usa suas habilidades apuradas para temperar a sopa antes de tentar fugir do restaurante. Mas o garçom do estabelecimento sem perceber o ocorrido serve a sopa feita pelo rato e recebe grandes elogios da crítica culinária Solene Leclaire.

resenha-filme-ratatouille-julia-sardenberg-cinema-e-comida-cinemaniac-2008-remy-e-linguini-ickfdFonte: Blog – Cinemaniac 2008 

O chef Skinner, substituto de Gusteau descobre a presença do animal e encarrega Linguini de matá-lo. Porém, o rapaz em um ato de misericórdia salva o roedor e inicia uma amizade com a pequena criatura. E em seguida, Skinner pede que o rapaz reproduza a sopa, e os novos amigos percebem que podem tirar proveito da relação. O jovem esconde o roedor embaixo de seu chapéu de chef e é controlado por Remy, como um fantoche conseguindo fazer com que o humano reproduza os movimentos corretos para cozinhar.

Skinner pede que a cozinheira durona Colete ensine Alfredo Linguini a cozinhar e desse aprendizado surge uma relação amorosa. Além disso, a receita nova de sopa ganha público e o local começa a recuperar a sua reputação antes perdida.

resenha-filme-ratatouille-julia-sardenberg-cinema-e-comida-wall-alphacoders-remy-paris-ickfdFonte: Wall Alphacoders

Durante o longa, descobrimos que o chef que está no lugar de Gusteau cria versões de comida congeladas e industrializadas. Algo que o chef em vida jamais permitiria. E o telespectador percebe a cada cena que o homem que está no lugar do grande chef francês é um homem desprezível que faz de tudo para lucrar às custas da imagem do falecido dono do estabelecimento. Mas o verdadeiro vilâo na história é Anton Ego, um dos maiores críticos de gastronomia, que com a volta da fama do Gusteau’s resolve voltar ao local e experimentar o melhor prato da casa. 

Ratatouille ganhou o Oscar de Melhor Animação no ano de 2008 e um Globo de Ouro, sem falar que todos que sonham serem chefs de cozinha renomados deveriam assisti-lo porque o longa é inspirador. E como muitas das animações da Pixar poderia ser considerada para crianças e adultos por ter um roteiro inteligente com uma história que pode agradar a todas as idades. Afinal, a história é um prato cheio, abordando a importância da amizade,  humildade e a coragem para seguir sonhos.

resenha-filme-ratatouille-julia-sardenberg-cinema-e-comida-goodfon-remy-linguini-skinner-ickfdFonte: Goodfon

Recomendo que assista com a sua família em um domingo depois de comer uma refeição grande pois os pratos feitos na animação aparentam ser deliciosos! E o curioso é que foram criados mais de 270 tipos de comida em um computador para este filme. Com cada um dos pratos sendo feitos primeiro em uma cozinha real e depois fotografados para servirem de referência.

 Ficha Técnica:

Ratatouille

Direção: Brad Bird

Ano: 2007

Duração: 1h 50

Elenco: Patton Oswalt, Thierry Ragueneau, Brad Garrett e Janeane Garofalo

Filme: Comer, Rezar, Amar

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filme-comer-rezar-amar-julia-sardenberg-cinema-e-comida-capa-ickfdFonte: Gamecover

A história foi baseada em um best-seller com 4 milhões de cópias vendidas e conta a vida da autora Elizabeth Gilbert. Com um elenco renomado a autora é interpretada por ninguém menos do que Julia Roberts. E além disso, conta com James Franco e Javier Bardem.  O longa conta a história de uma mulher procurando por respostas, o apetite da vida, da alma e do estômago. Quem nunca quis largar tudo e ir viajar por um ano? Liz é uma mulher independente que sonha viajar e descobrir novas sensações, comidas, línguas e perspectivas de vida. Na Itália, a personagem encontra novos amigos, sabores e como apreciar a vida sem culpa praticando o Dolce Far Niente (o prazer de não fazer nada), ou seja, o ócio.

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Fonte: Entenda os Homens

Na Índia, a protagonista tenta meditar em um templo e como muitos de nós, não consegue na primeira vez, mas faz novas amizades, como quando conhece Richard. Era um homem de meia idade que parecia não gostar no início de Liz, mas começa a ensiná-la a acabar com seus medos. Continua conhecendo pessoas e aprendendo com cada uma a ver a vida de formas diferentes. Roberts que nasceu católica e batista, apaixonou-se pelo hinduísmo e chegou a tornar-se praticante e a incentivar os membros da sua família a se converterem também.

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Fonte: Viagens Cinematográficas

Imagine a cena, você vai visitar um templo para entrevistar um guru famoso e ele prevê que você terá um casamento curto e um longo. E ainda, que você perderá todo o seu dinheiro em 6 meses, voltará para morar em Bali por alguns meses e Ketut Lyer (o guru do longa) lhe ensinará tudo que sabe.  Várias cenas do filme foram filmadas nos locais descritos no livro, como exemplo, na casa real de Ketut. O diretor buscou deixar os locais do filme o mais próximos da descrição de cada um no best-seller de Gilbert.

Nas cenas em Bali, Liz conhece Felipe, papel de Bardem, um brasileiro, e durante as encenações com o ator a trilha sonora fica mais refinada e interessante com músicas brasileiras como: Wave, de Tom Jobim, Samba da Benção de Vinicius de Moraes e Baden Powell, interpretada por Bebel Gilberto.

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Fonte: Linguagem Cinéfila 

O espectador fica o longa todo esperando um final feliz, desejando viajar e experimentar novas culinárias. Os pratos que Liz Gilbert cria ou come nos restaurantes são de dar água na boca, recomendo que veja o filme com a pipoca caramelada do ICKFD e termine com uma receita italiana como o Spaghetti ou um belo pedaço de pizza! ;D

 O longa é um daqueles filmes para ver enquanto planeja viagens ou está triste, o seu dia e motivação irão melhorar. Você sentirá aquela vontade de desbravar o mundo e a si mesmo.

Ficha Técnica:

Comer, Rezar, Amar (Eat, Pray, love)

Direção: Ryan Murphy

Ano: 2010

Duração: 2h 20

Elenco: Julia Roberts, Javier Bardem, James Franco, Richard Jenkins, Billy Crudup e Viola Davis.

Filme: Chocolate

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filme-chocolate-julia-sardenberg-capa-do-filme-chocolat-ickfdFonte: Colorindo Nuvens

Um Filme para alegrar os corações chocólatras! O longa Chocolat (Chocolate em português) com interpretações de grandes atores como Juliette Binoche, Johnny Depp e Judi Dench se passa no ano de 1959 em um pequeno vilarejo (fictício) na França chamado Lansquenet. A atriz Juliette Binoche foi indicada para o Oscar de melhor atriz pelo filme. Binoche faz o papel de Vianne Rocher, uma mãe solteira que viaja levando o chocolate e os seus conhecimentos sobre o cacau pelo mundo. O filme mostra uma mulher sem preconceitos, uma nômade que segue o vento por onde vai com a sua filha Anouk – o vento as guia. Vianne chega ao vilarejo e encontra o desafio de persuadir os moradores com o chocolate em plena Quaresma.

A personagem aluga uma confeitaria e a chama de Chocolaterie Maya, transmitindo seus conhecimentos sobre o doce. Porém, a confeiteira encontra um relacionamento conflituoso com o Conde de Reynaud, o líder do local. O que no início parece ameaçar o sucesso da chocolateria, porque o conde começa a envenenar as cabeças das pessoas de Lansquenet contra a chef confeiteira . Então, Vianne começa a perceber que as pessoas do vilarejo vivem de aparências e fazem de tudo para mantê-las.

filme-chocolate-julia-sardenberg-croportal-juliette-binoche-placa-chocolateria-maya-ickfdFonte: Croportal

O longa carrega uma sensibilidade, com personagens bem construídos e interessantes. Ao desenrolar da história a confeiteira começa a conquistar os moradores, ganhar clientes e criar laços. Cada pessoa que prova seus chocolates muda e podemos ver durante a obra que o doce exerce um poder, transformando as pessoas, revelando seus mais profundos desejos e qualidades, assim como a civilização Maia acreditava.

filme-chocolate-julia-sardenberg-bethenny-frankel-pinterest-vianne-armande-na-chocolateria-maya-ickfdFonte: Bethenny Frankel -Sophie Apelido  – Pinterest

Com uma narrativa linear, o longa leva um roteiro leve e bonito. E a cada cena, podemos nos sentir salivando pelos lindos doces que a confeiteira cria na sua loja. Recomendo que assista ao filme se deliciando com uma sobremesa bem chocolatuda! Além disso, a trilha sonora e fotografia são impecáveis com cenas em que o ator Johnny Depp que interpreta Roux, um cigano que chega ao lugar mostra suas habilidades musicais com um violâo e arranca suspiros do público feminino! ;D

filme-chocolate-julia-sardenberg-taste-of-cinema-cena-roux-e-vianne-violao-ickfdFonte: Challenges

Ficha Técnica:

Chocolate

Direção: Lasse Hallström

Ano: 2000

Duração: 122 minutos

Atores: Juliette Binoche, Johnny Depp, Judi Dench, Lena Olin, Carrie Anne-Moss, Alfred Molina e Peter Stormare

Filme: As Férias da Minha Vida

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Nesta comédia romântica, Queen Latifah interpreta uma mulher que aprende a se apaixonar pela vida quando descobre que tem apenas algumas semanas de vida. O filme se passa em New Orleans e retrata a vida de Georgia (Queen Latifah), que está desiludida pela rotina e principalmente em relação ao seu emprego pacato no departamento de utensílios de cozinha de uma loja bem sofisticada.

O trailer do filme mostra que se trata de um enredo leve, apesar de sombrear o tema da morte. Por ser uma comédia romântica, alguns clichês são esperados, porém aparecem algumas boas surpresas ao longo do roteiro também. Tudo isso dá um charme inesperado ao filme, que antes parecia ser até um pouco previsível demais.

O filme enaltece a culinária e outros aspectos culturais franceses, talvez por se passar em New Orleans, especificamente no bairro Cajun, que é repleto de influência francesa. Numa cena um tanto quanto sinestésica, Georgia passa um bom tempo preparando em casa um apetitoso frango assado, cuja receita ela aprendeu no programa de TV de Emeril Lagasse, um renomado chef-celebridade. Mas, em vez de comê-lo, ela embrulha o frango e o leva até seu vizinho. De volta para casa, prepara um jantar pronto no microondas. Voilà, essa é sua vida.

Georgia decide gastar todas as suas economias numa viagem à Europa, e é aí que o filme ganha mais corpo. Ela passa a desenvolver uma força natural de conseguir se fazer feliz e trazer felicidade aos outros com seu exemplo de vida.

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Novos personagens vão se apresentando, como o simpático chef de cozinha do hotel suíço vivido por Gérard Depardieu, e a história se torna mais dramática para aliviar um pouco a comédia romântica e concluir a mensagem moral proposta desde o início. Como bom francês, o chef traz para o enredo o bom gosto da gastronomia autêntica francesa e desenvolve uma grande amizade com Georgia, chegando até a dar-lhe a grande receita para a felicidade enquanto caminham pela feira: manteiga.

No fim das contas, o filme conquista por ser simpático e simples. A história de moral chega a ser um pouco simples, mas as surpresas ao longo do caminho tornam o trajeto do roteiro positivo. Latifah faz bem o seu papel, juntamente com os roteiristas que tentam fugir do clichê mais previsível sempre que possível.

Para quem assina Net, o filme está disponível no Net Now ou outros streamings como o Youtube e Netflix.

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Ficha Técnica:

As Férias da Minha Vida

Direção/roteiro: Wayne Wang/Martin Starger

Duração: 1h51

Atores: Queen Latifah, LL Cool J, Timothy Hutton, Gérard Depardieu, Alicia Witt, Giancarlos Esposito

***

Este post foi enviado pela Andreza Souza, leitora do ICKFD. Ela é uma futura publicitária de 24 anos, que estuda Comunicação Social na Universidade Anhembi Morumbi. Já cursou 2 anos de Jornalismo na mesma instituição, mas hoje a paixão por escrever se tornou um hobby que pratica nas horas vagas. Ama gastronomia, porque afinal é comida, mas tem ainda mais encanto pela confeitaria, pelas gordices! Qualquer coisa com chocolate já a agrada. Caso queiram entrar em contato com ela, basta mandar um e-mail para: souza.andreza210@gmail.com

Chef’s Table – Uma série sobre chefs ao redor do mundo

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Prepare o coração. Há pouco menos de duas semanas, a Netflix lançou em seu catálogo exclusivo uma série dedicada aos apaixonados por gastronomia, a Chef’s Table. Em cada um dos seis episódios, poderemos ver como é a rotina de grandes chefs ao redor do mundo. Nossas mentes curiosas e estômagos famintos vão saber quem são eles, onde vivem e o que comem (hehehe) mas, principalmente, como se inspiram a partir de ingredientes comuns ou têm a coragem de desafiar conceitos rígidos de algumas tradições. Imagine, por exemplo, servir um prato com seis tortellini (massa bem parecida com o capeletti) enfileirados e uma fina camada de molho ao redor. Seis. Uma trouxinha de massa atrás da outra. Servidas assim, sem pudores, num restaurante italiano de um chef italiano.

Foi o que Massimo Bottura, do restaurante Osteria Francescana, em Modena, na Itália, fez. Ele estrela o primeiro episódio da série. Nos seguintes, somos apresentados a outros chefs que, assim como Bottura, se destacaram na profissão. Como disse Francis Mallmann, chef do El Restaurante Patagonia Sur, em Buenos Aires, para crescer e se aprimorar é preciso caminhar um pouco à beira da incerteza.

Dá uma olhada no trailer:

O diretor da série é David Gelb, do documentário “Jiro: Os Sushis dos Sonhos de Jiro”. Logo mais vou postar uma resenha aqui!

Ficou animado para assistir? Eu também. Muitão! Só pra te deixar com mais vontade ainda, vou deixar os trailers de cada episódio pra você se encantar. Beijos :*

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Filme: O Grande Hotel Budapeste

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O Oscar já está batendo na porta e uma obra indicada a melhor filme e mais oito outras indicações não poderia deixar de estar nesta coluna cine-gastronômica, né? E, claro, para fazer jus ao nome do espaço aqui no blog, o filme precisava ter algum detalhe que nos levasse aos prazeres da boa e velha comilança. O Grande Hotel Budapeste traz isso e muito mais.

A trama do filme é um deleite aos olhos, ouvidos e coração. Nos faz sentir o gostinho da infância, como quando sentávamos próximo a alguém que nos contava histórias inventadas, e a estética da imaginação se traduz através das cores vibrantes e cortes de cena inesperados (se me perguntassem uma das coisas mais atrativas no filme, acho que a resposta seguiria por aí).

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O longa é contado por duas vozes: a do escritor (Jude Law) que visita o já decadente Grand Hotel Budapest, em 1968, e a do Zero Mustafa adulto (F. Murray Abraham), o aprendiz do nosso personagem principal: Monsieur Gustave (interpretado por Ralph Fiennes, o Voldemort de Harry Potter – mas seria injusto lembrá-lo dele apenas por causa desse papel; o cara estrelou no filme Dragão Vermelho, continuação de Hannibal Cannibal e também no excelente longa O Leitor, junto com Kate Winslet, lembra?).

Zero Mustafa adulto relembra os momentos de glória de sua vida desde que tornou-se o “lobby boy”, uma espécie de mensageiro e faz-tudo no hotel, do Grand Budapest. O ano é 1932; o lugar, uma cidadezinha imaginária nos Alpes Europeus. Zero (Tony Revolori), pré-adolescente de origem árabe e bigode finamente desenhado a lápis cajal, se aproxima da figura mais memorável do hotel, o concierge Monsieur Gustave, conhecido por sua vaidade, poder de sedução (ele só gosta das mais velhas) e alma de poeta frustrado.

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Aprendiz e mestre, os dois amigos se envolvem numa enrascada assim que Gustave descobre que uma de suas amantes, viúva e riquíssima (Tilda Swinton), foi assassinada e lhe deixou, no testamento, a maior preciosidade de sua fortuna: um quadro raríssimo. A partir daí, a aventura começa. Os filhos (estranhíssimos – são tipo uma versão gótico-assustadora no universo colorido do filme) não sossegam enquanto não têm nas mãos a herança completa e fazem questão de usar a violência para alcançar esse objetivo.

Todos as interpretações são dignas de tirar o chapéu. Além disso, Wes Anderson, o diretor do filme, escolheu atores muito bem gabaritados para compor a história. Além dos citados acima, tem também Bill Murray, Adrien Brody, Owen Wilsen e a jovem Saoirse Ronan, par do nosso lobby boy. No filme, Zero se apaixona pela querida e, com o perdão do trocadilho, doce confeiteira Agatha, que faz os doces mais delicados e deliciosos da região. São as courtesans au chocolat da chiquérrima confeitaria Mendel’s. O doce consiste em três “chouxs” recheadas com creme de chocolate e cobertas com um glacê de açúcar de confeiteiro, leite e corante. É quase como uma versão de torre do Saint Honoré que Hortense, personagem do primeiro filme dessa coluna, Os Sabores do Palácio. 

Receita e vídeo da Pâte à Choux 

Receita e vídeo do Creme de Chocolate

Receita do Glacê Royal

Grande-Hotel-Budapeste-resenha_marinamori-ickfd2Grande-Hotel-Budapeste-resenha_marinamori-ickfdHow-To-Make-Courtesan-au-Chocolat-From-Wes-Andersons-The-Grand-Budapest-Hotel1

Não dá uma vontade louca de comer? De preferência, assistindo a esse filme incrível. Beijo!

Ficha Técnica:

THE GRAND BUDAPEST HOTEL

Roteiro e Direção: Wes Anderson

Ano: 2014

Trilha Sonora: Alexandre Desplat

Filme: Chef

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As músicas latinas e cortes de cena em que as mãos ágeis do chef corta uma cebola aqui e raspa as cascas de uma laranja ali enquanto dança entre as panelas são as desculpas para você não tirar os olhos dos primeiros minutos do filme Chef, que estreou em agosto deste ano aqui no Brasil.

Assim que vi o trailer do filme, contei os dias para voltar ao cinema e me deliciar com mais novo filme de Jon Favreau.  Além de produzir e dirigir o longa, Favreau interpreta o personagem principal da história. Ele é Carl Casper, um chef renomado mas que está um pouco por fora das novidades digitais e alimentares. No requintado restaurante em que trabalha, em Miami, ele resolve atualizar o menu com pratos mais ousados. O problema é que o dono do lugar (Dustin Hoffman) é contra essa decisão até o último fio de cabelo, e não muda de ideia nem ao saber que o crítico gastronômico mais popular dos últimos tempos está para visitá-los.

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Com medo de ser demitido, Carl reproduz o menu de sempre ao convidado. O crítico não perdoa nada. Maltrata desde o ovo cozido com caviar na entrada ao petit gâteau de chocolate, fazendo questão de humilhar o chef para toda a internet.

A partir daí, a história dá uma virada louca. O chef segue o coração (e a dica da ex-mulher) e começa a vender a comida que acredita ser atrativa e gostosa de verdade num trailer, junto com o amigo e o filho. (Quem sentiu cheiro de “Food Truck” levanta a mão…)

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Entre essas e outras, Scarlett Johansson faz o papel de uma amiga colorida e hostess do restaurante chique. E mais nada. No filme, ela apareceu só pra dar um toque de sensualidade – mesmo com a gata da Sofia Vergara no papel de ex-mulher fofa. O Robert Downey Jr. faz o mesmo: aparece numa cena meio aleatória e com certeza participou do filme para dar suporte a Favreau, que havia dirigido os dois “Homem de Ferro”.

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O mais interessante no filme é a maneira com que Jon Favreau combina a relação do chef com a comida e o filho. Ele cozinha até de olhos fechados e, por outro lado, não sabe ao certo se relacionar com o pequeno. Além disso, o filme segue num ritmo latino animado e cheio de vida. Ótima pedida para o fim de semana!

Ah, o crítico? Espere que ele voltará.

Ficha Técnica:

CHEF

Direção/roteiro: Jon Favreau

Duração: 1h54

Atores: Jon Favreau, Sofia Vergara, Scarlett Johansson, Robert Downey Jr, Dustin Hoffman

Clique aqui para conferir a receita de um Petit Gâteau infalível. O crítico chato pode não gostar, mas a gente ama!

Filme: A Fantástica Fábrica de chocolate

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Charlie andthe Chocolate Factory, que no Brasil recebeu o título de A Fantástica Fábrica de Chocolate, é um longa-metragem dirigido por Tim Burton, conhecido por dirigir diversos filmes que remetem ao universo fantástico. O filme do ano de 2005 é a segunda adaptação cinematográfica do livro de Roald Dahl, que já havia sido adaptado para o cinema no ano de 1971.

fabrica-de-chocolateEm um lúdico mundo colorido, cheio de doces, balas, chicletes e outras guloseimas, um misterioso dona da maior fábrica de chocolates da cidade resolve fazer uma promoção, distribuindo cinco bilhetes dourados com a recompensa de que os vencedores visitariam a fábrica que estava fechada há anos.

O filme de Tim Burton é protagonizado por Johnny Depp com o personagem de Willy Wonka, o dono da fábrica, figura misteriosa e excêntrica, mas muito frágil e com alma infantil. O filme narra a história do pequeno Charlie, um humilde menino que é premiado com um dos bilhetes dourados, e poderá conhecer a Fantástica Fábrica de Chocolates mais misteriosa e amada de todos os tempos. A excursão é encantada, mas a tentação pelos doces é quase incontrolável. Apenas uma criança conseguirá chegar até o fim da visita.

Em homenagem à “Sala das Invenções” da Fantástica Fábrica de Chocolates, resolvi fazer uma brincadeira com produtos bastante populares. É uma verrine (um doce montado em copinhos) muito, muito simples de ser feita. A primeira camada é de manteiga de amendoim (eu fiz a receita caseira da Dani), a segunda é à base de cream cheese, a terceira é de cookies com gotinhas de chocolate (assim como a manteiga de amendoim você pode comprar pronto ou fazer a receita caseira do site), e a última é uma mousse de nutella bem fofinha. Não é uma sobremesa que existe no filme, mas é inspirada no mundo lúdico de docinhos populares que nos remete à Fantástica Fábrica de Chocolate.

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Receita:

Camada 1:

Camada 2:

  • 300g de CREAM CHEESE
  • 300g de CREME DE LEITE FRESCO
  •  2/3 de xícara de AÇÚCAR
  • 1 colher de chá de PASTA DE BAUNILHA
  • Raspas de 1/2 LIMÃO SICILIANO

Camada 3:

Camada 4:

  • 350g de NUTELLA
  • 300g de CREME DE LEITE FRESCO

Modo de preparo:

  1. Para a camada de cream cheese, bata o creme de leite fresco em ponto de chantilly, misture cuidadosamente com o cream cheese, açúcar, pasta de baunilha e as raspas do limão.
  2. Para a camada de nutella, bata o creme de leite fresco em ponto de chantilly e misture delicadamente com a nutella.
  3. Para a camada de manteiga de amendoim confira a receita caseira aqui.
  4. Para os cookies de chocolate confira a receita aqui.
  5. Monte em camadas e sirva bem gelado.

verrine-jessica-giovanini-ickfd2fotos: Breno Rodrigues

Filme: The Lunchbox

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“Às vezes, o trem errado leva à direção certa”. Na movimentada Mumbai, a cidade mais importante da Índia, os dabba wallahs levam, todos os dias, 200 mil marmitas a contadores, advogados e outros trabalhadores. Pontualmente, faça chuva ou faça sol, os entregadores passam de casa em casa recolhendo as marmitinhas empilhadas e guardadas numa lancheira, preparadas por esposas dedicadas ou por restaurantes populares. Depois, a próxima parada é na mesa de cada cliente. Ao fim do dia, fazem o trabalho inverso até as casas, com as lancheiras vazias. O método é tão organizado no caos da Índia que diversas universidades e empresas mundo afora intrigam-se até hoje. Afinal, os dabba wallahs nunca erram de endereço. Ou, pelo menos, nunca deveriam errar.

No filme The Lunchbox, Ila (Nimrat Kaur) é uma jovem esposa que se esforça para atrair o marido apático através da comida. A ideia de caprichar na marmita do cara veio da tia, habitante do andar de cima e companheira de conversa à distância de uma janela de Ila. Latinhas redondas e encaixadas uma em cima da outra, cheias de arroz com curry, pão pita e aqueles pratos cheios de molho e de fazer a gente salivar de vontade, hora de torcer para que o marido lamba os dedos. Acontece que a marmita de Ila vai parar na mesa de Sajaan Fernandes (Irrfan Khan, o que atuou em As Aventuras de Pi), um contador mau-humorado e metódico, prestes a se aposentar.

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Ele, desconfiado de tanta comida boa (sua marmita vinha de um restaurante nem um pouco caprichoso), deixa cada um dos potinhos vazios. Quando recebe a marmita de volta, Ila fica feliz e prevê a chegada de um marido grato e apaixonado, mas como tudo foi trocado, não é o que acontece. No dia seguinte, ela escreve um bilhete e coloca dentro da marmita, e Sajaan não gasta tinta da caneta: “a comida estava salgada demais”, escreve. Aí começa uma troca de bilhetes, que se transformam em cartas cheias de reflexões e segredos. Para ambos, uma vida com mais vida é possível a partir desse compartilhar silencioso e delicado através da comida.

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Esse filme é tão sutil e, ao mesmo tempo, toca o coração sem precisar de muito. A história toda se passa em poucos cenários, mas isso a gente nem percebe: quer mais é sentar ao lado dele na mesa da cantina para ler os recados dela, ficar ao lado dela quando cozinha com tanto amor e sonha acordada. The Lunchbox vai te fazer rir, sorrir, pensar e ficar com fome.

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Ficha Técnica:

THE LUNCH BOX

Direção/roteiro: Rotesh Batra

Duração: 105 min

Atores: Irrfan Khan, Nimrat Kaur, Nawauzadin Siddiqui

Prêmios:

Festival de Cinema de Londres 2013 – Exibido na Seleção Oficial
Olso Films from the South 2013 – Exibido na Seleção Oficial
Reykjavik International Film Festival 2013 – Menção Especial

Filme: Maria Antonieta

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Maria Antonieta é um filme de 2006 dirigido por Sofia Coppola, ganhador do Oscar de melhor figurino. O enredo gira em torno de Maria Antonieta (Kirsten Dunst), que, como parte de um acordo entre Áustria e França, é enviada à corte francesa para se casar com Luís XVI (Jason Schwartzman). A história se passa desde sua adolescência, quando se despede da Áustria e é obrigada a se desfazer de todos os pertences de seu país para poder se tornar a nova rainha da França, até o início da Revolução Francesa.

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O filme se destaca pelas cores, cenário, figurino impecável e uma trilha sonora inusitada. Para os gastrônomos, sem dúvidas, as inúmeras cenas que exibem os luxuosos quitutes e banquetes franceses são um deleite. A vida cheia de regalias e diversões é o que Coppola trata com maior destaque, imprimindo em sua obra o fascínio e o glamour de se viver na corte francesa.

Quando Maria Antonieta enfim chega a Versailles, passa a ter que se adaptar à regras da corte francesa. De início, jovem e inexperiente, parece se assustar com a lógica que rege aquele novo ambiente e com os rígidos rituais de conduta, além de rumores que circulavam em torno de sua figura e de seu casamento.

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Antonieta, não se sentindo amparada pela corte e nem pela figura de seu marido, soube usar de seus privilégios para aproveitar a juventude, que muito era abafada pelos compromissos de rainha, que por sua vez, nunca os assumiu de fato. Enquanto Antonieta comia brioches, a revolução ganhava forma.

Para ilustrar essa cenário da corte francesa, nada mais emblemático do que os famosos e aclamados macarons. Aqui uma das incríveis receitas da Dani Noce: Macaron pop triple chocolate com explosão de manga e maracujá.

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